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terça-feira, 16 de agosto de 2011

CONCURSO DE POESIAS PRORROGADO 

O V Concurso de Poesias do Jornal de fato foi prorrogado. Agora você pode enviar seus trabalhos até o dia 31 de agosto. O tema é livre, podendo versar sobre qualquer assunto e poderão participar do V CONCURSO quaisquer pessoas, brumadinenses ou não. Cada participante pode inscrever até 3 (três) poemas. Trabalhos vencedores receberão prêmios no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) e serão publicados em edição do jornal. Todos os participantes receberão "CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO", e "melhores" trabalhos poderão participar de uma exposição a ser montada no Município. Envie seus poemas! Incentive seus amigos a participarem! Abaixo, o Regulamento completo.
IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato - REGULAMENTO
1- DO OBJETIVO - O IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato tem por objetivo contribuir no aquecimento, na divulgação e na ampliação das manifestações culturais de Brumadinho, dando oportunidade aos nossos leitores e artistas de mostrarem sua arte, e oferecendo aos cidadãos oportunidade de alimentar de emoção e beleza a alma e o espírito.
2- DO TEMA - O tema é livre, podendo versar sobre qualquer assunto.
3- DO INEDITISMO – As poesias deverão ser INÉDITAS, ou seja, nunca terem sido publicadas em meio algum, seja ele jornal, livro coletivo ou próprio ou ter participado de outro concurso de poesia, de Brumadinho ou de outra cidade, brasileira ou não.
4- DA PARTICIPAÇÃO - Poderão participar do IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato quaisquer pessoas, brumadinenses ou não, independentemente de religião, raça, partido político, cor, orientação sexual, time preferido ou profissão.
5- DA ESPECIFICAÇÃO DOS TRABALHOS - Cada poesia deverá ser entregue em 5 (cinco) cópias, ter no máximo 100 (cem) versos, digitada em tamanho 10, tipo Book Antiqua, espaço simples (ou 1), sem colocação de quadros – margem física -, impressa em papel A4. Se a(s) poesia(s) ocupar(em) mais de uma página, as páginas de cada poesia, separadamente, deverão estar grampeadas.  Acompanhando as cópias, deve ser entregue uma cópia eletrônica (cd), gravada do aplicativo Word – pacote Microsoft. Em um único cd deverão estar todos os trabalhos. O não cumprimento deste ou de quaisquer outros itens deste Regulamento poderá desclassificar o concorrente.
6- DA QUANTIDADE DE TRABALHOS - Cada participante poderá inscrever até 3 (três) poesias.
7- DOS NOMES DOS TRABALHOS - Cada poesia inscrita deverá ter um nome (título). O nome da poesia deverá ser acompanhado de um pseudônimo (nome falso ou artístico) do autor. Caso o participante concorra com mais de uma poesia, o pseudônimo deverá ser o mesmo. Caso o participante já tenha concorrido em concursos anteriores do jornal de fato, deverá usar um pseudônimo novo, que ainda não usou.
8- DA INSCRIÇÃO - O participante será considerado inscrito no ato da entrega de seu trabalho. A entrega poderá ser feita à Rua Afrânio Castanheira Friche, 314, bairro de Lourdes, 35460-000 - Brumadinho - MG, no horário de 14h30min às 16h30min, de segunda a sexta-feira ou ser enviado pelos correios. No caso de envio pelos correios será considerada válida a data de postagem. Junto com a (s) poesia (s), o participante deverá enviar, em um envelope menor, lacrado, seu nome completo, endereço, telefone de contato, um breve currículo (quem é, o que faz na vida, se estudante ou trabalhador, hobbies, trabalho social se tiver etc.), o nome de seu (s) trabalho (s) e seu pseudônimo. No envelope maior - que contiver os trabalhos e o envelope menor -, no espaço do "remetente", deve ser repetido o nome e o endereço "Jornal de fato - Rua Afrânio Castanheira Friche, 314, bairro de Lourdes, 35460-000 - Brumadinho - MG", a fim de se manter o sigilo do concorrente. Por fora do cd deverão constar apenas os nomes das poesias e pseudônimo do autor. O não cumprimento deste ou de quaisquer outros itens deste Regulamento poderá desclassificar o concorrente.
9- DO PRAZO DA INSCRIÇÃO - As inscrições poderão ser feitas desde já até o dia 14 (quatorze) de agosto de 2011.
10 - DA PREMIAÇÃO - A critério da Comissão Julgadora, serão escolhidos os 10(dez) melhores trabalhos. Esses 10 classificados receberão prêmios no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) e serão publicados em edição do jornal de fato, a circular em setembro, outubro e novembro de 2011. Todos os participantes receberão um "CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO" no IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato. OS MELHORES TRABALHOS, ou TODOS eles, poderão, ainda, participar de uma exposição a ser montada no Município, a critério da Coordenação do V CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato. Também a critério da Coordenação do Concurso, TODOS os poemas poderão ser publicados nas edições posteriores do jornal.
11- DA COMISSÃO JULGADORA - A Coordenação do V CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato formará uma Comissão Julgadora, com pessoas capacitadas, para fazer a escolha dos melhores trabalhos.
12- DO JULGAMENTO - Após o prazo final das inscrições, até, no máximo, o dia 26 de setembro, a Comissão Julgadora procederá ao julgamento dos trabalhos.
13- DA DIVULGAÇÃO DO RESULTADO - O resultado do V CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato será feito, inicialmente, em Cerimônia de Premiação, cuja data será divulgada posteriormente pela Coordenação, e será, ainda, publicado na edição de outubro de 2011 do jornal de fato, sem prejuízo de que isso aconteça antes. 
14- DOS DIREITOS AUTORAIS - No ato da inscrição, o participante cede automaticamente ao jornal de fato os direitos de publicação dos trabalhos, por tempo indeterminado, sempre observando a citação do nome do autor (a), sem que este (a) venha a reclamar pela utilização de tais trabalhos, em qualquer tempo.
15- DA DEVOLUÇÃO DO MATERIAL - O material NÃO SERÁ DEVOLVIDO. Caso o participante o queira devolvido, deverá colocar dentro do envelope de inscrição outro envelope selado com seu endereço para devolução do material, o que só será feito após a exposição de que trata o item "10" deste Regulamento, caso ela aconteça; ou em até 60 dias após 26 de setembro, caso a exposição não aconteça.
16- DA ACEITAÇÃO DOS TERMOS DESTE REGULAMENTO - O ato de inscrição neste IV CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato implica na aceitação de todos os itens deste regulamento. Das decisões da Comissão Julgadora não cabe recurso.
17- Os casos omissos serão resolvidos pela COORDENAÇÃO do V CONCURSO DE POESIAS DO JORNAL de fato.

