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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Edição 120-Janeiro/2011
Editorial
A lamentável submissão de nossos vereadores

Pior não fica, declarava o “abestado” deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira (PR-SP), o Tiririca, durante sua campanha eleitoral.
Analisemos o caso da Câmara Municipal de Brumadinho.
Se já era fantástica a submissão dos atuais vereadores ao Chefe do Poder Executivo, está ficando cada vez pior. O que aconteceu na votação do orçamento para 2011 é sintomático dessa total falta de autonomia e do autoritarismo a que estão submetidos os atuais vereadores.
O prefeito enviou uma proposta orçamentária onde ele pretendia gastar mais de 30 milhões (25% do total) do orçamento sem ter que consultar a Câmara, quantia que pode ultrapassar os R$ 35 milhões. A proposta foi aprovada pelos vereadores. Na prática, isso quer dizer que, quando quiser remanejar verbas de uma secretaria para outra, no valor de até R$ 35 milhões, não será necessário que o Prefeito envie projeto para a Câmara. Assim, os vereadores não ficarão sabendo como e em que será gasto o dinheiro, e abrirão mão de sua função fiscalizatória e do direito de ajudar a decidir a história da cidade.
Essa proposta de Nenen da ASA (PV) tem origem na Ditadura Militar, Lei Federal 4320/64, votada pelo Congresso Nacional há mais de 46 anos, que teve o art. 43 vetado pelo então Presidente da República, João Goulart, tirado à força do governo 14 dias depois de ter feito o veto.
Além disso, durante a tramitação do projeto de lei do orçamento, os vereadores apresentaram nada menos do que 83 emendas. Até aí, tudo normal. A estranheza se deu pelo fato de todas elas terem sido derrubadas. Entre as emendas, estavam propostas de 4 dos 5 vereadores do prefeito, Leônidas Maciel, Prof. Adriano Brasil, Vanderlei Xodó e Fernando Japão. Os 4 vereadores, juntamente com Zezé do Picolé, votaram contra todas as emendas, inclusive as suas. Mais uma vez ficou provado que o prefeito Nenen da ASA (PV) proibiu a eles de votarem as emendas, mesmo as que eles próprios apresentaram.
Se a submissão nos salta aos olhos, onde está o autoritarismo? No fato de que o prefeito não ter se dado nem mesmo o trabalho de proibir as emendas antes que elas fossem ao plenário para votação. Ou seja, o prefeito “deixou” os vereadores trabalharem, confeccionarem suas emendas, para depois proibi-los de discuti-las em plenário e votá-las. Numa democracia, o normal seria o prefeito convidá-los para uma conversa e convencer-lhes de que não deveriam apresentar emendas mas isso não aconteceu, provando, mais uma vez, que o prefeito manda e desmanda no atual Legislativo, sem o mínimo de respeito à Câmara.
Outro fato mostra a imaturidade política e despreparo dos atuais vereadores para o cargo: o ciúme que provocaram as emendas apresentadas pela vereadora Marta da Maroto. Os colegas poderiam ter sentado à mesa, conversado e acertado um valor ou um número de emendas de cada vereador e, assim, terem aprovado emendas de todos eles. Mas tudo indica que disso, também, eles não são capazes, e preferem ficar acusando uma colega pelo fato de ter sido mais “esperta” e por ter preparado mais emendas do que eles.
Conclusão: o palhaço está errado! Desses vereadores pode-se esperar sempre o pior.                
Edição 120-Janeiro/2011
Jornalista Valdir de Castro lança Réquiem para o Inhotim
“Tem nome de Inhotim o lugar em que as flores se gastavam de tanto serem vistas”

Um livro corajoso! Essa é uma boa definição para o livro de poesias Réquiem para o Inhotim, que acaba de ser lançado pelo editor do jornal Tribuna da ASMAP, o jornalista Valdir de Castro Oliveira. Mas não é a única definição.
Recebi um exemplar das mãos do próprio Valdir numa manhã de janeiro, em minha residência. Fomos logo tocados pelo título da obra, Réquiem para o Inhotim. Fomos, no plural mesmo, porque minha esposa mal deixou que eu o folheasse e percebesse que era de poesias para tomá-lo em suas mãos e começar sua leitura. “Já é um Editorial”, disse-me o editor do Tribuna diante do meu comentário sobre o título. E ao ver um livro com 88 poemas, não me contive e logo reclamei com o autor por não ter participado dos concursos promovidos pelo de fato.
A poesia de Valdir

