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domingo, 8 de dezembro de 2013

Edição 156 – Novembro/2013
Editorial
Natal

Vocês não tem nada a ver com isso, mas eu também participo de uma família. Somos muitos, porque a família deixou de ser pai, mãe, filhos e irmãos: além dos “de casa”, tem as cunhadas, os cunhados, sobrinhos – uma penca! -, sogra, concunhado, pais dos concunhados, irmão do concunhado e por aí vai. “Acontece que no Natal é um tal de trocar presentes, a mais das vezes supletivos e desnecessários, pois o essencial quase todos têm. Um pouco como entrar disfarçadamente na onda do consumismo, travestida de carinhos, beijos e abraços.”
Sempre fico incomodado, e acabo virando o chato da turma por ter preguiça com os benditos “amigos-ocultos”. E os amigos, não os ocultos, os outros mesmo, acham um absurdo que eu não dê presentes de Natal para a família, e que ainda tenha ensinado para minha filha e meu filho – que acaba de completar 8 anos – que Papai Noel não existe, é só a tia Pitty, que adora dar presentes para todos. 
Este ano resolvi fazer uma defesa do que penso. E, copiando descaradamente Haroldo Vinagre Brasil (2003), propor um Natal diferente. Vou continuar não dando presentes e me recusando a participar de “amigos-ocultos”. Em substituição aos presentes, vou fazer uma doação para a campanha desenvolvida por um grupo de pessoas bem amorosas: o sociólogo Guilherme Alberto Rodrigues, João Paulo Rodrigues, Breno Gonçalves, Antônio Maia, Talles Costa, Binho Bruma, Consuelo Chaves e mais um bando de gente boa. Ao doar, sei que farão um Kit para entregar a crianças carentes, especialmente no interior de nosso Município. O que vai no Kit? Livros! Sim eles doam livros! Além de caderno, caneta, lápis, borracha, e até escova e pasta de dentes! Mas o que mais me empolga são os livros!
Ao doar livros, a turma de Guilherme doa esperança, doa sabedoria, doa perspectiva de vida, doa censo crítico.  Doa Educação. Doa revolução. Sim, os livros são revolucionários! “A leitura é uma herança maior do que qualquer diploma”, “os livros têm o poder de iluminar uma vida.” Livros libertam! Inclusive da pobreza! Assim, se não hoje, se não neste Natal, mas nos próximos natais, essas crianças podem ter uma condição sócio-econômica muito melhor. “Palavras e ideias podem mudar o mundo.”
O nome da campanha é “Natal feliz para mais crianças”, no facebook; e a conta para depósito é 01028465-2, Ag 0097 do Banco Santander, em nome de Guilherme Alberto Rodrigues Araújo CPF 058.493.336-30.    
 Reinaldo Fernandes
Editor 
“Minha sugestão é que vocês, meus pacientes leitores, façam coisa semelhante no próximo Natal, não obrigatoriamente com a mesma destinação” que escolhi. Podem, por exemplo, entrar em contato com o Roberto Silva (97682424) e colaborar com a bela campanha que ele desenvolve para pobres do Norte de Minas. Ou qualquer outra boa campanha. “A intenção é criar um efeito demonstração para as novas gerações, rompendo com o tradicional fechamento familiar de nosso mundo burguês. Dessa forma, olhamos em volta e verificamos que nós somos a exceção, em um país de carentes e marginalizados.” E fazemos do Natal, mais do que comida de sobra, bebida de sobra, e presentes, presentes, presentes, presentes de sobra! 
Sei que o João Paulo e seus amigos vão registrar suas campanhas. Roberto também. Podemos fazer uma cópia dessas fotografias e, no próximo ano, dependurá-las na árvore de natal de nossa casa. A árvore ficará muito mais bonita do que aquela outra, cheia de presentes, presentes, presentes, presentes de sobra! 