Brumadinho, 2/ maio/2011 – Outono

Reinaldo Fernandes
Editor

domingo, 14 de agosto de 2011

Edição 126-Julho/2011
Editorial
Caso de polícia

Aconteceu de novo. Foi no dia 19 de julho, às 14H30. O trabalhador que distribuía o jornal de fato foi ameaçado e forçado a interromper a distribuição. Quem ameaçou? De acordo com relato do trabalhador, foi um tio do ex-presidente da Câmara, Zezé do Picolé (PV). A edição trazia informações sobre o Relatório da CPI da Câmara Municipal que concluía que Zezé do Picolé utilizou indevidamente recursos públicos através de processos licitatórios fraudulentos que beneficiou várias vezes sua família! O ameaçador – que também é cunhado do prefeito Nenen da ASA (PV) – disse ao trabalhador que estava fotografando-o e que ele não poderia distribuir o jornal de fato. Em seguida, seu celular tocou e ele – o ameaçador – disse ao trabalhador que era o prefeito Nenen da ASA (PV) ao telefone. Ao pegar o telefone, o trabalhador ouviu uma voz dizer-lhe: “Você está demitido!” O trabalhador, que é servidor público concursado há 12 anos, estava gozando férias.
O episódio é lamentável sob todos os aspectos. A atitude chega mesmo a ser criminosa já que a Constituição Federal garante a todos os brasileiros o direito à expressão do pensamento, ao trabalho e à liberdade, inclusive à liberdade de imprensa. Infelizmente, esse tipo de coisa tem acontecido em Brumadinho. Esta cidade de gente honesta, pacata e trabalhadora tem convivido ultimamente com ameaças, arrogância, perseguições, cartas anônimas jogando o nome de cidadãos honrados na lama; corrupção, mentiras, uso de laranjas em negócios suspeitos, assédio moral, arrogância e mais uma série de atitudes abomináveis. 
Reinaldo Fernandes-Editor
Por tratar-se, no nosso entendimento, de uma atitude criminosa, como primeira providência, o jornal registrou uma ocorrência policial, enquanto faz averiguações sobre os demais procedimentos. Mas isso não basta: é preciso que todas as pessoas de boa vontade desta cidade reajam. É preciso fiscalizar, denunciar e varrer de nosso município essas práticas nefastas. Porque a gente já sabe como acontece com as mentes dominadas pelo poder: hoje eles fazem com o jornal de fato. E amanhã, farão com quem?!
Edição 126-Julho/2011
 “Direito de resposta” do vereador Fernando Japão (PV)

Um assessor de Fernando Japão (PV) procurou o de fato para informar que o vereador gostaria de ter um “direito de resposta” referente à matéria publicada pelo jornal em sua edição de nº 125, intitulada “Zezé do Picolé comanda “esquema criminoso”, conclui CPI - Principal beneficiada é o Buffet Cristina Maciel, de propriedade de sua irmã”. O jornal informou que o gabinete poderia enviar a matéria para ser analisada. O jornal recebeu uma mensagem eletrônica (e-mail) com o seguinte texto:
 
 
“DIREITO DE RESPOSTA - JORNAL DE FATO – CPI
NOTA DE ESCLARECIMENTO:
 O vereador Fernando Geraldo Silva (Fernando Japão), vem por meio deste, prestar esclarecimentos sobre a matéria veiculada na edição do jornal De Fato de nº 125, uma vez que, CONSTOU NA MESMA APENAS O PRIMEIRO RELATÓRIO APRESENTADO PELA RELATORA DA CPI, que pediu a devolução aos cofres públicos, dos valores gastos pelo Vereador através do telefone corporativo. No entanto, cumpre esclarecer, que o telefone outrora utilizado pelo vereador, tinha suas contas pagas pelo mesmo, restando para Câmara Municipal de Brumadinho o pagamento apenas da assinatura no valor de R$ 30,00 por mês. Ademais, QUANDO O VEREADOR FERNANDO GERALDO SILVA (FERNANDO JAPÃO) TOMOU CONHECIMENTO DA IRREGULARIDADE DO USO DO TELEFONE CORPORATIVO, PROCEDEU A DEVOLUÇÃO DO MESMO IMEDIATAMENTE, TENDO UTILIZADO O REFERIDO APARELHO APROXIMADAMENTE POR QUATRO MESES. Salienta ainda, que, pela CPI não foi apurado os valores pagos pela Câmara relativos ao referido aparelho corporativo. O Vereador acredita ainda, que o repasse da linha corporativa feita pela Secretaria Geral da Câmara no inicio de 2009 foi um equívoco, onde o responsável pela liberação da linha telefônica não sabia que o uso do mesmo pelo Vereador seria indevido.
O Vereador Fernando Geraldo Silva, se coloca a disposição para maiores esclarecimentos.” (grifos do jornal)

Posição do jornal

Para que não restem dúvidas sobre o que foi veiculado pelo de fato, o jornal publica novamente trechos da matéria em que o nome do vereador Fernando Japão (PV) foi citado, também com grifos em trechos em que houve reclamação do vereador.

Zezé do Picolé comanda “esquema criminoso”, conclui CPI
Principal beneficiada é o Buffet Cristina Maciel, de propriedade de sua irmã

O “Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar irregularidades na contratação de serviços, na nomeação de servidores e no uso de bem público no âmbito da Câmara Municipal de Brumadinho” (...). O jornal de fato teve acesso ao Relatório que pede (...) devolução de dinheiro aos cofres públicos pelo (...) VEREADOR FERNANDO JAPÃO (...) do PV.

Contratação de empresa da irmã

(...) O Buffet Cristina Maciel teria sido contratado ainda em outra ocasião, na festa de fim de ano da Câmara em 2009. A confraternização teria acontecido em Conceição de Itaguá, no sítio de Valdemar Barcelos Júnior, irmão do prefeito, cunhado de Zezé do Picolé (PV) e tio de Daniele Rose Barcelos. “O serviço de Buffet foi fornecido pelo Buffet Cristina Maciel” e “o VEREADOR FERNANDO ‘JAPÃO’ conversou com os garçons, e os mesmos confirmaram que estavam trabalhando para o Buffet Cristina Maciel”, registrou a denúncia.
   
Telefone corporativo

Outra irregularidade que teria sido cometida por Zezé do Picolé (PV) teria sido a disponibilização, “sem qualquer amparo legal”, de um aparelho celular corporativo e respectiva linha para o VEREADOR FERNANDO JAPÃO e Zezé do Picolé não teria tomado “nenhuma providência”.
 