Jane, minha esposa, logo se encantou pelas poesias e foi lendo-as em voz alta, comentando comigo e meus dois filhos sobre o trabalho. Ao ouvir a leitura de alguns poemas, logo percebi um quê de Carlos Drummond de Andrade...
Li Réquiem para o Inhotim na viagem de férias, numa praia quase deserta de Santo André (BA), ouvindo suave barulho de mar. Em Réquiem conheci um Valdir que não conhecia. Não o Valdir acadêmico, crítico, sintonizado aos problemas de Brumadinho, militante da comunicação. Conheci o poeta de qualidade, maduro, vivido, capaz de transformar pela palavra e de deixar-se transformar por ela.

A obra

Parafraseando Walter Benevides (Compositores Surdos, p. 52), eu diria que Valdir “deixa-nos um réquiem de rara coragem e sobriedade, estupenda exceção da bombástica bajulação que toma conta da cidade desde 2004.” Como o jovem de camisa branca e calças pretas na Praça da Paz Celestial, em Pequim, China, enfrentando uma coluna de 23 tanques do regime totalitário de Deng Xiaoping, Valdir enfrenta os tratores de Bernardo Paz, ”que, educadamente, a todos pediu licença para inaugurar novos destinos e levar o nosso nome,” (“Assim caminha a civilização”, pág. 106). Seu livro é uma voz que trava uma batalha: se contrapõe e busca, valentemente, falar mais alto do que o barulho dos tratores que derrubaram as casas de Inhotim, fato retratado no que ele chamou deliberadamente de Estética do Fim, no jornal Tribuna e com o qual fez eco o jornal de fato em diversas edições. É uma voz quase solitária, é verdade. Mas, quem, numa situação semelhante, teria coragem de fazer a mesma coisa? O que move pessoas como Valdir? Pode ser saudade, pode ser tristeza, decepção, pode ser uma idéia. Sabe-se, no entanto, o que essas pessoas movem. Elas movem a História. Perdem ou ganham. Às vezes, mesmo perdendo, ganham. Foram pessoas anônimas que tomaram a Bastilha, fizeram as revoluções na Rússia, encheram as fileiras da Longa Marcha - o movimento que culminou com a instauração do regime comunista na China -, entraram com Fidel e Chê Guevara em Havana no Ano Novo de 59.
Réquiem para o Inhotim é uma crítica corajosa, que começa no próprio título do livro (um editorial, como disse-me o autor) e passa por poesias como “Mordaça Radiofônica” (pág. 130), “Estupro Estético” (132), “Fratricídio” (135), “Paredão” (137), “Extremunção” (138) ou “Anti-museu” (136). Porém é mais. Réquiem para o Inhotim é um lamento, uma reza, e muita, muita saudade.

