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sábado, 25 de abril de 2009

IV Concurso de Poesias do Jornal de fato
O jornal de fato promove o seu IV Concurso de Poesias. O tema é livre, podendo versar sobre qualquer assunto e poderão participar do IV CONCURSO quaisquer pessoas, brumadinenses ou não. Cada participante poderá inscrever até 3 (três) poemas. Trabalhos vencedores receberão prêmios no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) e serão publicados em edição do jornal. Todos os participantes receberão "CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO", e “melhores” trabalhos poderão participar de uma exposição a ser montada no Município. Abaixo, o Regulamento completo. Então, prepare-se! Escreva ou selecione seus poemas! Envie-nos! Se não puder mandar 3, mande 2, mande 1. Participe. Vamos fazer, juntos, a festa da poesia em Brumadinho!

REGULAMENTO

1- DO OBJETIVO - O IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato tem por objetivo contribuir no aquecimento, na divulgação e na ampliação das manifestações culturais de Brumadinho, dando oportunidade aos nossos leitores e artistas de mostrarem sua arte, e oferecendo aos cidadãos oportunidade de alimentar de emoção e beleza a alma e o espírito.
2- DO TEMA - O tema é livre, podendo versar sobre qualquer assunto.
3- DA PARTICIPAÇÃO - Poderão participar IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato quaisquer pessoas, brumadinenses ou não, independentemente de religião, raça, partido político, cor, orientação sexual, time preferido ou profissão.
4- DA PROIBIÇÃO DE PARTICIPAÇÃO - Fica vedada a participação de pessoas que componham, no período de realização do Concurso, a equipe do jornal de fato.
5- DA ESPECIFICAÇÃO DOS TRABALHOS - Cada poesia deverá ser entregue em 5 (cinco) cópias, ter no máximo 100 (cem) versos, digitada em tamanho 12, tipo Book Antiqua, espaço simples (ou 1), sem colocação de quadros – margem física -, impressa em papel A4. Acompanhando as cópias, deve ser entregue uma cópia eletrônica (cd ou disquete), gravada do aplicativo Word – pacote microsoft. Em um único cd ou disquete poderão estar todos os trabalhos. O não cumprimento deste ou de quaisquer outros itens deste Regulamento poderá desclassificar o concorrente.
6- DA QUANTIDADE DE TRABALHOS - Cada participante poderá inscrever até 3 (três) poesias.
7- DOS NOMES DOS TRABALHOS - Cada poesia inscrita deverá ter um nome (título). O nome da poesia deverá ser acompanhado de um pseudônimo (nome falso ou artístico) do autor. Caso o participante concorra com mais de uma poesia, o pseudônimo deverá ser o mesmo. Caso o participante já tenha concorrido em concursos anteriores do jornal de fato, deverá usar um pseudônimo novo, que ainda não usou.
8- DA INSCRIÇÃO - O participante será considerado inscrito no ato da entrega de seu trabalho. A entrega poderá ser feita à Rua Afrânio Castanheira Friche, 314, bairro de Lourdes, 35460-000 - Brumadinho - MG, no horário de 14:30 às 16:30 horas, de segunda a sexta-feira ou ser enviado pelos correios. No caso de envio pelos correios será considerada válida a data de postagem. Junto com a (s) poesia (s), o participante deverá enviar, em um envelope menor, lacrado, seu nome completo, endereço, telefone de contato, um breve currículo (quem é, o que faz na vida, se estudante ou trabalhador, hobbies, trabalho social se tiver etc), o nome de seu (s) trabalho (s) e seu pseudônimo. No envelope maior - que contiver os trabalhos e o envelope menor -, no espaço do "remetente", deve ser repetido o nome e o endereço "Jornal de fato - Rua Afrânio Castanheira Friche, 314, bairro de Lourdes, 35460-000 - Brumadinho - MG", a fim de se manter o sigilo do concorrente. Por fora do cd ou disquete, deverão constar apenas os nomes das poesias e pseudônimo do autor. O não cumprimento deste ou de quaisquer outros itens deste Regulamento poderá desclassificar o concorrente.
9- DO PRAZO DA INSCRIÇÃO - As inscrições poderão ser feitas desde já até o dia 16 (dezesseis) de agosto de 2009.
10 - DA PREMIAÇÃO - A critério da Comissão Julgadora, serão escolhidos os 10(dez) melhores trabalhos. Esses 10 classificados receberão prêmios no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) e serão publicados em edição do jornal de fato, a circular em setembro, outubro e novembro de 2009. Todos os participantes receberão um "CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO" do IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato. OS MELHORES TRABALHOS, ou TODOS eles, poderão, ainda, participar de uma exposição a ser montada no Município, a critério da Coordenação do IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato. Também a critério da Coordenação do Concurso, TODOS os poemas poderão ser publicados nas edições posteriores do jornal.
11- DA COMISSÃO JULGADORA - A Coordenação do IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato formará uma Comissão Julgadora, com pessoas capacitadas, para fazer a escolha dos melhores trabalhos.
12- DO JULGAMENTO - Após o prazo final das inscrições, até, no máximo, o dia 16 de setembro, a Comissão Julgadora procederá o julgamento dos trabalhos.
13- DA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS - O resultado do IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato será publicado na edição de setembro de 2009 do jornal de fato, sem prejuízo de que isso aconteça antes.
14- DOS DIREITOS AUTORAIS - No ato da inscrição, o participante cede automaticamente ao jornal de fato os direitos de publicação dos trabalhos, por tempo indeterminado, sempre observando a citação do nome do autor (a), sem que este (a) venha a reclamar pela utilização de tais trabalhos, em qualquer tempo.
15- DA DEVOLUÇÃO DO MATERIAL - O material NÃO SERÁ DEVOLVIDO. Caso o participante o queira devolvido, deverá colocar dentro do envelope de inscrição um outro envelope selado com seu endereço para devolução do material, o que só será feito após a exposição de que trata o item "10" deste Regulamento, caso ela aconteça, ou em até 60 dias após 16 de setembro, caso a exposição não aconteça.
16- DA ACEITAÇÃO DOS TERMOS DESTE REGULAMENTO - O ato de inscrição neste IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato implica na aceitação de todos os itens deste regulamento. Das decisões da Comissão Julgadora não cabe recurso.
17- Os casos omissos serão resolvidos pela COORDENAÇÃO do IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato.