“Esquema criminoso” para o Buffet Cristina Maciel ganhar a licitação

A empresa Metal For de Alimentos Ltda (“Atelier”) disse que foi convidada a participar de licitação pelos vereadores do PV, Prof. Adriano Brasil e FERNANDO JAPÃO, mas que o convite foi feito “em cima da hora”.

Conclusões da CPI sobre as festas

(...) O Relatório ainda registra que “o VEREADOR FERNANDO JAPÃO tomou conhecimento das irregularidades, ainda que superficialmente, e tentou fiscalizar as concorrências posteriores, sem, entretanto, solicitar a apuração em relação àquelas já praticadas”. O Relatório lembra o convite que JAPÃO fez ao “Ateliê”, “cujos sócios foram intimidados pela filha da Sra. Cristina Maciel e pela própria servidora da Câmara Municipal, Sra. Daniele Rose Barcelos”.

TELEFONE CORPORATIVO USADO POR FERNANDO JAPÃO

“Ficou comprovada a INDEVIDA UTILIZAÇÃO DE APARELHO CELULAR CORPORATIVO PELO VEREADOR FERNANDO JAPÃO (PV), NO ANO DE 2009, DISPONIBILIZADO POR DANIELE ROSE BARCELOS, E CUSTEADO POR DINHEIRO PÚBLICO”, DIZ O RELATÓRIO. A CPI alega que não conseguiu comprovar a participação de Zezé do Picolé nesse fato, apesar de registrar em seu Relatório que JAPÃO afirmou que recebeu o telefone “do Presidente, Vereador José Figueiredo Nem Neto”. Em seus “ENCAMINHAMENTOS”, A CPI DEFENDE QUE O VEREADOR FERNANDO JAPÃO (PV) FAÇA O RESSARCIMENTO AOS COFRES PÚBLICOS “DE TODOS OS VALORES GASTOS COM A MANUTENÇÃO E UTILIZAÇÃO DE APARELHO E LINHA TELEFÔNICA”. JAPÃO DISSE QUE “AGIU DE BOA-FÉ POR DESCONHECER A PROIBIÇÃO DE UTILIZAÇÃO” E QUE “O DEVOLVEU TÃO LOGO DESCOBRIU A IRREGULARIDADE”. FOI DEVOLVIDO 4 (QUATRO) MESES DEPOIS. Sobre irregularidades nas contratações da Câmara, o relatório registra que ele agiu “esquivando-se em responder o que foi perguntado”. 

Adriano Brasil (PV) diz que não há provas e pede arquivamento das denúncias

(...) Do mesmo partido e aliado político de Zezé do Picolé (PV), ADRIANO BRASIL NÃO QUIS ASSINAR O RELATÓRIO FINAL E APRESENTOU RELATÓRIO EM SEPARADO, alegando “não concordar com alguns pontos expostos no mesmo”.

O jornal esclarece, ainda, que, na matéria, não emitiu opinião sobre os fatos, tendo apenas reproduzido informações constantes tanto do “Relatório” assinado pela maioria dos membros da CPI quanto do “Relatório” em separado do vereador Prof. Adriano Brasil. (PV).
Edição 126-Julho/2011
CPI: Vereadores livram Zezé do Picolé de cassação
Aliados protegem ex-presidente; familiares dão “apoio moral” a acusados e vaiam relatora da CPI

O "Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar irregularidades na contratação de serviços, na nomeação de servidores e no uso de bem público no âmbito da Câmara Municipal de Brumadinho" foi entregue ao presidente da Casa, Leônidas Maciel (PMDB), no dia 9 de junho, pela presidente e relatora da CPI, Marta de Deus Boaventura, a Marta da Maroto. Através do oficio 144/2011, a relatora protocolou os 3 volumes da CPI, totalizando  1016 páginas de análise e livro de Atas, dos apurados fatos das denúncias, e solicitou que ele fosse lido na reunião do plenário do mesmo dia 9. "Em varias ocasiões por telefone e pessoalmente, solicitei o agendamento na pauta das reuniões a leitura do relatório, e recebi do Presidente Leônidas Vicente da Silva Maciel a seguinte resposta: vou pensar, vou decidir, depois informo", disse Marta à reportagem do de fato

Marta da Maroto reclama do Presidente

"No dia 14/07/2011, com mais de 1 mês da entrega do relatório, fomos comunicados se aceitávamos a colocação em votação do Relatório Final às 17 :30 horas , faltando trinta minutos para o inicio da reunião. Destituindo o povo de Brumadinho o direito de participar de fato de extrema importância para a cidade, tirando o direito democrático dos vereadores de mostrar um trabalho sério e transparente ao povo de Brumadinho", reclamou a vereadora.
Já o vereador Leônidas se defende dizendo que "o Relatório Final foi protocolado no dia 09 de junho e o Voto em Separado emitido pelo Vereador Adriano Brasil foi protocolado no dia 16 de junho. Após esta data, houve somente uma reunião em que o relatório e voto em separado não foram apreciados (30/06), sendo colocados em votação na reunião seguinte que ocorreu no dia 14 de julho. Dada a complexidade e importância de estudo pelos Vereadores antes da votação, a decisão da Presidência foi por este intervalo de tempo para sua apreciação."
Ouvido pelo jornal de fato, Leônidas diz ainda que "no dia 14 de julho, durante reunião de Comissões Permanentes", consultou os Vereadores "sobre a possibilidade de inclusão do Relatório Final da CPI na reunião plenária, tendo os Vereadores concordado com a sugestão", garante. Segundo ele, durante a reunião teria consultado o Plenário "quanto à questão através de requerimento verbal, tendo sido este aprovado pela unanimidade dos edis". "A votação poderia, pois, ter sido adiada se assim o quisessem a maioria dos nove Vereadores", diz o Presidente.

Relatórios são votados e não são aceitos

O Relatório foi votado no dia 14 de julho pelo plenário do Legislativo. O Relatório pedia indiciamento e abertura de processo de cassação do ex-presidente, José de Figueiredo Nem Neto, o Zezé do Picolé (PV); indiciamento da sobrinha do prefeito Nenen da ASA (PV), Daniele Rose Barcelos; devolução de dinheiro aos cofres públicos pelo ex-presidente e pelo vereador Fernando Japão, também do PV.
A CPI chegou ao seu final produzindo dois relatórios. Um foi produzido pela presidenta e relatora da Comissão, vereadora Marta de Deus Boaventura, a Marta da Maroto (PMDB). O relatório, que concluía que Zezé do Picolé agiu diversas vezes de forma "criminosa" e "imoral" recebeu o voto do outro membro da CPI, Itamar Franco (PSDB). Já o terceiro membro da CPI, vereador Prof. Adriano Brasil, do mesmo partido de Zezé do Picolé (PV), apresentou relatório separado alegando que não houve ilegalidades e nem provas contra os acusados. Os dois relatórios foram votados no dia 14.   