Saudades, dinheiro, rios e pessoas... não necessariamente nessa ordem

“Saudade” é uma das palavras mais presentes no livro de Valdir de Castro (págs. 123: Algo me fez mudar de idéia/ e virei poeta,/ não para as tardes prever,/ mas para chorar as manhãs/ que nunca mais vou ver.; 124, 128, 129,130,134...). Seja com essa grafia, seja em outros como “memória” – que abre a página 11 -, “lembranças” e por aí vai. Saudades de um Inhotim que não existe mais, a não ser na memória dos ex-moradores, inclusive dele, Valdir, agora na diáspora. 
O Inhotim da simplicidade e da vida como ela é (O velho Inhotim/ deixou órfãos/ inveterados pinguços/ e antigos ladrões de galinha./ Deixou ao léu/ o misterioso bote do Ilacir/ e as suaves estrelinhas/ que cantavam nas novenas da igrejinha.).
O Inhotim do Rio Manso, do piscoso Paraopeba (pág. 118) ou dos “corguinhos do Elpídio” ou das terras dos Moreiras, os Moreiras sempre presentes no Réquiem. 
O Inhotim, principalmente, das pessoas de Inhotim. É um livro coalhado de pessoas de Inhotim (pags. 99, 139, 140), tratadas com enorme carinho, embora em “Aposta” (pág.118) se possa entrever como que uma queixa, como se o correto fosse os moradores resistirem ao dinheiro de Inhotim (o outro, o Museu) e não venderem suas propriedades. Outros nomes também aparecem nos poemas de Valdir, como Nery Braga, Irmão Jair, Aurélio do Pio, Padres Dante, Silvério e Wagner, dentre outros.
Aliás, o dinheiro é outro forte componente em Réquiem para o Inhotim. O dinheiro que compra tudo, que compra as casas e terrenos de Inhotim e expulsa, educadamente, os moradores com promessas de casa na COHAB. (págs. 119, 135, 121: Os caminhos do Inhotim/ vivem hoje plenos de dinheiro,/ longe de Deus e muito perto/ de arreganhadas algibeiras.; 129: Será que ele captou (referindo-se ao artista Doug Aitken, autor da obra Os sons da Terra), com seus potentes microfones,/ as negociações para vender por um punhado de dinheiro/ a milagrosa capelinha do Inhotim/ construída por mutirões domingueiros?;  133: Lembrai-vos da capelinha/ Vendida por um punhado de dinheiro.; 132: Pobres montanhas! Pobres terras!/ Sem eira nem beira,/ Ora estupradas pela arte,/ Ora pelo capital estrangeiro!); 139: ...tentado por cifrões em volta/ capazes de anular a fertilidade/ dos sonhos dos antônios... (“Réquiem para Inhotim”)
Não faltou também no livro a denúncia do que foi feito da Rádio InterFM! – hoje, Regional – Pequenas caixinhas mágicas que Brecht pediu nunca ficarem/ mudas,. Em Mordaça Radiofônica, onde é registrada sua morte, é preciso mais um réquiem: Com maracutaias daqui,/ um bando de áulicos dali/ bocas foram fechadas, as caixinhas silenciadas/ dando lugar a novas palavras/ que apodreceram os frutos da mesa./ Pelo decreto da anti-magia/Nada mais haveria no ar, a não ser aviões de carreira./ Nada mais caberia naquelas caixinhas,/ a não ser palavras par anunciar a morte das sementes. / pobre Brecht, pobre Rádio InterFM!

Elogios ao Museu

Não faltaram também elogios ao Museu. Ter uma outra visão sobre Inhotim não quer dizer para Valdir – ou outros que tenham visões diferenciadas, digamos, da “oficial” – desconhecer sua importância para Brumadinho. Aliás, da mesma forma que se aceita a arte contemporânea que é, de per si, em sua essência, uma outra visão das coisas e do mundo, é coerente que se aceite também, ou melhor, que se admita também, outras visões sobre Inhotim, o Museu, ou Instituto, como se queira. Em Pátria ou Muerte (pág. 119), o poeta  registra (pag. 120): “Dali nasceu bonito museu de arte contemporânea...”.

O fazer poético de Valdir

Réquiem para o Inhotim mostra um poeta que tem intimidade com as palavras, alguém que delas faz seu objeto de expressão há muito tempo. Ainda que não houvesse o poema “Parapoetando Drummond” (pág. 104), pode-se notar na obra um estilo parecido com o do poeta de Itabira. São poemas comprometidos com a vida, a vida aqui e agora, real, sofrida, lutada no dia-a-dia. Do mesmo Drummond, o estilo de poemas mais curtos e alguns mais longos, às vezes com pouca rima, às vezes com rima no mesmo verso: E levar aos confins notícias boas ou ruins.(“Tropeiro do Inhotim”, pág. 50) E, como em Drummond, muitas vezes o recurso da rima é substituído pela repetição poética e melódica como em “Baixas” (pág. 61), “Desejos” (pág. 66), “Passageiros”(pág. 68), “Labirinto do Inhotim” (pág. 116) e tantas outras.   
Não falta, ainda, algo próximo da poeta Adélia Prado, como se vê em “Milagre da massa” – pág. 58 - (As mãos da Hilda burilam a massa dos biscoitos...)  e belas construções frasais, como  em “Saudades” (pág. 115): Ficou a saudade/ e um pequeno epitáfio: “Aqui jazem/ Elpídio e D.Cecília,/ e o pranto da filharada”/ destino que também pode ser meu:/ aqui jaz eu!/ Jazeu?)

As mais mais!