Brumadinho, 25/ abril/2009 – Lua Nova

Reinaldo Fernandes
Editor

sábado, 11 de abril de 2009

Paisagens de Brumadinho
Pesque e Pague em Palhano
Edição nº 98 – Março/2009
Brumadinho ganha hotel quatro estrelas



De frente para a Serra do Funil, que dá entrada à cidade. Como se dissesse: “Venham, turistas! Estamos esperando vocês!” É assim que ficará o Chelsea, hotel que Brumadinho ganhará em dois anos, instalado na área central da cidade, na rua Anibal Coelho, no bairro São Bento, perto da E. M. Lidimanha A. Maia. O projeto arquitetônico está sendo analisado pela Secretaria de Obras e Serviços Urbanos e tão logo seja aprovado, os empreendedores iniciarão a construção.
O Chelsea Hotel terá classificação de quatro estrelas, 2,5 mil m² de área construída e prevê-se a geração de 50 empregos diretos e outros indiretos. O empreendimento gerará também arrecadação financeira para os cofres públicos, através do ISS, do ICMS e outros. O hotel contará com 38 apartamentos e suites, equipados com ar condicionado, frigobar, telefone com discagem direta e TV, podendo acomodar até 115 hóspedes ao mesmo tempo. O grupo responsável pela empreitada é o Sá Nogueira Empreendimentos e Hotelaria Ltda, empresa de capital nacional e estrangeiro, representada no Brasil por seis pessoas, entre sócios e representantes diretos.
Segundo a dentista Elaine de Castro, uma das pessoas de Brumadinho entre os sócios da Sá Nogueira, o hotel, como opções de lazer, “disponibilizará um restaurante capaz de oferecer serviço completo de buffet para almoço e jantar, aberto a hóspedes e público externo, com instalações bem decoradas e ambiente aprazível para suas refeições, além uma pequena academia para os Hospedes, um bar servindo drinks e petiscos, garantindo a todos muito conforto, comodidade e requinte”. Castro garante que o Chelsea Hotel possuirá, ainda, um auditório com capacidade para recepcionar até 100 pessoas, com salas de reunião e apoio, equipada com recursos multimeios, indicado para eventos de pequeno, médio e grande porte.


De olho em Inhotim e nas mineradoras

O Sá Nogueira está de olho em Inhotim. O Museu recebe, em média, 8 mil visitantes mensalmente. Hoje, quem vem ao Museu se vê obrigado a voltar para sua cidade ou se hospedar em BH, uma vez que a cidade não conta com nenhum hotel e são apenas duas pousadas na área urbana, com poucas acomodações.

Reunião com Prefeitura

Na terça feira, 31 de março, a equipe do Chelsea Hotel teve reunião com o Secretário de Governo, Alcimar Barcelos, o Cid, para apresentar o projeto. Conforme informou Elaine de Castro, a equipe foi “muito bem recebida e a Administração se mostrou disposta a apoiar no que for possível para a efetiva instalação e funcionamento do hotel”. A construção do Chelsea Hotel ficará a cargo da Falcon Construtora e custará em torno de 4 milhões de reais. A inauguração está prevista para o segundo semestre de 2011.
Leia a íntegra na pág. 7
Edição nº 98 – Março/2009
Editorial
É tempo de Páscoa! Que tal transformarmos o discurso em prática?

Enquanto a Semana Santa nos anuncia a chegada da Páscoa, Tempo de Mudança e Transformação, o jornal de fato traz nesta edição, com exclusividade, a notícia da construção, aqui, do Chelsea Hotel. Trata-se de empreendimento na ordem de 4 milhões de reais, quatro estrelas, com inauguração prevista para 2011. O hotel será aberto não apenas a hóspedes mas também ao público em geral.
A construção deste hotel poderá, quem sabe, ser a “gota d’água”, a fonte de inspiração para que tanto o Poder Público quanto a iniciativa privada de Brumadinho passem a pensar, e a agir, efetivamente, a favor do turismo na cidade. Pelo menos, é esse o nosso desejo. O turismo, nunca é demais lembrar, é a atividade econômica que mais cresce no mundo nos últimos anos e que gera milhões de empregos.
O que temos assistido em Brumadinho nos últimos dez anos é apenas – ou quase só – discursos. Quem ouviu o governo municipal anterior falando de turismo, e não conhecia Brumadinho, deve ter saído daqui com a imagem, falsa, de que aqui a política de turismo ia a mil maravilhas. Mas o que tem aqui? Tem Inhotim. E quando vem o turista, fala como recentemente me confessou uma aluna de Belo Horizonte: “Professor Reinaldo, fui em sua cidade domingo e adorei Inhotim. Só que depois a gente queria ir numa padaria fazer um lanche e não encontramos nenhuma aberta”. Ou então como me relatou meu amigo Márcio Coquinho, estudante de Turismo no 8º período, sobre seus amigos que queriam passar o carnaval em Brumadinho e lhe perguntaram sobre as pousadas da cidade. Conclusão: os amigos foram para outra cidade.
Dizer que “minério só dá uma safra” é frase feita, chavão que já me cansei de ouvir. Dizer que vamos investir em turismo, e ficar apenas no discurso ou nas propostas de campanha eleitoral, também é coisa que já cansou. A mim e a muitos por aí.
A construção do Chelsea pode gerar, para começo de conversa, 50 empregos diretos e outros tantos indiretos para os moradores do município. O empreendimento gerará também arrecadação financeira para os cofres públicos, através de impostos. Imaginemos, então, uma política séria de turismo, envolvendo outros empreendimentos, aproveitando nossas cachoeiras, nossas fazendas, nossas serras, nosso parque florestal, nosso barroco de 300 anos, nossas festas culturais e toda a potencialidade turística do município. Quantos empregos e quanta renda serão gerados? Se Inhotim recebe tantos milhares de pessoas mensalmente, por que não oferecer a elas mais do que arte contemporânea e os jardins do Museu?
Enfim, está na hora de transformar o discurso em prática. E, aproveitando o período da Semana Santa, e a Páscoa que se aproxima, tempo de mudança, de transformação, que tal fazermos isso? Afinal, Paulo tem razão: “a fé sem obras é morta”. O discurso também!