  




Edição 156 – Novembro/2013
Jornal de fato premia vencedores do VI Concurso de Poesias “Paulo Viotti”
Cerimônia aconteceu dia 30, entregou certificados para poetas e premiou As 10 melhores

Poetas presentes à Cerimônia: Nídia de Jesus, Paola Vitti,
Aparecida Prado, Ilisabete Rezende, Isabella Rayane
e Isael Pereira  

No último dia 30 de novembro, o jornal de fato premiou os vencedores do seu VI Concurso de Poesias. "Foi uma noite de sábado diferente, num evento gracioso, respeitável e repleto de emoções causadas pela beleza dos poemas apresentados. Feliz, muito feliz de estar presente neste momento", disse Valéria das Dôres Moreira, uma das vencedoras do Concurso.
Já o Editor do de fato, Reinaldo Fernandes, que apresentou o evento, declarou que “foi muito bonito estar ali na frente, declamando os poemas e vendo os olhos dos poetas brilharem. Era bonito vê-los felizes ao ouvirem sua poesia, fruto de seu suor, de sua inteligência, de seu trabalho. Só de ver um poeta, uma poeta com seus olhos brilhando, já valeu a pena ter realizado mais um concurso.” “Fica também a certeza de que o jornal cumpriu mais um capítulo de uma de suas missões: a de ser canal de fomentação da cultura local. Afinal, nem só de pão vive o homem. A gente quer comida, diversão... e arte!”, completou Fernandes.
A cerimônia de premiação aconteceu na Câmara Municipal, à noite e contou com participação de poetas, familiares e amigos, além de outras pessoas interessadas em poesias. Estiveram prestigiando também os vereadores Aurélio do Pio e Carlos Mendes, ambos do PDT.
As poesias enviadas ao jornal somaram 68 trabalhos. A participação foi recorde em relação aos cinco concursos anteriores, com 39 poetas, sendo 19 da capital, 7 de Betim, 1 de Pirapetinga, e o restante de Brumadinho.  O VI Concurso de Poesias “Paulo Viotti” do Jornal de fato foi dividido em duas categorias: a de poetas adultos (acima de 15 anos), com 16 participantes com 36 trabalhos; e de poetas infantis (de 7 a 13 anos), com 32 trabalhos.
Logo no início da cerimônia, apresentada pelo Editor do jornal de fato, Reinaldo Fernandes parabenizou a todos os poetas participantes, lembrando que, sem eles, não aconteceria o concurso. “Estão de parabéns mesmo! Não foi fácil para nossos jurados fazer a escolha: todos acharam os trabalhos muito bons”, frisou o Editor. Fernandes explicou que, das 36 poesias de adultos, 23, ou seja, quase 64%, ficaram entre as 10 melhores de acordo com este ou aquele jurado. No caso das poesias das crianças, 24 poemas ficaram entre as 10, 75% do total. E lembrou que é nesta questão que reside a beleza da poesia: “se determinada poesia não agrada a um, agrada a outro e assim vai”, disse. “Aconteceu, por exemplo, de 2 poesias receberem nota máxima, 10, de dois jurados, e, no entanto, não ficarem entre “as 10 melhores” na contagem geral. Da mesma forma, das 20 poesias premiadas, houve 19 poesias que não receberam notas de todos os jurados, ou seja, que não ficariam entre as 10 melhores na opinião de um dos jurados, mas que foram bem pontuadas pelos outros jurados e, na contagem geral, ficaram entre ‘as 10 melhores’”, completou Reinaldo Fernandes. Segundo ele, “apenas 1 das 68 poesias, ou 19 das que ficaram entre as 20 melhores, recebeu nota de todos os jurados, o quer dizer que as poesias são muito bonitas, de qualidade, e se há 10 melhores em cada categoria, isso é apenas do ponto de vista dos jurados e todos estão de parabéns”, fez questão de dizer o Editor do jornal de fato.
Entrega dos certificados 
Todas as pessoas que se inscreveram receberam Certificado de Participação. Antes de cada poeta ser convidado a receber, o apresentador lia um trecho de sua poesia, falava seu pseudônimo, quem era o poeta, pela ordem alfabética do nome artístico usado no concurso. Como os poetas infantis eram todos de Betim e BH e não puderam vir participar, foi apenas lido o nome dos vencedores e seus trabalhos e foi entregue à professora que desenvolveu o trabalho com eles, a brumadinense Arlete Balbino, os certificados e brindes para que repassasse aos alunos. 
Veja abaixo a relação dos poetas, com sua poesia, pseudônimo e nome:

Categoria “Poetas Adultos”



VI CONCURSO DE POESIAS “PAULO VIOTTI” DO JORNAL de fato - 2013





Poesia
Poeta
Pseudônimo
1
Acordo de partes
Gilberto Mendes Gomes
Fiorella
2
Amor
Maria Aparecida Prado
Cidinha
3
Amor épico
Isael Pereira da Silva
O sonhador
4
A terceira mão
Amélia Marcionila Raposo da Luz
Nhorinhá
5
Brumadinho e Brumadinhenses
Isabella Rayane Aparecida Silva

6
Cantinela
Lilian Jacqueline da silva
Lian
7
Criança
Maria Aparecida Prado
Cidinha
8
Descubra
Maria Aparecida Prado
Cidinha
9
Divagações
Vera Regina Melo Biziak
Vanessa Rios
10
Escrever
Isabella Rayane Aparecida Silva

11
Estações
Valéria das Dôres Moreira
Gaia
12
Estrela
Paola Viotti
Zieni
13
É vida também
Marília de Lourdes Carvalho
Meg lilá
14
Fale comigo
Marília de Lourdes Carvalho
Meg lilá
15
Inércia
Valéria das Dôres Moreira
Gaia
16
Indústria faturadora
Jéssica Rezende Silva
Brisa
17
Itinerário
Valéria das Dôres Moreira
Gaia
18
Lágrima
Gilberto Mendes Gomes
Fiorella
19
Lua bonita
Lilian Jacqueline da silva
Lian
20
Me leve contigo
Isael Pereira da Silva
O sonhador
21
Meu bem-te-vi
Nídia Maria de Jesus
Amor Perfeito
22
Meu filho
Isael Pereira da Silva
O sonhador
23
Minha força
Lilian Jacqueline da silva
Lian
24
Mundo maravilhoso? Depende!
Marcos Henrique Andrade Inácio
Três Pontinhos
25
Não tem jeito
Marcos Henrique Andrade Inácio
Três Pontinhos
26
O mundo pede um novo movimento artístico
Jéssica Rezende Silva
Brisa
27
O último poema
Cássio Vilela Prado
Aturdido
28
Partidas à parte
Ary de Magalhães Viotti Neto
Matheus Marinho
29
Prece à lua
Nídia Maria de Jesus
Amor Perfeito
30
Presente passado
Marcos Henrique Andrade Inácio
Três Pontinhos
31
Puro amor
Nídia Maria de Jesus
Amor Perfeito
32
Século 21
Jéssica Rezende Silva
Brisa
33
“Vem conhecer Brumadinho”
Elisabete Aparecida Resende
Lisa
34
Ventre
Amélia Marcionila Raposo da Luz
Nhorinhá
35
Versos verdes
Amélia Marcionila Raposo da Luz
Nhorinhá
36
Vida
Marília de Lourdes Carvalho
Meg lilá

 Categoria “Poetas infantis”