Claro! Há aquelas que nos tocam mais. São muito bonitas: “Rosas” (pág.55), “Menu da D. Noeme” (pág.78) e “Traços” (pág.90). São lindas: “Cadência do tempo” (pág.47), “A morte de Olinda” (pág.52), “Baixas” (pág.61), “Mapas do Inhotim” (pág.94),  

Jornalismo e academicismo

Como não poderia deixar de ser, Réquiem para o Inhotim é marcado também pelo academicismo próprio de um poeta que vem de onde vem (Valdir é professor aposentado da UFMG, tendo passado também pela UFPB e estando, atualmente, no Instituto de Ciência e Inovação Tecnológica da Fundação Oswaldo Cruz, no RJ).  No entanto, está apenas em Prefácio do autor, de longas 13 páginas.
A marca jornalística está presente em 99 fotos, legendadas, incluindo fotos do jornal Tribuna. Nada que tire o brilho, a coragem e a beleza do Réquiem.   
Ao Valdir, a “inspiração” para continuar escrevendo belos poemas para continuar nos encantando; aos da diáspora, os que se foram de Inhotim – não o Museu, mas o Inhotim de Valdir – rogamos às forças misteriosas e transcendentais que sustentam a poesia: requiem aeternam dona eis, ‘dai-lhes o repouso eterno’. 

Reinaldo Fernandes – Editor

Ficha técnica
Réquiem para o Inhotim, de Valdir de Castro Oliveira, 191 páginas, lançado pela All Print Editora, tem 4 partes (Gênese, Travessia, Desvanecimento e Imagens Comunitárias), além de uma Apresentação, feita pelo professor paraibano João de Lima Gomes e o Prefácio do autor. São 88 poesias e 99 fotos. A capa traz uma foto de umas das últimas festas realizadas na Igrejinha de Santa Antônio, vendia ao Inhotim pela Igreja Católica.
Edição 120-Janeiro/2011
Ney Matogrosso discute hanseníase e preconceito em Betim

O cantor Ney Matogrosso não é apenas uma das mais belas vozes e um dos maiores intérpretes da música popular brasileira. É, também, um aguerrido militante do Movimento Nacional de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan). A Hanseníase é conhecida popularmente como lepra e sempre foi – agora menos – alvo de intenso preconceito e discriminação.  O cantor participou ativamente do 18º Concerto Contra o Preconceito, realizado pela Prefeitura de Betim, na semana de 23 a 30 de janeiro. No dia 28, sexta-feira, o artista participou de almoço em Santa Izabel com ex-internos da colônia. No mesmo dia, Ney Matogrosso fez parte da mesa do 2º Seminário de Enfrentamento da Hanseníase- Descentralizar para Combater, no Centro Administrativo Municipal, ao lado de especialistas, lideranças, profissionais da saúde e ex-internos de Santa Izabel, às 14 H. No evento, Ney Matogrosso, elogiou os avanços da saúde pública no tratamento e discussão dos problemas da Hanseníase em Betim e declarou. “Eu quase desisti desta história. Não vamos acabar com o preconceito se não acabarmos com a falta de informação e ignorância”, disse.
Às 16h30, o artista participou de entrevista coletiva com a imprensa. No início da noite, Matogrosso recebeu da Câmara Municipal o Título de Cidadão Honorário de Betim, indicado pelo vereador Vila (PT) por sugestão da comunidade Santa Izabel, que reconhece o engajamento do cantor nas ações do Morhan. O artista encerrou sua participação no sábado à noite, quando ele deu belíssimo show na Praça da Matriz, em Citrolândia.

Histórico

Há mais de dez anos Ney Matogrosso participa de palestras, visitas a colônias e campanhas publicitárias contra o preconceito que historicamente segrega pessoas atingidas pela hanseníase. Para o Morhan, a vinculação da imagem do artista à causa da hanseníase favorece um imaginário positivo da doença, aumentando a autoestima dos ex-pacientes.
O 18º Concerto Contra o Preconceito foi uma promoção do Morhan e da Prefeitura de Betim, através da Funarbe, e faz parte das comemorações do Dia Mundial de Combate ao Preconceito, celebrado no dia 30 de janeiro. Todas as atividades terão entrada franca. Em Brumadinho foi colocada uma faixa no Centro da cidade, celebrando o dia.
Edição 120-Janeiro/2011
Só rindo
Avós
Secretária eletrônica de avós: trimmm!!!!! Bom dia! No momento não estamos em casa. Mas deixe sua mensagem depois de ouvir o bip: 
- Se é um dos nossos filhos, disque 1
- Se precisa que olhemos as crianças, disque 2
- Se quer o carro emprestado, disque 3
- Se quer que as crianças durmam aqui, disque 4
- Se quer lanchar conosco, disque 5
- Se quer almoçar aqui em casa no domingo, disque 6
- Se precisa de dinheiro, disque 7.
- Se é um dos nossos amigos, pode falar!