Prof. Adriano Brasil e Vanderlei Xodó votam contra Relatório da CPI

Os vereadores Itamar Franco, Marta da Maroto, Lilian Paraguai (membro suplente da CPI) e Jaime Wilson votaram a favor do Relatório aprovado pela maioria dos membros da CPI. Já os vereadores Prof. Adriano Brasil e Vanderlei Xodó, aliados de Zezé do Picolé, se mantiveram fiéis e votaram contra. Zezé do Picolé e Fernando Japão, também do partido de Zezé do Picolé (PV), não votaram, o que facilitou a não aprovação do Relatório aprovado pela maioria dos membros da CPI uma vez que eram necessários 2/3 (dois terços) dos vereadores, ou seja, 6 votos, para sua aprovação.
Não aceito o Relatório aprovado pela maioria dos membros da CPI, o Presidente da Casa colocou em votação o relatório separado do vereador Prof. Adriano Brasil. A votação se inverteu, e o relatório recebeu apenas os votos do Prof. Adriano Brasil e Vanderlei Xodó, não sendo também aceito.

Resultado prático

Na prática, a não aceitação dos dois relatórios apenas protege o ex-presidente José de Figueiredo Nem Neto, o Zezé do Picolé (PV), de ter que enfrentar uma Comissão Processante e ter seu mandato cassado, conforme o decreto-lei 201 e outras leis que tratam de improbidade administrativa. Na verdade, qualquer cidadão pode encaminhar o relatório ao Ministério Público Estadual. O próprio presidente Leônidas Maciel garante que ele fará isso: "informo ainda que o Relatório Final da CPI e o Voto em Separado do Vereador Adriano Brasil serão encaminhados ao Ministério Público de Brumadinho", garantiu ele à reportagem do jornal de fato.

Familiares dão “apoio moral” a acusados e vaiam relatora da CPI

Os vereadores Itamar Franco, Marta da Maroto, Lilian Paraguai e Jaime Wilson foram surpreendidos pelo anúncio de que o Relatório da CPI seria votado no dia 14, poucos minutos antes do início da sessão, por volta das 17H30. A imprensa local também não foi comunicada. No entanto, familiares do ex-presidente José de Figueiredo Nem Neto, o Zezé do Picolé (PV), estiveram na Câmara no dia da votação.
Esses familiares tiveram uma postura bastante agressiva em relação à relatora da CPI, a vereadora Marta da Maroto. A cada palavra pronunciada pela vereadora, os familiares vaiavam-na, impedindo-a de expor seu ponto de vista.  "Tudo estava tão organizado para que esse fosse o dia ´D´, para que apenas a família e amigos do denunciado compareceram a Câmara Municipal de Brumadinho, e o povo Brumadinense mais uma vez ficou afastado de uma reunião a qual todos poderiam analisar e tirar suas próprias conclusões", desabafou Marta da Maroto. "A minha mensagem a todos os cidadãos é que as conclusões dos fatos foram apuradas com extrema decência e respeito. Faltou a Presidência da Câmara municipal, Sr. Leônidas Vicente da Silva Maciel, respeito ao povo de Brumadinho, colocando no apagar das luzes para o recesso parlamentar, a leitura do Relatório Final da CPI", completou ela, lembrando que a integra do relatório pode ser visto em seu blog, www.martadamaroto.blogspot.com.
Leônidas rebateu a companheira de partido dizendo que "as datas das reuniões plenárias são publicadas em destaque no site desta Casa Legislativa e abertas ao público. A população poderia acompanhar não só esta, mas as demais reuniões da Câmara Municipal, nas quais importantes leis e decisões são tomadas".
Edição 126-Julho/2011
Renda per capita de Brumadinho dispara e município passa de 80º para 7º no ranking de MG
Aumento de 85% na década é resultado da mudança de famílias de BH para a cidade mas o dinheiro continua sendo gasto na capital

Brumadinho tem a 7ª maior renda per capita de Minas Gerais (média da renda de todos os cidadãos dividida pelo número de habitantes).  Há 10 anos atrás, Brumadinho era o 80º município de maior renda per capita dentre os 853 municípios mineiros. Em apenas 10 anos – 2000 a 2010 -, avançou nada menos do que 73 posições. As informações estão em estudo inédito da Fundação João Pinheiro, baseado nos dados do Censo 2010.
Brumadinho – assim como a vizinha Nova Lima e Lagoa Santa – deu um salto enorme com relação à renda per capita média das cidades mineiras. Brumadinho apresenta uma das maiores taxas de crescimento anual entre os 10 primeiros colocados no ranking mineiro (veja box) que define as maiores rendas per capita. Em 2000, a renda era de R$ 535,07, pulando para R$ 988,56 (no estado o valor médio é de R$ 773,41). Brumadinho apresentou uma taxa de crescimento anual de sua renda per capita de 6,33%, ou seja, a cada ano, cresceu 6,33%, acumulando, ao final do décimo ano, um crescimento de 85% em relação ao ano de 2000. O crescimento é maior do que a taxa de crescimento da capital Belo Horizonte (3,21%) e menor apenas do que o município cuja renda per capita é a 1ª de MG, Nova Lima, que apresentou taxa de crescimento anual de 7,66%.

De Belo Horizonte para Brumadinho

Antes escolhido apenas para o descanso dos fins de semana, na última década o município de Brumadinho tornou-se um dos endereços residenciais de quem opta por fugir dos problemas urbanos da vizinha Belo Horizonte, como violência, poluição, barulho, trânsito infernal. O “esconderijo” de domingos e feriados transformou-se em residência fixa. É essa migração residencial de BH para Brumadinho a principal explicação para o crescimento da renda de nosso município. O fenômeno é capitaneado principalmente pelo crescimento dos condomínios horizontais de classe média alta. Em outras palavras, Brumadinho atraiu a classe média alta para terrenos em meio à natureza, à Mata Atlântica e tranquilidade, especialmente da região de Casa Branca, Palhano, e deste lado do Município, mais próximo à região Sul de BH, o que impulsionou o aumento da taxa de crescimento da renda per capita. A população em si cresceu 28% nesses últimos 10 anos, passando de 26.614 habitantes em 2000 para 34013 em 2010. Ainda assim, com praticamente o dobro do tamanho de Belo Horizonte (a capital possui 330 km2 e Brumadinho 634) e apenas 1,4% de sua população (BH possuía 2.375.444 habitantes em 2010), Brumadinho, com 40% de suas matas preservadas, é um paraíso para os mais “ricos” da capital.