VI CONCURSO DE POESIAS “PAULO VIOTTI” DO JORNAL de fato





Poesia
Poeta
Pseudônimo
1
A coroa da princesa
Isabela Aguiar de Paula
Bellinha
2
A escola –
Mayck Gabriel Soares Pereira
Cadu
3
A escola –
Débora de Lima Lopes
Florzinha
4
A flor rosa
Anne Victória de Oliveira Ferreira
Flor Feliz
5
A piada
Débora de Lima Lopes
Florzinha
6
As cores
Victória Maria José dos Santos
Helena
7
A tromba do elefante
Alice Rafaela Rocha Rodrigues
Princesinha
8
A vida é assim
Ketlen Carolina da Silva
Carol
9
Azul
Filipe de Jesus
Menino de Ouro
10
Boneca
Filipe de Jesus
Menino de Ouro
11
Brilhante
Gabriele Vitório Pereira de Almeida
Luz
12
Brinquedos legais
Alice Rafaela Rocha Rodrigues
Princesinha
13
Contrário
Matheus Felipe de Jesus Eleutério
Deusmar
14
Coração
Heloísa Pinheiro Araújo
Princesa da Ilusão
15
Declaração
Carla Vitória dos Santos Silva
Menina Cheirosa
16
Encantamento
Heloísa Pinheiro Araújo
Princesa da Ilusão
17
Estrada da vida
Ketlen Carolina da Silva
Carol
18
Ladrão de coração
Milena Ribeiro de Melo
Princesa da Manhã
19
Manjericão miudinho
Gabriel M. Nascimento
Rock
20
Mudanças
Davi Augusto Araújo
MC Pedro
21
O caubói
Gabriel Henrique Casteluber dos Santos
Victor
22
O circo
Nayanne Mayume de Carmo
Raio de Tempestade
23
O cisne
Alice Rafaela Rocha Rodrigues
Princesinha
24
O que seria do mundo
Ellen Rodrigues Quaresma
Bella Feliz
25
Passagem
Lorran Felipe Lopes Oliveira
Logan Hollywood
26
Poema de Natal
Brenda Stéfanyy Souza Santos
Stéfannyy
27
Poesia
Ketlen Rafaelly Cardoso Basílio
Morena
28
Procurando você
Milena Ribeiro de Melo
Princesa da Manhã
29
Relógio
Leandro Rubens da Piedade Bispo
Meninoblack
30
Saudade
Brenda Stéfanyy Souza Santos
Stéfannyy
31
Sentir alegria
Ellen Rodrigues Quaresma
Bella Feliz
32
Sorvete
Geovanna Eduarda de Araújo Melo
Rainha



Vencedores do prêmio “As 10 Melhores”

Feita a entrega dos Certificados, foram premiados os autores dos “As 10 Melhores” trabalhos. Nove poetas “faturaram” o prêmio: Gilberto Mendes Gomes, Amélia Marcionila Raposo da Luz, Lilian Jacqueline da Silva, Vera Regina Melo Biziak, Valéria das Dôres Moreira, Marcos Henrique Andrade Inácio, Ary de Magalhães Viotti Neto, Nídia Maria de Jesus e Marília de Lourdes Carvalho. O poeta Gilberto Mendes Gomes emplacou as duas poesias com as quais concorreu.
Os poetas receberam uma espécie de troféu, com o certificado e um livro de poesia de presente.

Os vencedores
Valéria das Dôres Moreira, recebendo seu troféu 
e um livro de Carlos Drummond de Andrade das mãos do 
vereador Aurélio do Pio: venceu como poema Itinerário

Gilberto Mendes Gomes

Gilberto Mendes Gomes venceu com os poemas “Acordo de partes”, que, entre outras, recebeu nota 10 de um dos jurados. Emplacou ainda a poesia “Lágrima“. Gilberto é um incentivador da leitura. Criou no supermercado da família um espaço de leitura, emprestando e doando livros. Mora em Aranha, adora ler, bater papo. É comunista (filiado ao PC do B de Brumadinho), poeta e sonhador.

Lilian Jacqueline da Silva
Outra vencedora foi Lilian Jacqueline da Silva, que se inscreveu com o pseudônimo de “Lian”. Lilian gosto muito de escrever textos, e durante algum tempo escreveu poesias. Gosta de política e está sempre envolvida no mundo da comunicação. Fez o curso de Contabilidade e após um tempo, iniciou o curso superior em Biblioteconomia. Mãe de “duas filhas maravilhosas, que me fazem continuar lutando para melhorar o mundo”, diz a poeta. Concorreu com três trabalhos: a vencedora “Cantilena” e, ainda, “Minha força” e “Lua bonita”.