Conversa com Deus
Homem: Deus, posso fazer uma pergunta?
Deus: Claro, meu filho!
Homem: O que é um milhão de anos para o senhor?
Deus: Apenas um segundo.
Homem: O que é um milhão de dólares para o senhor?
Deus: Apenas um centavo.
Homem: O senhor pode me dar um centavo?
Deus: Claro!  Aguarde só um segundo.

Marido carinhoso
 O marido lia o jornal, quando a esposa pergunta:
- Você já percebeu como vive o casal que mora ai em frente? Parecem dois namorados! Todos os dias, quando chega em casa, ele traz flores para ela, abraça-a e os dois se  beijam apaixonadamente.
Porque você não faz o mesmo?
- Mas... querida...eu mal conheço essa mulher! 

Azarado
A mulher entra num restaurante e encontra o marido com outra :
- Pode me explicar o que é  isto??
E ele responde:
_ Só pode ser azar!!!
Edição 120-Janeiro/2011
BALCÃO DE NEGÓCIOS
Jornal de fato oferece trabalho – falar com Reinaldo 9209-9899
Vendo booster (assento de levantamento de veículos) para crianças do grupo III, 22 a 36 quilos. Nova, marca Baby Style, cor azul e preta. Reinaldo: 9209-9899 
Edição 120-Janeiro/2011
SOCIAL
Formatura em Adm

Parabéns ao nosso amigo Fernando Moreira, que acaba de se formar em Administração de Empresas. Que Educação é a coisa mais importante do mundo, não resta dúvida.  E que é bonito ver uma pessoa concluindo uma etapa dos estudos, também não resta dúvida. Mas no caso de Fernando Moreira, é mais bonito ainda. Vinte anos distante de uma sala de aula, ele foi lá, fez o curso, e saiu vitorioso. E ainda deu show em seu trabalho de conclusão de curso,quando tratou das questões envolvendo a Rádio Inter FM, que passou de rádio comunitária a comercial, destruindo parte deu ma bonita história de Brumadinho.
A colação de grau aconteceu na Quadra Municipal no dia 28de dezembro, com baile em 15 de janeiro.
Parabéns ao Fernando e à sua família!   

Morre Valdemar de Castro
Faleceu, no último dia 20, o Ex-vereador Valdemar Rodrigues de Castro.Nascido em Ibirité em 1946,Valdemar era aposentado da Rede (Rede Ferroviária Federal) e foi vereador durante 20 anos. Eleito pela primeira vez em 1976, saindo do Legislativo em 1996. Nesses 20 anos, foi eleito Presidente por 6 vezes.em 2004 foi homenageado pela Câmara com a Medalha de Mérito Legislativo.
Além da política, a grande paixão de Valdemar foi o futebol: destacou-se como grande goleiro, defendendo o Brumadinho F. C..
Aos filhos, netos e familiares de Valdemar, nosso desejos de muita força para superar mais essa perda, já que, recentemente, falecera d. Aidê da Silva Castro, a esposa.
Edição 120-Janeiro/2011
Dicas de Como Viver Mais e Melhor

“Desiderata*

Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível sem humilhar-se, mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, clara e mansamente. Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso a tornaria superficial e amarga.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho. Por mais humilde que seja, ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas. Mas não fique cego para o bem que sempre existe. Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo. Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparada para enfrentar as surpresas da sorte adversa. Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina, conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber, a terra e o universo vão cumprindo o seu destino. Procure, pois, estar em paz com Deus,
seja qual for o nome que você lhe der.
No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz. Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito. Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade".
* Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração. Texto encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692
Edição 120-Janeiro/2011
Progresso II realiza III “Faça Um Natal Feliz”

Um grupo de pessoas do bairro Progresso II organizaram, pelo terceiro ano consecutivo, o “Faça Um Natal Feliz”. A festa para as crianças aconteceu na rua Rio Manso, no dia 19 de dezembro, com muita pipoca, algodão doce, pula-pula, música infantil e reuniu por volta de 300 crianças, segundo uma das organizadoras. “A gente se sente feliz ao ver as crianças brincando, alegres”, disse uma mãe à reportagem do de fato.
Neste ano houve novidade: o sorteio de cinco piscinas e 4 bicicletas. “Neste ano, a ajuda foi maior do que no ano passado”, disse uma das organizadoras. “As colaboradoras do Faça Um Natal Feliz agradecem a todos que colaboraram diretamente e indiretamente para que a festa fosse realizada com sucesso.” E preferiu não citar nomes. “Não citamos nomes para não esquecer ninguém”, completou. Entre os colaboradores estavam empresas, trabalhadores, moradores do bairro e três vereadores. 