Reinaldo Fernandes, Editor
Edição nº 98 – Março/2009
Vem aí o IV Concurso de Poesias do Jornal de fato
São R$ 500,00 em prêmios

O jornal de fato promove o seu IV Concurso de Poesias. O tema é livre, podendo versar sobre qualquer assunto e poderão participar do IV CONCURSO quaisquer pessoas, brumadinenses ou não. Cada participante poderá inscrever até 3 (três) poemas. Trabalhos vencedores receberão prêmios no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) e serão publicados em edição do jornal. Todos os participantes receberão "CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO", e “melhores” trabalhos poderão participar de uma exposição a ser montada no Município. Em nossa próxima edição publicaremos o Regulamento completo. Prepare-se!
Edição nº 98 – Março/2009
A cidade esburacada

A redação do jornal de fato recebeu uma série de telefonemas de vários pontos da cidade. Moradores reclamam de “obras” da COPASA. Um dessas foi feita na rua Piedade do Paraopeba, no bairro Santa Efigênia. Ali, a COPASA abriu um buraco e, na hora re repor o calçamento, não teve muita preocupação, piorando mais ainda a situação da rua que já tem um calçamento muito ruim. No bairro São Conrado, o problema é na rua Florisbela Cordeiro dos Santos: o calçamento foi removido, o serviço feito e o calçamento não voltou para o lugar, deixando uma espécie de “vala”.
Na rua Zacarias Roque, no bairro do Carmo, um buraco foi feito também. A empresa que fez a obra, ao invés de refazer o calçamento, colocou um galho de árvore para avisar aos motoristas. O buraco fica bem em frente à garagem de uma das casas, dificultando a entrada e saída do veículo do proprietário.
Mas na Zacarias Roque a reclamação não é apenas do buraco. Moradores reclamam da falta de iluminação, reivindicação antiga deles. Outra reclamação é quanto a pavimentação. “Na campanha eleitoral, o candidato Nenem falou que ia asfaltar a rua e colocar a rede pluvial que também não”, diz uma moradora.

Centro: Avenida do Bananal

No centro da cidade, os problemas são muitos e irritam os morador5es, comerciantes e as pessoas que passam por ali. Há muita terra sendo removida e com as chuvas, há muito barro. A situação piora por causa dos desvios do trânsito. Como as duas ruas paralelas são de mão única, sentido bairro, quem vai para as imediações da Praça da Bandeira ou Canto do Rio é obrigado a dar grande volta. E o SETRANSB não consegue pensar uma saída que seja menos prejudicial à população. A irritação chegou a tal ponto de ser colocada uma faixa lembrando à COPASA os transtornos. A faixa foi assinada por um tal, ou uma tal de “ATB”.

Centro, perto do CEMMA

Outra obra que tem irritado as pessoas é a da COPASA perto da escola CEMMA. Além do barro para quem vai a pé, as pessoas que vão de carro para a escola se veem obrigadas a dar uma volta pelo bairro de Lourdes. Some-se a esses transtornos o fato de quem passa por ali se lembrar que a obra é do tratamento de esgoto da cidade, e que está pagando 40% de taxa na conta de água. E ainda vem a lembrança de que o atual prefeito assumiu o compromisso de acabar com a taxa de 40% mas que ela continua “firme e forte”. Esse foi o compromisso de nº 11 do candidato Nenem da ASA: “Vamos cancelar o contrato da COPASA que aumenta em 40% a conta de água”.
A obra tinha prazo de execução de 240 dias, 8 meses, e começou em julho de 2008. A etapa referida na placa colocada perto da rotatória já acabou, mas o calçamento não foi reposto. Agora a COPASA trabalha em outra etapa da obra de tratamento do esgoto.

Outros lados: COPASA e Prefeitura

Nossa reportagem conversou com Aloísio Eustáquio de Souza Fernandes, o Zinho, responsável pela COPASA em Brumadinho que disse que os buracos não são responsabilidade da COPASA e, sim, das empreiteiras da COPASA. Nossa reportagem conversou também com Haroldo Amorim, engenheiro da Prefeitura, que educada e pacientemente explicou que há um problema com as obras na cidade de responsabilidade da COPASA. A empresa passa o serviço para uma empreiteira que age sem a devida responsabilidade. Seguindo ele, a Prefeitura tem cobrado da COPASA, que é o que ela pode fazer, já que os serviços de água e esgoto da cidade, depois de assinatura do contrato com a empresa, é por conta da COPASA. Questionado sobre a confusão na Avenida do Bananal, Amorim disse que a ideia é refazer todo o asfalto, ao invés de apenas remendar de um lado e outro, mas isso ainda precisa ser acertado com a empresa responsável pela obra. Sobre o trânsito confuso, que poderia ser organizado de outra forma, Haroldo disse que o Serviço de Trânsito de Brumadinho – SETRANSB - precisa de reestruturação e contratação de pessoal competente, no sentido profissional e de formação, para poder agir efetivamente no trânsito. Segundo ele, hoje o pessoal do SETRANSB não pode, aplicar multas e desenvolver outras atividades necessárias para melhorar o trânsito.
Leia a íntegra na pág. 5

Edição nº 98 – Março/2009
A cidade descuidada

Moradora do bairro Silva Prado solicita a presença de nossa reportagem em sua rua, a Maria de Lourdes Pereira. A rua foi asfaltada na correria, serviço mal feito, sem colocação de todos os meios-fios e sem colocação de boca de lobo. A conseqüência a moradora mostrou à nossa reportagem: a enxurrada descendo a rua e entrando em sua casa, no quintal, na garagem, indo até sua cozinha ao final da casa. Enxurrada com barro. A moradora disse que já reclamara coma Prefeitura que alega que a culpa é da chuva e que melhorará quando as chuvas pararem. A situação piorou porque a prefeitura patrolou ruas sem pavimentação ali perto, aumentando a quantidade de terra carregada pela enxurrada.
Na rua de baixo, a Maria Aparecida Costa da Silva, a situação era parecida. Quando as enxurradas encontram um lote vago, saem fazendo valetas por onde passam.

