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quinta-feira, 10 de maio de 2012


Edição 136-Abril/2012
Deputados eleitos com votos de brumadinenses são a favor da corrupção

Dois assuntos dominam o noticio nacional nos últimos dias. Um é o acidente sofrido pelo cantor sertanejo Pedro. O outro, o esquema de corrupção comandado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira que veio à tona quando foram divulgadas investigações da Polícia Federal que mostravam o envolvimento do criminoso com o senador do DEM, Demóstenes Torres. Todo dia tem notícia nova, ou da melhora de Pedro, ou de mais gente envolvida no esquema de Cachoeira. Diante de tamanha corrupção, o Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado) decidiram por instalar uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito – mista. Para instalá-la, líderes partidários começaram a colher assinaturas dos colegas que concordavam com a instalação da Comissão para apuração dos fatos. Infelizmente, vários deputados federais que receberam votos de 5246 brumadinenses na última eleição, se negaram a assinar o requerimento de instalação da CPI, o que é lamentável. Além de trair os 5246 brumadinenses que votaram neles, esses deputados traíram também as lideranças que fizeram sua campanha em Brumadinho, pediram votos para eles, defendendo seu nome junto ao leitor.

Toninho Pinheiro e Eros Biondini: 4342 eleitores traídos

Um dos deputados que se recusou a colaborar para apurar as denúncias de corrupção foi Antônio Pinheiro Júnior, o Toninho Pinheiro (PP). Toninho Pinheiro é irmão de Dinis Pinheiro, o mais votado em brumadinho para deputado estadual e atual presidente da ALMG. Toninho candidatou-se pela primeira vez a um cargo de parlamentar, depois de ser prefeito por 8 anos em Ibirité, cidade que dominam há muitos anos. Depois de gastarem – ele e o irmão – em torno de 4 milhões na campanha, Toninho Pinheiro foi o mais votado em Brumadinho, recebendo 3.811 votos, 22,9% do total. ”Essa zebrinha de Ibirité... tava demorando o Brasil saber, porque Minas Gerais, principalmente Ibirité, conhece de trás para frente”, desabafou Maria Ivete no site de relacionamentos facebook.
Outro deputado que se recusou a colaborar para apurar as denúncias de corrupção foi Eros Ferreira Biondini (PTB). Eros Biondini, cantor e carinha de bom moço, auto intitula-se católico e faz parte da Renovação Carismática dessa Igreja, seguimento que se caracteriza pelo intenso louvor a Deus. Eros Biondini recebeu voto de 531 pessoas de Brumadinho, em sua maioria cidadãos católicos. Eros Biondini, um homem que já vi e ouvi cantar e pregar a palavra de Deus deveria dar um bom exemplo aos seus admiradores entrar numa dessas?”, questionou a mesma Maria Ivete. “Pensava que fosse mais inteligente”, completou a internauta.

Saraiva Felipe e Mário de Oliveira

Outro político que sempre recebeu votos em Brumadinho foi o peemedebista Saraiva Felipe. No último pleito 250 brumadinenses acreditaram em suas “boas intenções”. Também votou contra a apuração das denúncias de corrupção.
Já Mario de Oliveira, Pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, acusado de mandar matar desafetos (revista VEJA edição 2.260 de março/2012), também não quis assinar. A revista VEJA relatou o que chamou de lado obscuro de Mário de Oliveira. A reportagem traz acusações feitas por outro pastor da Universal, Osvaldeci Nunes, que privou da intimidade do deputado Mário de Oliveira durante cerca de quatro anos. Num depoimento que durou sete horas, Osvaldeci Nunes contou que, em 2009, o presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular lhe pediu para contratar um pistoleiro para matar Maria Mônica Lopes, ex-cunhada do parlamentar, por questões de dinheiro. Em 2007, a polícia de São Paulo prendeu um pistoleiro supostamente contratado por Mário de Oliveira para matar o então deputado federal Carlos Willian, ex-integrante da igreja. O deputado também é investigado no Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica.
Trata-se de uma apuração iniciada no Ministério Público de Minas Gerais sobre irregularidades na execução de convênios públicos destinados à recuperação de dependentes químicos - um inusitado e instigante caso de milagre remunerado. Os pastores prometiam curar viciados em drogas apenas com orações. Não curaram ninguém, evidentemente, mas embolsaram uma fortuna destinada ao programa. O dinheiro foi parar na conta de alguns pastores, em propriedades da igreja e em bancos no exterior. O relatório do processo aponta indícios de que Mário de Oliveira tinha plena ciência do esquema fraudulento que envolvia os milagrosos convênios da Quadrangular”, diz a revista.
Mário de Oliveira (Partido Social Cristão) recebeu voto de 227 brumadinenses.
Outro, que não é pastor, mas tornou-se famoso pelas suas belas palavras de autoajuda é Antônio Roberto Soares. O deputado Antônio Roberto (PV) também não assinou e deixou a ver navios os 222 brumadinenses que confiaram neles.
Walter Tosta (que foi do PTN, depois PMN e agora está no PSD) foi outro deputado que não assinou o requerimento para apurar o esquema de corrupção de Cachoeira. Tosta, que recebeu votos de 103 brumadinenses, disse que não estava no Congresso no dia da coleta de assinaturas.
Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador, acusado de ter criado o Mensalão de Marcos Valério, também não assinou. Recebeu 102 votos em Brumadinho.      

4 comentários:

  1. Walter Tosta que é batista praticante da Comunidade Batista Shalon deveria ter apresentado lá no dia para votar e não se esquivar.

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  2. Agora, o filho do toninho é candidato a prefeito em Ibirité, será que as pessoas refletirão sobre a atitude citada acima? Claro que não! Ele vai ganhar com milhares de votos. Sinto vergonha de ser ibiritense e ter como representante tais pessoas. Mas o grande culpado não é só o politico, mas sim as pessoas que nele votam. É por isso que continuarei votando, mesmo assim por que sou obrigado "democraticamente" (kkkk)a votar. Se assim não fosse, sequer iria a zona (eleitoral).

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    1. Quero corrigir um detalhe no meu comentário acima. Eu quis dizer que continuarei votando EM BRANCO, como sempre fiz. Obrigado

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