Edição 120-Janeiro/2011
Pais dormem na fila para conseguir vaga no Paulo Neto

Parece coisa do passado, mas não é. Mãe e pais tiveram que passar a noite na entrada da Escola Estadual Paulo Neto Alkmim para tentar conseguir uma vaga para seus filhos. Tendo completado a 8ª série (ou nono ano de escolarização), os alunos tinham duas opções de escolas de Ensino Médio, a Paulina Aluotto Ferreira e a Paulo Neto Alkmim. A segunda vivia o paradoxo de ser a mais procurada e a que tinha menos vagas. Os pais e mães disputavam apenas 19 vagas. Por decisão do “Cadastro”, grupo da Secretaria Municipal de Educação que toma as decisões sobre o fluxo escolar – quais estudantes vão para quais escolas em final de etapas – Educação Infantil – Ensino Fundamental – Ensino Médio – a Paulo Neto receberia alunos da área rural do Município, como Aranha e Tejuco, e as 19 vagas restantes seriam preenchidas por ordem de chegada dos pais à escola no dia 20 de dezembro. 

Transtorno

No dia 19 de dezembro, por volta das 16 horas, uma fila já se formava na porta da escola, no bairro Santa Cruz, no Canto do Rio. Por volta das 20 horas, começou um temporal. A escola poderia ter sido aberta para os pais esperarem lá dentro, na parte coberta do pátio. Além disso, alguém da escola poderia ter ido até lá, distribuído senhas e dispensado os pais para se livrarem da chuva e irem dormir em casa, mas também do não foi feito. E os pais tiveram mesmo que esperar até o dia seguinte, às 6 e 30 da manhã, quando chegou uma pessoa para abrir o estabelecimento de ensino.

Em busca de qualidade

“Gosto do ensino daqui. Estudei aqui e gostaria que meu filho tivesse a mesma formação que tive”, disse Maria Dalva da Silva Ribeiro ao de fato quando questionada pela reportagem sobre as razões pela qual havia passado a noite na fila para conseguir uma vaga naquela escola. “O ensino aqui é melhor do que na Paulina”, disse uma outra mãe, referindo-se à Escola Estadual Paulina Aluotto Ferreira. Mas foi prontamente rebatida por uma terceira mãe que, além de mãe, era professora na Paulina e garantiu que não havia diferença. Segundo ela, “os professores são os mesmos” de uma e outra escola.      

Outras cidades

Em outras cidades, como em Belo Horizonte, a ida do Ensino Fundamental para o Médio se dá de forma diferente. A própria Secretaria de Estado de Educação entra em contato com as escolas estaduais, envia um formulário que é preenchido pelos alunos, apontando três escolas de sua preferência. E a própria Secretaria de Estado faz os encaminhamentos, de acordo com a preferência e disponibilidade de vagas. Depois, por volta de 22 de dezembro, informa aos alunos para onde foram encaminhados. 
Edição 120-Janeiro/2011
Margarida lança seu primeiro livro

Margarida de Mello Silva, articulista do jornal de fato, acaba de lançar seu primeiro livro, “Fragmentos do Meu Coração... Conectados!”, com o subtítulo “Meu Terceiro Setor”. “Fragmentos do Meu Coração... Conectados!” traz um conjunto de poesias da autora, além de uma introdução, um “prólogo”, algumas fotos  e “uma dúzia” de trovas. Na contracapa, o livro traz a “fala” da educadora e autora do Hino de Brumadinho, Maria Zilda Andrade, a D. Zilda; do Professor Reinaldo Fernandes; e do “Grande Mestre”, escritor, poeta e trovador, Paulo Viotti.   