O poste da Eduardo Durcesino

Na rua Eduardo Durcesino, também no bairro do Carmo, outro problema é um poste “remendado”. Segundo os moradores, um trator da Prefeitura Municipal bateu no poste, quebrou-o e ele foi “emendado”, com um pau, como uma tipoia. E assim está lá, há uns cinco anos. “E quando o poste cair e der um problema e queimar nossos eletrodomésticos, quero ver quem vai pagar os prejuízos”, desabafa uma moradora. Fica aqui o alerta pra a prefeitura e CEMIG.
Leia a íntegra na pág. 5
Edição nº 98 – Março/2009
Câmara aprova criação de 14 novos cargos na prefeitura, com gastos que podem chegar a 3 milhões
Projeto do Executivo foi aprovado por minoria de apenas 4 votos

Em sua última edição o jornal de fato trouxe pra os letões uma matéria sobre o que se chamou de “estrutura organizacional da Administração Direta da Prefeitura Municipal de Brumadinho”. Com o projeto de lei enviado à Câmara pelo Prefeito, a prefeitura passaria de atuais 14 cargos para nada menos do que 24, a despesa passaria de 60.091,70 mensais para R$ 103.181,50, um aumento de R$ 43.089,80 na Folha de Pagamento. O aumento de R$ 43.089,80 significava um aumento de mais de meio milhão anual, isso, apenas em salários. O montante poderia chegar a aproximadamente 700 mil anuais, R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais) ao final da Administração. A Câmara discutiu a aprovou o Projeto. No entanto, a discussão foi polêmica e o projeto aprovado por minoria de apenas 4 votos. Se os outros vereadores tivessem votado contra, o Projeto não teria sido aprovado da forma que estava proposto e o Município não teria esse aumento de quase R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais) com pessoal. Mas quatro vereadores preferiram não votarem contra: Leônidas Maciel (PMDB), Jayme Wilson, o Jaimão (PSDB). A vereadora Lilian Paraguai (PT) não compareceu à sessão e o Vereador José de Figueiredo Nem Neto PV não votou porque é Presidente e Presidente vota apenas em caso de empate. A vereadora Marta da Maroto votou contra. Votaram a favor do aumento de gastos Adriano Brasil, Fernando Japão; Xodó (todos do partido do Prefeito) e Itamar Franco Caetano (PSDB), que se alinhou ao governo desde a eleição da Mesa Diretora da Câmara.
Com a nova estrutura foram desmembradas três secretarias municipais, criando-se as Secretarias de Planejamento e Coordenação; Fazenda; Turismo e Cultura.
Leia a íntegra na pág. 6
Edição nº 98 – Março/2009
São Bento pede socorro

O bairro São Bento II (final do bairro São Bento com Silva Prado) continua pedindo socorro ao Poder Público. Moradores continuam enfrentando grandes problemas. Um deles é a falta de pavimentação. Recentemente a prefeitura patrolou as ruas. Os buracos sumiram, mas foi só chover novamente para que os buracos aparecessem e o bairro ficasse intransitável. Um das moradoras, dona Lourdes conta que sua mãe, idosa, precisava receber a vista do médico mas o médico não foi porque não tinha como chegar até sua casa.

A COPASA e a rede de esgoto e de água

O bairro não tem rede de esgoto e tem rede de água em apenas uma parte. Nos últimos dias a COPASA esteve trabalhando no local, construindo rede de esgoto. A empresa estaria no bairro há uns cinco meses, segundo um dos moradores. A rede teria sido feita em parte da rua Nilson Santana Machado e na rua “I” mas, segundo o morador Darci do Carmo, as manilhas devem estar entupidas, já que a rede não foi terminada e já estava entrando muita terra desde a parte mais alta do bairro. Já Romilda, moradora do final da rua Maria de Lourdes Pereira, reclama que não tem água. A moradora relata que tem que usar água de uma vizinha, e que a COPASA diz que é com a Prefeitura e a Prefeitura diz que quem deve resolver seu problema é a COPASA.

Sobra mato e falta coleta de lixo

Darci do Carmo elenca os problemas do bairro. Um deles é a grande quantidade de cobras. Se os cascavéis estão sobrando, falta coleta do lixo. Segundo Darci, tem gente que acaba jogando o lixo em lotes vagos, o que provoca aparição de mosquitos e pode causar doenças. Ele conta quedo outro lado, na parte chamada de Silva Prado II, há uma família que tem crianças, mas lá também não tem nem água e nem luz elétrica. Darci fala ainda da mina abaixo da rua Nilson Santana Machado, que estaria sendo assoreada. E nos mostra o mapa com uma rua “I” que deveria sair do outro lado mas não saiu.

Outros lados: COPASA e Prefeitura

Nossa reportagem entrou em contato com a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos da Prefeitura e com a COPASA. Segundo Aloísio Eustáquio de Souza Fernandes, o Zinho, responsável pela COPASA em Brumadinho, as obras no São Bento pararam por causa das chuvas e a responsabilidade não seria diretamente da COPASA mas da empreiteira da COPASA que estava fazendo a rede. Segundo ele, falta pouco para fazer toda a rede do bairro. Questionado por nossa reportagem sobre a falta de água no final da rua Maria de Lourdes Pereira, Zinho disse que “a rede não foi feita porque não tem acesso ao local” e que isso é responsabilidade da Prefeitura.
Sobre a coleta de lixo, a Prefeitura informou que ela deveria estar acontecendo normalmente. Haroldo Amorim, engenheiro da Prefeitura, explicou que a coleta de lixo é terceirizada, ou seja, feita por uma empresa contratada pela Prefeitura. E assumiu o compromisso de acionar a empresa para que ela cumpra sua obrigação e faça a coleta.
Leia a íntegra na pág. 6
Edição nº 98 – Março/2009
Caçambas: Prefeito não cumpre compromisso de campanha

Uma das promessas, ou melhor, compromissos de campanha do prefeito Nenen da ASA (PV) foi a volta da gratuidade das caçambas, como era até 2006. Proposta de nº 79 do Programa de Governo do prefeito, a população esperava, desde início de janeiro, o “Retorno do Programa Disk Caçamba Gratuito”. O programa, que existia até 2006, foi retirado pelo ex-prefeito e passado para a iniciativa privada (ver de fato 96, janeiro de 2009). Isso significou gastos a mais para a população. Com a proibição da lei do Código de Posturas de se colocar entulhos no passeio, a população se viu obrigada a gastar altas quantias com as caçambas. Cada caçamba, por um dia, custava, no ano passado, de 45 a 55 reais, o que não é pouco.
Ao que parece, o prefeito não pretende manter seu compromisso nº79 de campanha. Recentemente a Prefeitura distribuiu panfleto chamando atenção da população para a limpeza da cidade. Numa das páginas do panfleto, a prefeitura registra, em letras menores, que “a gratuidade do pedido (de caçamba) dependerá da avaliação da Secretaria de Ação Social”. Durante a campanha, não dependia.
Leia a íntegra na pág. 6
Edição nº 98 – Março/2009
Prefeitura repassa 259 mil reais para entidades

A Prefeitura Municipal de Brumadinho vai repassar R$ 259.234,98 para 5 entidades do Município, a Saber Viver; a Sociedade São Vicente de Paulo; a Associação de Moradores do Parque das Cachoeiras, Parque do Lago e Alberto Flores; o Lar dos Idosos Padre Vicente Assunção e a Liga Municipal de Desportos. A proposta consta foi aprovada pelos vereadores. O Lar dos Idosos Padre Vicente Assunção, o Asilo, receberá menos, R$ 11.562,11; a entidade Saber Viver, R$ 61.625,67 e a Liga Municipal de Desportos, 100 mil. Veja abaixo o quadro completo com os valores.
As propostas não falam em prestação de contas do dinheiro recebido e nem em fiscalização. A exceção é o projeto de nº 12, o da Liga Municipal.