A classe média alta veio para Brumadinho, mas continua gastando seu dinheiro em BH

Muitos veículos congestionando o Centro da cidade; carros novos e nada populares; boas casas espalhadas por todos os bairros, especialmente os mais novos; lojas se abrindo a cada semana. Não há dúvidas de que o dinheiro está “correndo” em Brumadinho. No entanto, apesar deste fantástico crescimento da renda per capita, nem todo o dinheiro está ficando aqui em Brumadinho. A maior parte de quase todo o dinheiro resultado do crescimento da renda (aumento da população vinda de BH) continua ficando na capital. Essa é a conclusão da Fundação João Pinheiro. Apesar de Brumadinho e outros municípios terem conseguido atrair a classe média alta para terrenos em meio à natureza e tranquilidade das cidades da Grande BH, o que impulsionou o aumento da taxa de crescimento da renda per capita, os novos moradores ainda fazem suas principais atividades na capital.

Brumadinho, cidade dormitório

Apesar de atrair novos moradores com os chamativos do sossego e das belezas naturais, a cidade ainda não consegue fazer com que eles desfrutem de serviços e outras atividades rentáveis para o município. “Eles mudaram para lá, mas ainda trabalham e têm a vida em Belo Horizonte. Continuam depositando o dinheiro na capital”, afirma a presidente da Fundação João Pinheiro, Marilena Chaves, explicando o conceito de “cidadão metropolitano”: “São pessoas que dormem em Brumadinho; trabalham na capital e se divertem (no Jardim Canadá e no Seis Pistas) em Nova Lima”.
Os novos moradores se aproveitam do conceito “perto-longe”. Localizados à distância suficiente da poluição, do trânsito e da insegurança onde moravam, eles podem ir todos os dias à capital resolver questões relacionadas ao trabalho e outros serviços. Têm o clima mais ameno por não estar rodeada de arranha-céus, com até cinco graus a menos em relação a certas regiões de BH; mais umidade; presença de animais silvestres e silêncio.
Em contrapartida, reclamam da falta de agências bancárias, supermercados, consultórios médicos, eletricistas, encanadores e uma série de profissionais que facilitam o dia a dia. Mesmo na área mais central de Brumadinho, a sede, é carente de muitos serviços. O banco Bradesco, um dos maiores do Brasil, chegou a Brumadinho há apenas alguns meses atrás; o atendimento às crianças – para uma emergência ou para acompanhamento – é complicadíssimo, com praticamente um ou dois pediatras para uma população de mais de 34 mil pessoas; mão-de-obra um pouco mais especializada também é muito difícil de ser conseguida. O resultado é pouco ou quase nenhum vínculo com a cidade. Apesar da beleza e da tranquilidade de nossas estradas do interior do Município para a sede – os principais corredores já são asfaltados – as opções dos mais diversos serviços são poucas. “As prefeituras subestimam o fenômeno e perdem a possibilidade de aumentar a arrecadação, deixando de atrair investimentos e prestadores de serviço e tornando-se, assim, meras cidades dormitório”, opina a Fundação João Pinheiro. Assim, à exceção do aumento da arrecadação com IPTU, o resto do dinheiro da classe média alta continua sendo gasta na capital.
Parte dessas informações foi publicada na edição de 31/7do EM, em matéria assinada por Pedro Rocha franco.

Para entender: Renda per capita

“Per capita” é uma expressão da língua latina que significa “por cabeça”. Para calcular a renda per capita, os ganhos de todos os moradores de cada residência são somados e, no final, o valor é dividido pelo número de pessoas. Assim, o crescimento da renda per capita nas cidades dormitório está diretamente ligado à migração da mão de obra qualificada. Ou seja, profissionais com altos ganhos contribuem para o aumento médio do índice. Em contrapartida, o nascimento de crianças, por exemplo, contribui para o decréscimo do índice, por não tratar-se de faixa etária economicamente ativa. 
Edição 126-Julho/2011
 “Olha a cobra!”
Jornalista da Itatiaia acusa Nenen da ASA (PV) de se bajular com dinheiro público, de fazer “exibicionismo oficial” e diz que Promotoria “parece fazer vista grossa”

“O Prefeito de Brumadinho, Avimar Barcelos (PV), o popular “Neném da ASA”, dono da Faculdade ASA, investigado pelo Ministério Público Estadual por denúncia de caixa dois e por ter utilizado espaço nas placas públicas de sinalização turísticas nas estradas municipais para fazer propaganda da sua instituição de ensino, abriu campanha à reeleição, em 2012, já na programação dos festejos juninos. Desde o mês passado, as escolas municipais, da sede e distrito, exibem em telão um filme com as obras realizadas em dois anos e meio da gestão. São cerca de 20 minutos de bajulação com dinheiro público.”
A opinião é do jornalista Márcio Fagundes, editor-chefe do Jornal da Itatiaia (Rádio Itatiaia, a mais popular de Minas) e articulista do jornal HOJE EM DIA. A crítica ao prefeito de Brumadinho foi feita em artigo publicado no HOJE EM DIA de 12 de julho, com o sugestivo título “Olha a cobra!” Márcio Fagundes afirma que a festa só começa depois da “bajulação”. Segundo ele, “a última sessão dessa campanha foi no sábado (9), no Grupo Escolar Nossa Senhora das Dores, no Córrego do Feijão. Ainda segundo o Editor-chefe do Jornal da Itatiaia, anteriormente, a “Feijoada do Grupo” “também teve que exibir a propaganda”. “Para ‘despistar’, a prefeitura banca o som mecânico das escolas. Ou seja, a festa caipira aposentou a zabumba por conta do exibicionismo oficial. Até a cultura da festa junina, que tem o ponto alto nas quadrilhas dançando ao som dos sanfoneiros da roça, saiu prejudicada”, continua o jornalista. Por fim, o editor-chefe do Jornal da Itatiaia criticou a Promotoria Pública de Brumadinho que, segundo ele, “parece fazer vista grossa” às denúncias sobre o prefeito que, segundo ele, “mereceu comentários na Câmara de Vereadores, Companhia da Polícia Militar e Delegacia de Polícia”.    
Edição 126-Julho/2011
Faculdade ASA reclama de matéria