O trabalho

“Escrevi estes versos sem corrigir, somente por sentir quero repartir e disse o que queria dizer por prazer, sem postergar de tudo o meu passado, mas principalmente por viver o presente”, registra a autora à página 4.  E é assim o seu livro, cheio de lembranças – dos amigos, da família, com um carinho enorme aos pais falecidos (d. Yolandina e seu Eduardo), às irmãs, aos filhos -, carregado dos sentimentos interiores, “Fragmentos” reunidos no dia a dia, nas noites de insônia, em viagens, das angústias derivadas dos políticos, “do silêncio do coração que ama e se alegra”.
As poesias de Margarida falam de amor, de saudade, do passado e do presente, “de tudo o que o tempo guarda”, “da porta que não se abre” (“Desalento”).
Em “Ausência”, a autora retrata esse “cotidiano sem preenchimento”, essa lembrança “sentida, doída, gritante”.
A reconciliação está em “Volta”: “Mas tem hora que mesmo ferido / Buscar o colo da amada /Ainda que pareça diminuído / Será à volta desejada!”
Em “Alegria”, um agradecimento/homenagem ao jornal de fato: “E foi assim que me encontrei e /Ela grudada DE FATO em mim ficou / Alegria, alegria,alegria! /Feliz eu sou!”
Em “Solidão”, um desejo: “... que nada seja em vão!”.  “Festa na roça” traz a simplicidade e a saudade dos bons tempos das festas de São João, mas as festas das casas, tipo aquela da casa do Sr. Pedro Sete, regadas a canjica, quentão, broa de fubá, gente andando descalço nas brasas da fogueira e muita reza. “A sanfona toca / E você me dá a mão”, “abraço apertado e beijo bom”.

Política e esporte

Não faltou também em seu livro, “Coisas do Lula”, o operário que deixou a Presidência e entrou para a História como o maior de toda a República, com 96% de aprovação popular, “simples, porém bobo, não. Comum na aparência, astuto na colocação. Sábio na fala mediana, um grande coração”. O homem do povo que “as nações aplaudiram”. E não faltou uma homenagem ao Cruzeiro Esporte Clube, seu time do coração, em “Constelação”.
Outras já são conhecias dos leitores, participantes premiadas em concursos do jornal de fato, como “Fragmentos”, “Entardecer” e “utopia ou Hoje não quero olhar as estrelas...”

“Saudade”

“Saudade” é das mais bonitas dos fragmentos conectados do coração de Margarida. Ali está a presença do pai e de seus ensinamentos de pai. Um ensinamento dividido pela autora com seus leitores, uma lição para que cuidemos de nossos filhos e que lhes ensinemos o que vale a pena, o que importa, a herança que nunca se acaba: o otimismo, a alegria, o perdão, a paciência (“de saber esperar, mas não parar”), a luta (“lute pela felicidade”), a gratidão (“ganhe o mundo, mas não se esqueça da gente”), a reflexão (“filosofar e declamar”), a hombridade (“não busque atalhos para facilidade”). Sua bênção, seu Eduardo!     

Ficha técnica

“Fragmentos do Meu Coração... Conectados!” foi lançado pela Emil Editora, com 57 páginas, com capa e ilustrações eletrônicas da autora; organização e formatação de Yolanda de Mello Silva Friche.
Edição 120-Janeiro/2011
Rua Cuiabá: asfalto pelas metades

Uma placa ao final da rua Pau Brasil, já no bairro Santa Efigênia, garante que o asfaltamento da rua Cuiabá custou R$ 85903,64 (oitenta e cinco mil, novecentos e três reais e sessenta e quatro centavos) aos cofres públicos de Brumadinho. O dinheiro foi pago à INFRATER Engenharia Ltda. Cada metro de asfalto custou por volta de R$ 716,00 (setecentos e dezesseis reais). Mas não foi a rua toda, de apenas 440 metros que recebeu a massa asfáltica. Apenas em torno de 120 metros foram asfaltados, entre as esquinas das ruas Presidente Kennedy e Pau Brasil..
Um morador da rua Cuiabá, indignado pelo fato de o seu quarteirão de rua não ter recebido o asfalto, entrou em contato com a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos da Prefeitura para obter uma explicação: por que a rua foi asfaltada pela metade, e por que optou-se a prefeitura asfaltou a parte debaixo da rua e não o outro trecho. Segundo relatou à reportagem do de fato, o morador tentou várias vezes sem receber a explicação. Só a conseguiu em janeiro deste ano. Segundo ele, um funcionário da Secretaria explicou que em 2010 o asfaltamento foi apenas de “corredores” (ruas que recebem o trânsito principal). Segundo o funcionário, a Administração pretende terminar o asfaltamento da rua Cuiabá e das outras.    