Entidade valor a ser entregue à entidade PROJETO
Saber Viver R$ 23.766,67 Linhas da Esperança
Saber Viver R$ 37.859,00 Batukeduk
Sociedade São Vicente de Paulo R$ 36.047,20 acolhimento digital do idoso
Associação de Moradores do Parque das Cachoeiras, Parque do Lago e Alberto Flores R$ 10.000,00 Colorindo a vida
Associação de Moradores do Parque das Cachoeiras, Parque do Lago e Alberto Flores R$ 35000,00 Viver Melhor
Associação de Moradores do Parque das Cachoeiras, Parque do Lago e Alberto Flores R$ 5.000,00 Clube de leitura
Asilo R$ 11.562,11 Melhor idade em ação
Liga Municipal de Desportos R$ 100.000,00 Diversos campeonatos

Leia a íntegra na pág. 6
Edição nº 98 – Março/2009
Ditadura Militar
de fato dá a dica:
Por Reinaldo Fernandes

Um livro dramático e pungente, em que a grandeza e a miséria da condição humana se alternam em doloroso contraponto. É o que diz de Batismo de Sangue – Os dominicanos e a morte de Carlos Marighela – o renomado crítico Ênio Silveira. Nas páginas de Batismo de Sangue, temos freqüentemente a impressão de que o conteúdo não passa de angustiante pesadelo, bastando-nos acordar e esfregar os olhos para que desapareçam todos os horrores e vilanias que elas tão vivamente nos relatam, dando lugar à alegria de viver, à democracia, à fraternidade e à justiça.
Mas não!! É tudo verdade! Essa degradação ocorreu de fato. E descrevê-la em seus detalhes é contribuir para que ela não se repita. Essa é uma enorme contribuição que Frei Betto, religioso dominicano que viveu – e sofreu – na pele as atrocidades da Ditadura dá ao País.
Alegando agir em defesa da democracia, as políticos-militares-policiais no poder a partir de 1964 não fizeram outra coisa senão institucionalizar a tortura, transformar o sadismo em virtude profissional, perseguir, matar, exilar, dar sumiço nas pessoas. Até gente de Brumadinho, seres humanos em luta por um país decente, caiu em suas garras malditas!!
Frei Betto, assim como seus irmãos dominicanos, procurando viver o evangelho segundo Jesus Cristo, assumiram o compromisso de “dar pão a quem tem fome; água a quem tem sede”; abrigo a quem era perseguido para ser assassinado pelo DOPS e os órgãos da Ditadura Militar. Entre eles, os irmãos-companheiros de Carlos Marighela, um dos homens mais intensamente procurados pela Repressão. A ação dos dominicamos lhes custou a prisão, tortura, assassinato e a pecha de “terroristas”, “bandidos”, “ladrões de bancos” e outros adjetivos nada sonoros, como “traidores de Marighela”, “covardes”...
Batismo de Sangue, o mais completo e fidedigno relato sobre as atrocidades da Ditadura Militar e sobre o assassinato de um dos nossos maiores líderes revolucionários, nos apresenta homens distintos, com a grandeza e a miséria da condição humana de um Frei Tito e de um Sérgio Paranhos Fleury. A pureza quase angelical do primeiro se contrapunha à cega e sanguinária dedicação à morte do segundo.
Obra literária de rara e dolorosa beleza, Batismo de Sangue é – e sempre será – um livro que todos os brumadinenses, todos os brasileiros precisam ler. Quando se lembra os 45 anos da tomada de poder pelos militares brasileiros, Batismo de Sangue nos revela a baixeza infamante do Homem; mas nos revela, também, a transcendência de que se revestem seus atos quando o homem realmente se dispõe a dar de si.

Batismo de Sangue, o filme

Outra dica é o filme Frei Tito, do cineasta mineiro Helvécio Ratton, diretor também de A dança dos bonecos (1986) e Menino Maluquinho - O filme (1995). Batismo de Sangue trata exatamente do mesmo batismo de sangue ao qual se entregram os dominicanos e tantos outros lutadores do período – incluída aí mártires de nossa pequena Brumadinho -, apenas focando mais em um dos principais personagens do livro de Frei Betto, o cearense Frei Tito (vivido no filme por Caio Blat). Religioso dominicano, perseguido por seu compromisso com seu povo oprimido, encarcerado com outros religiosos e barbaramente torturado, fisica e psicologicamente, Tito levaria, aberta para sempre, a chaga de sua tortura psicológica. Alegre, violeiro, cearense manso, Tito foi tomado pela loucura. Via seu torturador, o truculento delegado Fleury (seu principal torturador, interpretado no filme por Cássio Gabus Mendes), em cada esquina, intuía de longe o sequestro dos pais. Foi Fleury que o acusou, lhe deu ordens, o ameaçou e o acompanhou como uma sombra em seu exílio no Chile e na França. O processo de desintegração foi rápido. Só se libertaria definitivamente de Fleury enforcando-se numa árvore, antes de completar 30 anos, na tarde de 10 de agosto de 1974, na França. Assim, Tito dava cabo à loucura que os torturadores o levaram quando se apossaram da sua alma.
È um filme que vale a pena ser visto. Quarenta e cinco anos depois do fim da Ditadura, só agora a ligação dos dominicanos com a luta armada nos anos de chumbo começa a ser conhecida pelos jovens que não viveram a perseguição, a delação, a ciranda de morte instalada no país. Legitimada pelo governo, monitorada pelo Exército, Aeronáutica e Marinha, praticada em instituições do Estado, a tortura também será protagonista do filme.
A própria roteirista, Dani Patarra, desmaiou quando viu a cena em que os torturadores paramentam-se como padres, colocam a coroa de espinhos de Cristo em Tito e pedem que ele abra a boca para receber a ''hóstia'', o choque elétrico. Marcante para ela foi, também, a cena da tentativa de suicídio de Tito cortando os pulsos com gilete, ainda na cela do Doi-Codi, testemunhada por outro prisioneiro, o hoje deputado Fernando Gabeira (PV).
Foi Frei Tito quem conseguiu o sítio em Ibiúna onde os jovens estudantes realizaram em 1968 o 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes - UNE. Por isso foi o mais torturado dos frades. “Este filme é dirigido às platéias jovens, para que saibam, aprendam”, disse o diretor Helvécio Ratton. Este filme deve ser dirigido a todos os brasileiros, eu diria. “Para que saibam, aprendam”, e nunca deixem acontecer, de novo, as atrocidades da Ditadura Militar no Brasil. Viva a Liberdade! Viva a democracia! R. F.
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Edição nº 98 – Março/2009
Espaço Poético