Valéria das Dôres Moreira

Valéria das Dôres Moreira foi mais uma vencedora. Com o pseudônimo “Gaia”, ela concorreu com os poemas “Inércia”, “Estações” e “Itinerário”, esta, vencedora do prêmio. Valéria é filha de Brumadinho, cidade que ama tanto! Bacharel em Direito, atualmente é a Secretária Municipal de Administração da Prefeitura Municipal de Brumadinho. Ama literatura, especialmente poesia e mais ainda o poeta Manoel de Barros. Gosta de culinária, vinho, música e bons diálogos.
Marília de Lourdes Carvalho - à direita -
concorreu com três belos poemas. Venceu
com “Vida”. Recebeu seu “Certificado de
Participação” das mãos de Arlete Balbino

Marília de Lourdes Carvalho

A dançarina Marília de Lourdes Carvalho, que participou de Concurso de Poesias do Jornal de fato pela primeira vez, concorreu com três poemas: “Vida”, “É vida também” e “Fale Comigo”. Venceu com o poema “Vida”. Marília nasceu em Conselheiro Lafaiete e veio para Brumadinho ainda pequena. Mora no bairro São Sebastião, ama a natureza, gosta de dançar, nadar, cantar. Durante muitos anos foi professora de pré-escola e de dança. Gosta de escrever poesias, crônicas e até letras de música. Usou o pseudônimo “Meg Lilá”.
Amélia Marcionila Raposo da luz
Amélia Marcionila Raposo da luz participou do Concurso pela segunda vez. Como da vez anterior, desta vez também foi vencedora. Desta vez emplacou o poema “A terceira mão”. Concorreu também com mais dois, “Ventre” e “Versos Verdes”. Moradora da cidade de Pirapetinga, no interior de Minas Gerais, Amélia usou o pseudônimo “Nhorinhá”.
Nídia Maria de Jesus
Outra grande poeta brumadinense também ficou entre “As 10 melhores”, com o poema “Prece à lua” (disputou também com “Meu bem te vi” e “Puro amor”. Nídia é a mais assídua participante de Concurso de Poesias do Jornal de fato, tendo participado pela sexta vez. Usou o pseudônimo “Amor perfeito”. Nídia foi professora, é viúva, gosta de exercícios físicos, de escrever, ler, fazer palavras cruzadas, e de estar de bem com a vida. Acredita que o amor e o perdão devem estar sempre de mãos dadas. Venceu nosso Concurso pela 6ª vez consecutiva.
Nídia Maria de Jesus recebendo
seu troféu das mãos do
vereador Carlos Mendes: venceu
com o poema “Prece à lua”

Ary de Magalhães Viotti Neto

Natural de Araxá, formado em Ciências Contábeis, morador de BH, Ary de Magalhães Viotti Neto é coautor do livro “Prosa e Versos escolhidos – Momentos de Sabedoria e Alegrias”, trabalha na Controladoria Geral do Estado de MG, gosta de ouvir músicas clássicas e MPB, e quer escrever outro livro e uma peça de teatro. Os finais de semana passa em seu sítio em Caetano José, Bonfim. Concorreu com o poema “Partidas à parte” e usou o pseudônimo “Matheus Marinho”.

Vera Regina Melo Biziak

Vera Regina Melo Biziak usou o pseudônimo “Vanessa Rios” e concorreu com a poesia “Divagações”. Vera mora em BH, é casada, trabalha nos Correios – inclusive já trabalhou bom tempo em Brumadinho -, é graduada em Letras e Língua Inglesa pela UFMG. Seus hobbies são ler, assistir filmes e escrever poesias.

Marcos Henrique Andrade Inácio

O garoto Marcos Henrique Andrade Inácio, 16 anos, foi mais um vencedor. Marcos Henrique, aluno do 9º ano da Escola Municipal Antônio Salles Barbosa, no bairro Tirol, em Belo Horizonte, é o tipo “bom garoto”, orgulho da família. Religioso, gosta de tocar violão, cantar, ler, e no momento tira onda de desenhista. Gosta de estudar, ler a Bíblia e adora sua família. Concorreu com três trabalhos: “Não tem jeito”, “Presente passado” e “Mundo maravilhoso? Depende.” Venceu o VI Concurso de Poesias “Paulo Viotti” do Jornal de fato com o poema “Mundo maravilhoso? Depende.” Três Pontinhos. Era seu pseudônimo.       
Vencedores mirins