Promessa de campanha

Em sua campanha eleitoral, o então candidato Nenem da ASA prometeu “asfalto de verdade para toda cidade, inclusive interior”. Ironicamente, o candidato que prometeu “asfaltar toda a cidade” é do Partido Verde, o partido que, supostamente, deveria estar defendendo contra tal proposta de pavimentação, indicando outra, já que asfalto é antiecológico e pode causar estragos como a perda de bens matérias e vidas humanas, como têm provado as inúmeras enchentes em São Paulo.
Enquanto isso, moradores de Casa Branca – berço do PV de Brumadinho – pressiona, com um abaixo-assinado, a administração Nenen da ASA (PV) pra que cumpra suas promessas de campanha e asfalte a estrada que liga o povoado à sede do Município. Como o prefeito prometeu “asfaltar toda a cidade”, agora, depois que asfaltar a estrada reivindicada pelos moradores de Casa Branca, só faltarão as ruas do esmo Casa Branca, as demais ruas do bairro do Jota, terminar a rua Cuiabá e as demais ruas do Santa Efigênia, o bairro do Carmo, o São Judas Tadeu, o Sol Nascente, o Dom Bosco, o Silva Prado, o Planalto, as demais ruas do São Conrado, o Santa Cruz, o Santo Antônio, o Grajaú, o Bela Vista, o São Sebastião, o Aurora, o Presidente, a COHAB, o Progresso II, o Residencial, as ruas faltantes do Centro, Salgado Filho... e as ruas de Melo Franco, Aranha, Palhano, Tejuco, Parque da Cachoeira e Parque do Lago, Alberto Flores, Pires, Barreiro, Suzana, Marinhos, Sapé, Colégio, Rodrigues, Ribeirão, Coronel Eurico, Casinhas, Massangano, Brumado, Creche, Soares, José Henrique, Águas Claras, Córrego Ferreira, Córrego do Feijão, Monte Santo, Córrego Dantas, Toca de Cima, Ponte de Almoreimas, Córrego Fundo, Córrego Frio, Piedade do Paraopeba, Córrego de Almas...
Edição 120-Janeiro/2011
Voluntários preparam candidatos para Concurso da Prefeitura

Foi uma bela iniciativa da vereadora Lilian Paraguai (PT). A vereadora defende o concurso público como a forma correta de se ingressar no serviço público. Mas foi além disso. Resolver organizar um curso preparatório com trabalho voluntário de professores. Para isso, a vereadora fez uma parceria com o Sind-UTE – Sindicato dos Trabalhadores em Ensino de Minas Gerais – subsede Brumadinho – presidido por Maria Celeste de Miranda. A Direção da Escola Municipal Padre Machado emprestou o espaço e Paraguai convidou vários professores para dedicarem um pouco de seu tempo de férias para ajudar os candidatos. Os professores foram Arlete dos Santos Balbino, Laís Braga Karam, Márcia Miranda, a advogada Claudiana e Reinaldo Fernandes.
“A iniciativa foi tomada com o objetivo de ajudar as pessoas de Brumadinho a estudar e ter um bom resultado no concurso da Prefeitura”, disse à reportagem do jornal de fato Gleison Martins, assessor da vereadora Lilian Paraguai (PT).

Participação empolgada

O curso atraiu dezenas de candidatos ao Padre Machado e foi organizado em grupos de acordo com as exigências do Edital. Só na sala dos candidatos para os quais era exigido Ensino Fundamental completo (Agente Administrativo I, com 30 vagas, e outros), – eram quase 40 pessoas. E quando a organização do curso foi à sala, na sexta feira, 14, consultar se a turma sobre o que gostaria de fazer no dia 20 de janeiro, feriado municipal (Festa do Padroeiro São Sebastião), não houve dúvida: a turma queria estudar ao invés de ficar em casa.

Material

Os participantes receberam cópias de parte do material, gratuitamente, e ajudou a custear outra parte. Parte dos candidatos comprou uma apostila que estava sendo vendida na cidade mas que tinha muitos erros, especialmente nos dados do Município, além de ter página em que o conteúdo era simplesmente propaganda da Administração Municipal. O material foi produzido por uma tal de “Apostila (sic!) Universo”, empresa da cidade de Rio Claro, SP.
A organização optou por usar outros materiais para o estudo dos “conhecimentos gerais” sobre Brumadinho, entre eles, edições do jornal de fato.
As aulas duraram de 18n às 20 horas, do dia 11 ao dia 21 de janeiro e ainda o dia 1/2. Não puderam ir além por causa do espaço – já que a escola voltaria às aulas – e por falta de professores voluntários – uma vez que eles também já não estariam mais de férias.