III Concurso de Poesias do Jornal de fato - 2008
Menina da roça

Menina da roça,
vestida de chita riscada,
cabelos sem fita enlaçada,
mãozinhas sobrando, acanhada. . .
Sem ruge, sem jóias,
pezinhos no chão!

Menina da roça,
a pobreza da vida,
a pureza da vida,
te fazem na vida
um anjinho caído,
perdido, no nosso sertão!

Poeta: Paulo Viotti – Pseudônimo: Forasteiro


Meu passado de volta

Quero tudo de volta
Onde foi parar o que eu vivi
Tudo que senti
Beijos, abraços
O calor dos braços

Certos dias de amor intenso
Simples afago
Carinhos de minha mãe
Se sentir amado

Tenho muito que viver
Sinto que tenho
Mais ficou muito pra traz
Quero de volta aquele dia perfeito

Fica tudo na lembrança
Se ela falhar
Pra onde vai minha herança

Montanhas, grutas, cachoeiras
Cidades, amizades, brincadeiras
Dias de dor
Aprendendo o que é o amor

Enfim, pra onde foi tudo
Ficou perdido lá atrás
Fecho os olhos para buscar
Viajo pra encontrar

Poeta: Frederik Friche Maciel – Pseudônimo: Fred Friche


Minha família

A família é legal
Se colaborarmos sem brigas
Vai ficar sensacional!

Meu pai é excelente
Se nós o ajudarmos
Vai ficar mais contente!

Meu irmão é adulto
Ele quer arranjar um trabalho
Para ficar milionário.

Minha mãe é um amor de pessoa
Me dá tudo que eu quero
É uma boa pessoa!

Poeta: Arthur Bernardo R. Nogueira – Pseudônimo: Pássaro


Momentos

Às vezes na penumbra da noite,
Vejo-me em momentos de guerra...
Brigando com minha própria solidão,

Que me faz pensar no passado,
E chorar meu coração.

Momentos de amor que tivemos nós dois,
Momentos mágicos,
Que nos levaram ao céu...

Mas que hoje se transformaram em passado,
Meros pensamentos jogados ao léu.

Sei que nosso amor é proibido,
Que não podemos nem nos tocar...

Mas pro amor não tem dessas coisas,
E nada nesse mundo pode nos impedir de amar.

No amor há momentos de sonhos...
Momentos que chegam a nos fazer delirar,

Momentos de amor e ternura.
Momentos...
Momento de amar!!!

Poeta: Luiz Carlos dos Santos Cunha – Pseudônimo: Hansks

Mundo

Eu vejo o mundo cheio de
Poluição nas ainda da para ver,
A sua corzinha
Verde e seu azul.

E uma coisa invisível,
Cobrindo a Terra
É a camada de ozônio,
Chegando e poluindo tudo de bom,
E ouço gritos

São pessoas pedindo socorro

Poeta: Pedro Afonso Dalseco Machado – Pseudônimo: 007

Incerteza

Comadre espero um filho
Não sei se vou poder ter
Se tito, não sei como,
Se fico que vou fazer?

Ele nasce na barriga
Pedindo apra ficar
Meu coração também pede
Os seios já saem leite
Para o alimentar.

Ele é a salvação?
Ele é adesgraça?
Ele é o fruto
Do “amor” e da graça?

Yolanda - Grupo de Mulheres DEZ 90
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Edição nº 98 – Março/2009
Mostra Musical de Brumadinho encanta platéia

Aconteceu, no dia 21 de março, a Mostra Musical de Brumadinho, com participação das quatro corporações musicais, a banda São Sebastião, a Banda de Conceição de Itaguá, a do bairro Santa Efigênia e a de Suzana. O evento, patrocinado por Inhotim, aconteceu no “anfiteatro” da Quadra Municipal de Esportes e reuniu grande platéia. Todas as bandas participam de um projeto desenvolvido pelo Instituto Inhotim que consiste na preservação das entidades e, por isso, em investimento em novos músicos, tendo como objetivo, como disse Roseni Sena, responsável pelo acompanhamento do projeto, “transformar Brumadinho em um município musical”.
A mostra consistiu em apresentação individual de cada banda, primeiro com seus novos alunos, e, depois, com todos os participantes. A idéia da apresentação conjunta, segundo Roseni, tinha também o objetivo de ver como está o trabalho, ver os novos integrantes.

Jovens músicos

“No começo fiquei nervosa, depois foi normal, a maior felicidade!”. Foi assim que uma das crianças, Iolanda, aluna do professor Gleison, se referiu à sua apresentação, falando à reportagem do de fato. Junto com Iolanda, Raíra, Augusto e Eduardo, além de André e Cíntia, apresentaram-se pela banda Santa Efigênia, com violão e flauta. O aluno Augusto, é importante ressaltar, na verdade não é aluno do projeto e fez uma participação especial. Augusto é aluno de violão do professor Chico, que participa de um outro projeto muito importante em Brumadinho, o INCINE, coordenado pelo poeta Paulo Viotti. O INCINE ensina a crianças, jovens e adultos e só cobra um valor simbólico para manutenção dos cursos. A participação de crianças de outros projetos também é importante, como diria a inspirada mãe de Augusto, Raquel Gomes Dias Andrade: “É preciso mostrar esta união das escolas pois música é isto: a união de pequenos sons que se transformam em uma grande orquestra.”