Entre os poetas infantis, os vencedores foram Filipe de Jesus, com o poema “Boneca”; Gabriele Vitória Pereira de Almeida, com o poema “Brilhante”; Carla Vitória dos Santos Silva, com o poema “Declaração”; Milena Ribeiro de Melo, com o poema “Procurando você” e Heloísa Pinheiro Araújo. Heloísa venceu com dois trabalhos “Encantamento" e “Coração”. Todos esses alunos são de Betim, da Escola Edir Terezinha de Almeida Fagundes, localizada no bairro Guanabara e do mesmo ano na escola.
Filipe de Jesus, pseudônimo “Menino de Ouro”, tem 12 anos, estuda no 4º ano, gosta muito de poesia e concorreu com os poemas “Azul” e “Boneca”.
Gabriele Vitória Pereira de Almeida, pseudônimo “Luz”, tem 10 anos.
Carla Vitória dos Santos Silva, pseudônimo “Menina Cheirosa”, tem 10 anos.
Milena Ribeiro de Melo, pseudônimo “Princesa da Manhã”, também tem 10 anos.
Heloísa Pinheiro Araújo, de 12 anos, concorreu com duas poesias, “Coração” e “Encantamento” e usou o pseudônimo “Princesa da Ilusão”.
Os outros 4 vencedores foram de Belo Horizonte, da Escola Eloy Heraldo Lima, do Bairro Jatobá IV. São eles: Ellen Rodrigues Quaresma, pseudônimo “Bella feliz”, venceu com o poema “O que seria do mundo” mas concorreu também com a poesia “Sentir alegria”.   Ellen nasceu em 13 de novembro de 2000, gosta de escrever e de estudar matemática. Tem muito amor por sua família, ama sua minha avó e é muito feliz!
Gabriel M. Nascimento, pseudônimo “Rock”, concorreu com o poema “Manjericão Miudinho”. Ele é do 2º ano, tem 8 anos. Gosta de estudar, ler e jogar futebol. Gosta também das aulas de arte e de educação física, além de gostar muito de conversar.

Isabela Aguiar de Paula usou o pseudônimo “Bellinha”. Nasceu em 15 de novembro de 2001, está no 6º ano, gosta de escrever e de estudar Matemática e Ciências. É muito falante. Disse eu adorou participar do Concurso. Venceu com o poema “A coroa da princesa”.
Matheus Felipe de Jesus Eleutério, vencedor com a poesia “Contrário”, tem 10 anos, está no 5º ano, gosta muito de estudar. “Deusmar” era seu pseudônimo.  

Jurados
A escolha das 10 melhores poesias foi feita por um grupo de jurados formado por 5 pessoas, no caso das poesias de adultos e 6 jurados, no caso das poesias das crianças: Valdir de Castro de Oliveira, Armando Sérgio de Souza, Marcelo Correa “Jabah”, Bia Costa, Reinaldo Fernandes e Gabriel Fernandes Alves (poesias infantis apenas). O jornalista Valdir de Castro de Oliveira é poeta de mão cheia, autor do livro “Réquiem para Inhotim”, de poesias; coautor de “Os alicerces da Utopia – Saúde e cidadania no SUS de Brumadinho” e autor de um dos textos do livro “A rádio entre as montanhas” (org. Nair Prata). Valdir foi Editor do jornal Circuito Notícias por muitos anos e do Tribuna do Paraopeba também por vários anos, jornal que fundou; editor e apresentador do programa radiofônico “De Olho na Notícia” da ex-Inter FM (atual Regional), professor da Fundação Oswaldo Cruz depois de ter se aposentado pela UFMG.
Armando Sérgio de Souza, o Professor Serginho, leciona Língua Portuguesa em escolas municipais de Brumadinho, é poeta, compositor de mais de 200 canções, já escreveu dezenas e dezenas de trabalhos literários e já foi vencedor de concurso de poesias do jornal de fato, além de ter produzido um filme sobre Guimarães Rosa.
O músico Marcelo Correa Jabah era, até pouco tempo, Diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de Brumadinho. Cantor, compositor e letrista, é produtor cultural, já teve um CD autoral gravado, venceu festivais de músicas de Brumadinho e Belo Horizonte, e participa de bandas de famosos como Saulo Laranjeiras.
A jovem Bia costa lançou recentemente seu primeiro livro, “O Caminho Para as Borboletas”, editado pela Editora Tereart, Teresópolis, RJ, 2013, 64 páginas (www.tereart.com.br).
Reinaldo Fernandes é Editor do jornal de fato. Professor universitário e da Rede Municipal de Belo Horizonte, graduado pela PUC Minas, especialista em Linguística pela mesma Universidade, Mestre em Linguística pela FALE – Faculdade de Letras – da UFMG e autor do livro de poesias Trilhas (Editora Por Ora, 1996), além de vencedor do Concurso de Poesias da E. M. Antônio Salles Barbosa (1995) e de vários festivais de música, além de concurso de contos.
Gabriel Fernandes Alves tem 8 anos, cursa o 2º ano, gosta muito de ler e já escreveu suas primeiras poesias.
Cada um dos jurados, ao serem procurados pelo Jornal, mostrou imensa boa vontade em ajudar na escolha, de forma gratuita, abrindo mão de parte de seu precioso tempo. A eles e a ela o agradecimento do jornal de fato pelo carinho, pela dedicação e pela boa vontade com que analisaram os poemas.
O Jornal agradece também à Presidente da Câmara Municipal, Renata Marilian Parreiras e Soares, que prontamente cedeu o espaço da Câmara para a realização da cerimônia de premiação.