O setor de Comunicação da Faculdade ASA entrou em contato com a redação do jornal para reclamar de uma matéria da última edição, "referente à afixação de faixas em órgãos públicos pela Faculdade ASA de Brumadinho", intitulada "Imoralidade - Prefeitura continua sendo usada para benefício particular". Dois dias depois o jornal recebeu uma mensagem eletrônica "assinada" por um advogado do Departamento Jurídico da instituição. A matéria relatava que "faixas da Faculdade ASA" - de propriedade da família do prefeito - "continuam sendo colocadas em prédios públicos como se isso fosse a coisa mais normal do mundo". A reportagem do de fato flagrara "faixas de propaganda do vestibular da faculdade afixadas no muro da Praça Municipal de Esportes, a Quadra". 
A matéria registrava também outro fato: em cada carrinho de lixo da Prefeitura "foram colocados adesivos da Faculdade ASA, com a seguinte frase de propaganda: "EU NÃO FICO PARADO NO TEMPO - ASA - Faculdade Asa de Brumadinho". Assim, os trabalhadores da Prefeitura andam de um lado a outro, carregando, em pleno horário de serviço, sendo pagos com dinheiro público, e usando um bem público, as propagandas da faculdade da Família Barcelos (ASA são as iniciais de três irmãos Barcelos: A de Alcimar Barcelos, o Cid, Secretário de Governo; S da Secretária de Educação, Sônia Barcelos; e o outro A, do prefeito Avimar Barcelos, o Nenen da ASA).
O jornal citou ainda reportagem do jornal HOJE EM DIA que relatava uso irregular de placas da prefeitura em que apareciam propagandas da Faculdade ASA. 
A Faculdade ASA alegou que "a afixação das faixas ocorreu em estreita observação das disposições da Portaria nº 02/2010, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que regulamenta a afixação de engenhos de publicidade (faixas), no Município de Brumadinho", afirmando que o art. 7º da referida portaria permite a colocação de faixas "no muro da Quadra Municipal de Esportes" e que "para a referida matéria não foram verificados os procedimentos administrativos para autorização da afixação de faixas no Município que são comuns a todos os cidadãos e empresas inclusive a Faculdade ASA".

Portaria nº 02/2010 não trata do assunto

Portaria trata de outroassunto muito diferente
A Portaria nº 02/2010, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMA -, não trata em nenhum momento da afixação de faixas em prédios públicos. Aliás, a portaria 02/2010 trata de um assunto totalmente diferente. Na mensagem enviada ao jornal, a faculdade ASA registrou que “não se pode perder de vista a verificação da fidedignidade das informações prestadas”, e que ela estava certa “de que o “Jornal de Fato” verificará a veracidade da referida portaria”.  Foi o que o jornal fez. Acatando a sugestão da ASA, o jornal de fato protocolou um requerimento na SEMA, solicitando a Portaria. Como pode-se ver no fac-símile ao lado, a Portaria nº 02/2010 apenas “dispõe sobre nomeação de Comissão de processo Administrativo Disciplinar”.  A Portaria nº 02/2010, de apenas 3 artigos, instaura um processo administrativo para apurar “´inassiduidade´ habitual” de determinada servidora.

Verificação dos procedimentos administrativos

Embora a Faculdade ASA alegue que "para a referida matéria não foram verificados os procedimentos administrativos para autorização da afixação de faixas no Município", isso não é verdade. Na matéria anterior, o jornal explicou ao leitor que "a reportagem do de fato entrou em contato com a Prefeitura, em 26/6, através de sua Assessoria de Comunicação, questionando se existia alguma lei municipal que permite o uso da propaganda particular em bens públicos." O jornal explicou também que "até o fechamento da edição" o jornal não recebeu nenhum retorno da prefeitura. Infelizmente, a postura da Prefeitura tem sido a de não atender aos questionamentos do jornal. 
O jornal registrara ainda na matéria a questão da moralidade. Sem afirmar em momento algum que a afixação era ilegal, o jornal registrou que restava ainda a questão da moralidade, uma vez que o prefeito, exercendo um cargo público, não deveria usar bens públicos para beneficiar a si mesmo ou à sua família. 

Ausência de documentos comprobatórios

A Faculdade da família do prefeito diz na mensagem enviada ao jornal que "a autorização (para colocação das faixas) é precedida de solicitação ao órgão competente, pagamento de taxa e a afixação depende ainda de disponibilidade dos pontos". No entanto, a Faculdade não enviou nenhum documento que provasse que ela seguiu os trâmites legais. Não foi enviada nenhuma autorização, ou cópia de solicitação ou mesmo cópia do suposto pagamento de taxa.   

Carrinho com propaganda da ASA

A matéria registrava outro fato envolvendo propaganda da Faculdade ASA: a colocação de adesivos da Faculdade ASA em cada carrinho de lixo da Prefeitura. Mas a mensagem eletrônica enviada pelo advogado da instituição não tratou desse assunto, não reclamou e nem disse que a matéria estava "equivocada". O mesmo aconteceu com o terceiro fato envolvendo a faculdade: o uso irregular de placas da prefeitura em que apareciam propagandas da Faculdade ASA. A mensagem da ASA ignorou essa parte da matéria, não reclamou, não disse que era equívoco e nem se defendeu. 
Edição 126-Julho/2011
Dicas 
Para viver mais e melhor, por Reinaldo Fernandes

Não grite! Seja sempre firme em suas posições, mas não grite.

Não grite! Eu sei que não é fácil, mas tente! Seja sempre firme em suas posições, mas não grite. E, além do mais, só precisa gritar quem não tem argumentos. As pessoas não gostam de grito. Gritos incomodam, nos fazem mal. E, o mais interessante de tudo: quanto mais gritamos, mais as pessoas não nos ouvem. É paradoxal, mas é assim. Portanto, é melhor olhar nos olhos, manter a serenidade e expressar nossa opinião, nossas ordens, nossos isso e aquilo sem alterar por demais o som de nossa voz. Assim, você vai ver, você será muito mais ouvido.
É isso!  
Edição 126-Julho/2011
Conflitos pela água têm crescimento de 93,3%
Em Minas, 1.220 famílias são afetadas, inclusive em Brumadinho. Mineradora Vale é acusada

Relatório divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização da Igreja Católica, aponta um crescimento de 93,3 % nos conflitos pela água no Brasil. Esses conflitos atingem famílias e comunidades que têm terra, casas e benfeitorias alagadas pelas barragens das hidrelétricas ou que são impedidas de ter o livre acesso à água por causa dos danos ambientais causados pela mineração. 
Em Minas, a Pastoral da Terra registra 11 casos de conflitos relacionados à disputa pela água, o que afeta diretamente 1.220 famílias. É o caso dos moradores do assentamento Pastorinhas, em Brumadinho, uma comunidade de agricultores familiares assentados por meio de Reforma Agrária e assistidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). 
No assentamento de 142 hectares, 20 famílias vivem do cultivo e comercialização de hortifrutigranjeiros. São plantadas no assentamento mais de 30 tipos de hortaliças e legumes, o que resulta em uma produção de 15 toneladas por mês. 
A líder comunitária Valéria Antônia Silva Carneiro, de 40 anos, revela que desde o ano passado a produção de hortaliças cultivada pela comunidade local vem sofrendo reduções devido a escassez de água, causada pelos impactos da extração de minério pela Vale. "De maio a setembro do ano passado, a nossa produção caiu 80% por cento porque não tínhamos água para irrigar as lavouras."