Banda São Sebastião

A Corporação Musical Banda São Sebastião foi a última a se apresentar. Assim como as bandas anteriores, levou a galera à loucura, especialmente com um "pour-pour-ri" de Raul Seixas. O maestro, Anderson Cordeiro, aproveitou para comunicar aos presentes que a São Sebastião tem agora um site na internet. Quem quiser fazer uma visita, saber mais sobre a Banda e ter outras informações, pode acessar www.bandasaosebastiao.com

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Edição nº 98 – Março/2009
Opinião

IndigNAÇÃO

Jachson Gonzaga de Lima*

Segundo a Carta Magna, no seu artigo 37, “a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE E EFICIÊNCIA”; todos violados, deturpados e esquecidos na realização do concurso da Câmara Municipal de Brumadinho.
A começar pela ilegalidade na escolha da organizadora do concurso e terminar na ineficiência do mesmo, os demais princípios foram atropelados pela falta de moral e por interesses pessoais.
Sabe-se que “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação em concurso público (...)”, conforme artigo 37, II da CF/88; no entanto, na Câmara Municipal de Brumadinho todos os cargos são comissionados, pois esta é a única justificativa para a livre nomeação dos atuais servidores (nada contra estes!!), ou todos estão contratados por tempo determinado (!?) para atender a necessidade TEMPORÁRIA de EXCEPCIONAL interesse PÚBLICO (cf. art 37, IX da CF/88).
O concurso público é lei e não um favor prestado à população. É um dever do administrador e não um privilégio. É a forma justa e honesta de se ocupar um cargo ou emprego público sem a necessidade da troca de favores ou de votos ou de qualquer outra coisa. Conhecimento e competência bastam.
No caso da Câmara Municipal de Brumadinho, o concurso já foi concebido inspirando desconfiança. Mas as etapas foram transcorrendo normalmente até o fatídico dia da sua anulação pela Justiça, que ficou mais cega do que de costume durante o desenrolar do processo seletivo.
As irregularidades existiam desde o princípio (tanto que o certame foi anulado), mas o mal não foi cortado pela raiz. Deu frutos. Frutos podres como os nossos podres poderes.
Investimento em inscrição, em material de estudo, em tempo para estudar ... tudo em vão. E assim, a pouca credibilidade (!?) da administração pública cai por terra. E o pior: este não foi e nem será o último concurso irregular, apenas mais um.
Aos enganados resta a indignação, a humilhação sofrida, o tempo perdido e o descaso da Câmara de Vereadores para com a população brumadinense e adjacente. Resta-nos, também, exigir o fiel cumprimento da lei e a realização de novo concurso (VERDADEIRO!!) uma vez que as vagas continuam existindo embora ocupadas irregularmente; e a esperança (última que morre) de que os nossos investimentos sejam devolvidos (em parte, porque o tempo...).


*Jachson Gonzaga de Lima
Cidadão (ausente) brumadinense
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Edição nº 98 – Março/2009
Só rindo
Como explicar sem ofender
Um homem de 85 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo e ele respondeu:
___ Nunca me senti tão bem. Respondeu o velho ___ Minha nova esposa tem 18 anos, está grávida, esperando um filho meu. Qual a sua opinião a respeito doutor?
O médico refletiu por um momento e disse:
___ Deixe-me contar- lhe uma estória: Eu conheço um cara que era um caçador fanático, nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso repentinamente apareceu em sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e...BANG, o urso caiu morto.
___ HA!HA!HA! Isto é impossível - disse o velhinho - algum outro caçador deve ter atirado no urso.
___ Exatamente!!!!!!!

Cuidado com o que falas!
Rua 25 de Março (SP), o cara entra numa lojinha e olha com desprezo para o balcão escuro, as
roupas penduradas em ganchos e o chão de tacos de madeira sem polimento. O Salim se irrita
com o desprezo do sujeito, e resmunga:
___ Está olhando feio bra lojinia de Salim burquê? Com este lodjinha, Salim tem abartamento na
Ipanema, tem casa na Búzios, casa na Cambos da Jordão, tem casa no Riviera da Zão Lourenzo,
tem apartamento no Beirute, tem filho estuda medicina na Estados Unidos, tem filha estuda
moda na Baris, tudo só com lojinha!
O sujeito vira e diz:
___ O senhor sabe quem eu sou? Eu sou fiscal do Imposto de Renda!
___ Muito brazer! Eu Salim, maior filho do buta, mentiroso do rua 25 de Março!

Nunca chegue atrasado
Certo Padre recebia um jantar de despedida pelos 25 anos de trabalho ininterrupto à frente de uma paróquia. Um político da região e membro da comunidade foi convidado para entregar o presente e proferir um pequeno discurso. Mas o político se atrasou...como sempre...
O sacerdote, então, decidiu proferir umas palavras:
"A primeira impressão que tive da paróquia foi com a primeira confissão que ouvi. Pensei que o bispo tinha me enviado a um lugar terrível, pois a primeira pessoa que se confessou me disse que tinha roubado um aparelho de TV, que tinha roubado dinheiro dos seus pais, também tinha roubado a firma onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com a esposa do chefe. Também em outras ocasiões se dedicava ao tráfico e a venda de drogas e para concluir, confessou que tinha transmitido uma doença venérea à própria irmã". Fiquei assustadíssimo...
Mas com o passar do tempo, entretanto, fui conhecendo mais gente que em nada se parecia com aquele homem... Inclusive vivi a realidade de uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé e desta maneira tenho vivido os 25 anos mais maravilhosos do meu sacerdócio.
Justo nesse momento chega o político, e foi lhe dado a palavra para entregar o presente da comunidade, prestando a homenagem ao padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso dizendo:
"Nunca vou me esquecer do dia em que o padre chegou à nossa paróquia... Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar com ele...".
Moral da história: "NUNCA CHEGUE ATRASADO".
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Edição nº 98 – Março/2009
Perfil:
ARMANDO SÉRGIO E SOUZA, Serginho