Em Brumadinho, culpa seria da Mineradora Vale

Para a agricultora, as inúmeras minas e nascentes espalhadas pela região não estão conseguindo abastecer os moradores da cidade de Brumadinho e do entorno, desde que a Vale rebaixou o lençol freático para a extração do minério. "A atuação da mineradora está fazendo com que a água suma. Além do prejuízo ambiental que própria extração causa, eles captam toda a água que conseguem para a lavagem do minério." 
Em nota, a Vale esclarece que o volume de captação de água licenciado para a empresa na região de Brumadinho é o mesmo desde 2005. Ainda segundo a nota, nos cursos d'água, próximos da mina da Jangada e de Feijão, não houve diminuição de vazão, de acordo com os dados históricos monitorados desde 2003. "Os registros pluviométricos (volume de chuva) indicam variações dentro da normalidade." 
Ainda segundo a companhia, a questão da disponibilidade de água na região pode estar relacionada a outros fatores, como novas captações feitas por terceiros devido à ocupação urbana desordenada na região de Brumadinho e Casa Branca. Também em nota, a empresa informa que "procura se reunir com os moradores da região para esclarecer quaisquer aspectos relativos às suas operações." 
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, a mina do Feijão, que fica mais próxima ao assentamento, teve a licença ambiental concedida em julho de 2001, o que inclui o licenciamento para o rebaixamento do lençol freático para a retirada do minério.
Segundo a assessoria, a Vale pleiteia junto ao Igam a revalidação da licença. O processo está sendo analisado pela Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram) e ainda não tem prazo para ser finalizado.  
As informações são da repórter Izamara Arcanjo, do Jornal Hoje em Dia, na edição de 13 de junho.
Edição 126-Julho/2011
Só Rindo
A revanche da loira
Uma loira e um matemático estão sentados lado a lado num vôo de São Paulo para Belém.
O matemático pergunta à loira se ela não quer participar de um joguinho interessante.
A loira, muito cansada, diz que só quer dar um cochilo, agradece educadamente e se vira para a janela na intenção de tirar uma soneca. O matemático insiste e diz que o joguinho é fácil e muito divertido.
Ele explica:
___ Eu faço uma pergunta e, se você não souber a resposta, me paga R$ 5,00 e vice-versa.
Novamente ela declina a cabeça e tenta dormir um pouquinho. Mas, o chato insiste:
___ Se você não souber a resposta me paga R$ 5,00 e se eu não souber a resposta, te pago R$ 500,00.
Isso chamou a atenção da loira, que, pensando que esse tormento não terminaria enquanto ela não participasse da brincadeira, decidiu concordar. O matemático fez a 1ª pergunta:
___ Qual a distância exata entre a terra e a lua?
A loira não disse uma palavra, abriu a bolsa, pegou uma nota de R$ 5,00 e entregou ao matemático.
___ Ok... é a sua vez - disse ele, sorridente.
A loira então pergunta:
___ O que é que sobe a montanha com 3 pernas e desce com 4 pernas?
O matemático, desconcertado, pega o seu laptop e pesquisa todas as referências sem obter nenhuma resposta. Pega o telefone do avião (airphone) e conecta em seu modem, procura em todos os bancos de dados e bibliotecas possíveis, sem obter nenhuma resposta. Frustrado, manda e-mail para todos os seus amigos e colegas de trabalho/profissão, sem nenhum sucesso.
Após uma hora de pesquisa, ele pega os R$ 500,00 e entrega a loira, ela agradece e se vira para o lado para uma soneca.
O matemático, muito mal-humorado, cutuca a loira e pergunta:
___ Muito bem, qual é a resposta?
Sem dizer uma palavra, a loira abre a bolsa, entrega mais R$ 5,00 ao matemático e volta a dormir.

A placa
 O chefe de departamento, bem chato, achando que seus subordinados não estavam mais respeitando sua liderança, resolveu colocar a seguinte placa na porta de seu escritório logo que chegou, antes de ir para uma reunião, pela manhã:
 "AQUI QUEM MANDA SOU EU!"
Ao voltar da reunião, encontrou um bilhete deixado por um de seus funcionários junto à placa:
“SUA ESPOSA LIGOU E DISSE QUE É PARA O SENHOR LEVAR A PLACA DELA DE VOLTA.”
Edição 126-Julho/2011
Poucas e Boas
“O carinho e o beijo não são proibidos. Contra lei é impedir um afeto, um abraço”, contou Chicão (personagem da novela global Insensato Coração). O texto de Gilberto Braga e Ricardo Linhares foi uma excelente crítica ao posicionamento retrógrado da Globo.
Recentemente, os autores foram obrigados a mudar uma cena que reunia os personagens Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo) num motel. Segundo Patrícia Kogut, colunista do jornal “O Globo”, a direção da emissora considerou que, embora a sequência não tivesse nada de explícito, o fato de ser um motel era sugestivo demais.
Que diferença faz o local do encontro? Por que encontros furtivos entre homens e mulheres podem ser realizados em qualquer ambiente, mas um romance construído de forma interessante e respeitosa não pode ser mostrado em um motel, pelo simples fato de envolver dois homens?
A resposta (à posição retrógrada da Globo) veio por meio de Alexandre Machado e Fernanda Young, que mostraram insubordinação e provocaram seu empregador com o conhecido humor debochado da dupla. No episódio de “Macho Man” (exibido no dia 24/6), Nelson (Jorge Fernando) acaba metido em uma confusão ao tentar comprar um carro de Rogério (Rodrigo Lopez), que recentemente assumiu sua homossexualidade.
Ao fim de um test-drive recheado de piadas de duplo sentido, Nelson pede para ver a “chorumela reluzente” do carro. Empolgado, o acompanhante do cabeleireiro diz algumas bobagens ao pé de seu ouvido.
“O que? Tá doido? Eu, hein? Ficou maluco?”, gritou Nelson. “Fiquei. Fiquei maluco para dar o meu primeiro beijo gay”, rebateu Rogério. “Que isso! A sociedade não está preparada! Tira a mão!”, bradou o personagem de Jorge Fernando.”

Colunista Ale Rocha – no site Yahoo

Por mais que parte da audiência aceite a moral justiceira de Norma, suas ações nunca serão justificadas do ponto de vista ético. Léo deve pagar pelos seus crimes, sem dúvida, mas não a qualquer custo. A enfermeira utiliza o mesmo expediente do qual foi vítima. Vibrar com seu sucesso é similar a criticar políticos corruptos, mas ter carteira de estudante falsa. Bradar contra a impunidade, mas sonegar impostos.
Curioso notar que o site oficial de “Insensato Coração” trata Léo como “mau-caráter”, mas em nenhum momento aborda com demérito as ações da enfermeira. Até mesmo a tentativa de homicídio contra Teodoro é justificada como um ato em que a personagem está fora de si, desesperada ao ver a possibilidade de naufrágio de seu plano de vingança (...)
Norma não é mocinha, nem vilã. Não transmite valores ou serve como exemplo moral. Por meio da personagem, Gilberto Braga provoca a audiência e mostra que a realidade vai além do bem e do mal. Resta ao telespectador sair da zona de conforto provocada pelo dualismo e, perturbado pela mudança brutal da enfermeira, se questionar: vale tudo?

Do mesmo Ale Rocha, no mesmo site

“É de incalculável gravidade a constatação de que a Administração do Vereador José de Figueiredo Nem Neto utilizou indevidamente recursos públicos e, além disso, o fez através de processos licitatórios fraudulentos!”
Relatório Final da CPI da Câmara Municipal
Edição 126-Julho/2011
Vereadores aprovam “Ficha limpa” para Brumadinho
Lei atinge diretamente dois aliados “ficha-suja” do prefeito Nenen da Asa (PV)

A Câmara Municipal aprovou, no dia 14 de julho, o Projeto de Emenda à Lei Orgânica Municipal Nº1/2011. De autoria dos vereadores Marta de Deus Boaventura, a Marta da Maroto (PMDB), Jayme Wilson (PSDB), Itamar Franco (PSDB) e Lilian Paraguai (PT), o projeto recebeu os votos dos 4 e ainda de Adriano Brasil e Fernando Japão, do PV. O projeto pretende impedir que pessoas com “ficha suja” assumam cargos na administração do Município. A ideia é que os “fichas-suja”, ou seja, as pessoas consideradas inelegíveis nos termos da legislação federal (“Lei da Ficha Limpa”) não sejam nomeados ou designados para cargos na administração Municipal.
A vereadora Marta da Maroto lembra que lei similar já foi aprovada também para o estado de Minas Gerais. A proposta de emenda tem, segundo ela, “o objetivo de assegurar que os principais responsáveis pela condução administrativa do Município (...) sejam escolhidos entre cidadãos com comprovada ficha limpa perante a sociedade.”

Zezé do Picolé, Vanderlei Xodó, Toninho da Rifel e Nery Braga

Votaram contra o “ficha-limpa” os vereadores Vanderlei Xodó e Zezé do Picolé, ambos do PV. A aprovação da proposta atinge diretamente um político do partido deles, e aliado direto do prefeito Nenen da ASA (PV), Nery Braga (PV). Além de atingir outro aliado, Antônio Sérgio Vieira dos Santos, o Toninho das Rifel (PP). Os dois, enquadrados como “ficha-suja”, exercem cargos na Administração. O segundo, ligado às mineradoras, além de ser vice-prefeito, ocupa o cargo de Secretário de Meio Ambiente; o ex-prefeito Nery Braga é o atual Secretário de Ação Social. Antônio Sérgio Vieira dos Santos, ex-presidente da Câmara, teve seus direitos políticos cassados por improbidade administrativa no Legislativo Municipal em Brumadinho, recorreu e perdeu também no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2ª instância). Nery Braga teve os direitos cassados a partir de rejeição de suas contas pelo Tribunal de Contas do Estado. 
Edição 126-Julho/2011
Artista Markin Pinta promove vernissage e exposição na Casa de Cultura

A Casa de Cultura Carmita Passos e o artista plástico Markin Pinta realizaram, no dia 25 de julho, a vernissage da exposição Vai Mais? Vo... Cerca de 60 pessoas prestigiaram o evento. A intervenção artística ocupou duas salas da Casa de Cultura, consistindo de uma máquina de vídeo game, um caixão cheio de guloseimas além de desenhos e projeção do artista.  No ano passado, a intervenção artística foi exposta na íntegra no asilo e no velório Municipal de Brumadinho.

Uma funerária, guloseimas diversas, técnica mista

O trabalho traz um pouco da trajetória do artista Markin Pinta, “unindo dois mundos diferentes, a diversão e a arte”. Segundo Markin, “a obra “Vai mais? Vo...” resgata valores que nos são apresentados durante toda nossa vida, e que, por algum motivo, às vezes nos distanciamos dos mesmos”. Questionado por nossa reportagem sobre o nome da obra, o artista nos explicou que sua obra tem muito a ver com vídeo game, brincadeira significativa em sua vida. As brincadeiras e as imagens digitais dos jogos eletrônicos (vídeo games) fazem parte de sua trajetória artística. Ele nos contou que quando tinha esse tipo de máquina de aluguel, enquanto a garotada jogava, ele pintava. E quando acabava o tempo de jogo de algum garoto, ele, Markin, sempre perguntava: “Vai mais?”, querendo saber se o garoto ia jogar mais. E a resposta, modo geral, era: “Vô!”.
Markin lembra que “as brincadeiras e os jogos possuem importantes funções na sociedade” e que “a principal delas é a forma lúdica”. ”Os jogos estimulam o conhecimento e as habilidades do indivíduo”, diz ele.

Inquietação

Markin é um artista inquieto. Ele conta que por toda sua vida sente essa inquietação sobre o mundo ao seu redor e que encontrou na arte a melhor maneira de se expressar. “Quebrar paradigma é um dos passos principais para absorver um conhecimento artístico, desenvolvendo habilidades, cultivando amizades e dividindo sabedoria”, terminou ele.
A exposição continua até agosto. A Casa de Cultura fica localizada à Praça Dr. Belford, 47, no Centro de Brumadinho.