Ele nasceu em Itaúna, filho de maestro, de quem herdou a queda pela música. Vive em Brumadinho há quatro anos, é professor de português mas prefere ser visto como um pesquisador da língua. Compôs mais de 200 músicas, fez filmes, teatro, escreveu romance, contos e poesias. É vegetariano, trabalha na rede municipal de ensino nas escolas de Tejuco, Aranha, Suzana e Conceição de Itaguá. Armando Sérgio e Souza, o Serginho, nos recebeu em sua casa e nos revelou um pouco do que pensa da vida, como a irritação com a indiscrição as pessoas. Ele que é simples, vive de maneira simples, no meio da entrevista, recebeu a visita de três amigos de Itaúna, que, ora ou outra, recordavam as “loucuras” do Armando na cidade natal. Com vocês, Armando Sérgio e Souza, o Serginho, o compositor, o músico, o ator, o roteirista

de fato: Sabemos que você é compositor. Você tem quantas composições?
Serginho: Cerca de 200.
de fato: Como são suas músicas e de que elas tratam?
Serginho: São variadas: sátira, realismo, mas às vezes romantismo. Pra tocar, me identifiquei mais com MPB. Depois procurei outras formas. Já compus samba, bossa nova, rock, alguma balada, blues, algum frevo. Já compus uma que o pessoal ficou discutindo o que era, se era blues. Outros achavam que era balada. Essa música, chamada “O bicho nojento”, era sobre defeitos que a moçada colocava em mim e em um colega, defeitos que eu tinha e que não tinha. Então falei com meu colega que aquilo dava música. Aí fiz a música, que virou CD. Dizia assim: “Sou um bicho nojento, feroz, peçonhento; mas vocês precisam de mim.” Virou até apelido.
de fato: Você também gosta de escrever. Como é isso?
Serginho: Lancei em certa época o romance “Amor na quarta lua de Netuno”, com mil exemplares. Lancei um de crônicas e contos, “Cachorro viralata e outras histórias”. Escrevi crônicas para jornais de Itaúna, durante seis anos. Escrevi poesias também. Estou escrevendo agora um livro sobre Carlos Drummond de Andrade..
de fato: Você já foi ator, autor, roteirista e diretor de teatro. Como foi isso?
Serginho: Concluí alguns cursos, incluindo um de cinema e televisão na Rede Minas, de três meses de duração. Participei de uma companhia de teatro. Depois fundei grupos de teatro, escrevi peças, pequenos filmes (que fique claro que não estou falando de qualidade, diz Serginho sorrindo). Fui dono também de uma escolinha de teatro em Pará de Minas. Fiz teatro de rua em Outro Preto e BH. Fiz mais de uns 20 personagens no teatro.

de fato: Você se chama de pesquisador de Português e Literatura. Por quê?
Serginho: Eu acho que o magistério é um caminho que a gente percorre e nunca chega ao fim. Então tenho que ser pesquisador, nunca estarei pronto.
de fato: Três coisas que te deixam triste.
Serginho: Nada me deixa triste. Mas eu acho que a vida como um todo eu não entendi até hoje, pra que viemos ao mundo. Deve ter um sentido, mas eu não entendi.
de fato: Três coisas que te deixam feliz.
Serginho: Um humor espontâneo, que pode ser de uma criança ou de quem for. A vitória de um aluno meu, quando sei que ele foi lá adiante. O meu constante sucesso.
de fato: Qual o seu maior sonho?
Serginho: Ter 30 milhões na mão para construir uma escola ideal, diferente dos padrões que existem.
de fato: A coisa que mais te irrita.
Serginho: Indiscrição. Indiscrição me irrita.
de fato: As pessoas, de modo geral, não aceitam o diferente, qualquer que seja a diferença. Qual sua opinião sobre isso?
Serginho: Acho que tais pessoas julgam serem exemplares, o padrão social.
de fato: Uma mensagem para os leitores do de fato.
Serginho: Quero que a minha vida seja um hino aos rebeldes e aos icnoclastas.
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Edição nº 98 – Março/2009
Lixo na rua Rio Vermelho

A redação do de fato foi acionada no dia 16 de março para se fazer presente no bairro do Jota, na rua Rio Vermelho. Moradores da rua reclamavam que um vizinha havia jogado uma série de lixo, na sua maior parte, material reciclável, na rua, esquina com a Presidente Vargas. Segundo os moradores, várias pessoas já haviam ligado para a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos sem que a Secretaria tomasse providências, o que consideravam como “um tremendo descaso da Prefeitura”. O lixo já estaria no local por uns quinze dias. Moradores lembravam que já havia caso de dengue no bairro ao lado, o Planalto, e que o lixo exposto poderia piorar a situação.
Nossa reportagem se dirigiu ao local e pode constatar o lixo, jogado à margem da Presidente Vargas, na altura do número 1289. De acordo com dois moradores, o lixo estaria sendo jogado por uma das moradoras da Rua Rio Vermelho, de madrugada, que já teria jogado até animais mortos. Ainda segundo eles, a mulher teria jogado também entulhos em um passeio em frente sua casa, recebendo reclamação do vizinho.
No dia seguinte nossa reportagem voltou ao local e constatou que o lixo tinha sido removido. Mas, no dia 30 de março, nossa reportagem voltou ao local e encontrou, novamente, lixo. O jornal sugeriu à Prefeitura que coloque lá uma placa falando da proibição de jogar lixo. A medida pode inibir os que usam essa prática.
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Edição nº 98 – Março/2009
22 de Março - Dia Mundial da Água

Em 22 de dezembro de 1992, a Assembléia Geral da ONU declarou que no dia 22 de março de cada ano, a partir de 1993, seria celebrado o Dia Mundial da Água. Tal decisão baseou-se nas recomendações contidas no
capítulo 18 da Agenda 21 no qual se define que o objetivo geral é assegurar que se mantenha uma oferta adequada de água de boa qualidade para toda a população do Planeta, ao mesmo tempo em que se preserve as funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas.
Com a instituição do Dia Mundial da Água, os países foram convidados a se dedicar à data, a aderir às recomendações da ONU relativas aos recursos hídricos e a concretizar atividades apropriadas ao contexto de cada país.
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Edição nº 98 – Março/2009
Câmara mais democrática

A Câmara Municipal de Brumadinho acaba de dar um bom exemplo de postura democrática. O legislativo mantém no ar um site com informações sobre seu trabalho. A novidade não é o site, há mais tempo no ar, mas a iniciativa de postar informações sobre reuniões de Comissões Permanentes e do Plenário. A Mesa Diretora mantém também uma boa prática de administrações anteriores que é a de enviar cópias de projetos de leis à imprensa local embora um ou outro não tenha sido enviado. Falta agora democratizar o acesso à prestação de contas mensal da Casa, a “Divulgação Orçamentária” prevista em estatuto legal, para que os cidadãos possam saber como está sendo gasto o seu dinheiro.
O site da Câmara é cmbrumadinho.mg.gov.br

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