Conjunto dos poemas

As filhas de Paulo Viotti, Fátima
 e Paola Viotti, se emocionaram com
a homenagem prestada ao poeta.
Nesta foto, Paolinha Viotti
recebendo seu “Certificado de
Participação” pela poesia
“Estrela”, em que referia-se ao pai
O VI Concurso DE POESIAS “PAULO VIOTTI” do JORNAL de fato quis “contribuir no aquecimento, na divulgação e na ampliação das manifestações culturais de Brumadinho, dando oportunidade aos nossos leitores e artistas de mostrarem sua arte, e oferecendo aos cidadãos oportunidade de alimentar de emoção e beleza a alma e espírito.” O Jornal de fato quer que as pessoas escrevam, as que sempre escrevem e as que querem começar a escrever. Que elas possam publicar seus versos, que possam encantar as outras pessoas, que possam se orgulhar dos versos que escrevem. Porque, acredita o Jornal, a vida precisa de arroz com feijão mas precisa também de música da boa, de muita arte e de poesia. A gente precisa alimentar o corpo, mas precisa também alimentar o espírito: são as duas coisas que mantém a gente vivo, de pé.
Antes de ter início a cerimônia propriamente dita, foram distribuídos os poemas aos presentes para que pudessem conhecer “o conjunto da obra”.

Poesias Vencedoras do prêmio “As 10 Melhores”

Abaixo, e na página ao lado, cinco as 10 poesias que faturaram o prêmio de “As 10 Melhores”, pela ordem alfabética dos poemas. Na próxima edição, publicaremos outras, até que possamos publicar todas. É um belo conjunto que merece ser lido por todos os leitores. Na próxima edição, publicaremos os poemas dos poetas infantis.

VI Concurso de Poesias “Paulo Viotti” do Jornal de fato - 2013

Poemas da categoria “Adultos”

Acordo de partes
Autor: Gilberto Mendes Gomes
Pseudônimo: Fiorella

Acordei com você
você descumpre.
Mas não estou só, comigo cada instinto.
Acordamos nós, como nós numa só.
Agora acordo só... bamba, santa, benta
mas viro pro lado que a outra arrebenta.
Ressinto e refaço cada passo
procuro por pegadas recentes,
as pegadas que ainda sinto
ainda por cima descentes.
Passo por este recinto seu
procuro, apalpo, lembro e laço.
Guio em minhas pernas nuas
minhas mãos como suas.
Quero-me tanto agora..tanto..tanto..
tanto quanto quis que me quisesse.
Não estou só, consigo agora,
consigo desatar
eu consigo e sem você.
Eu por nós,
Anseio, cio, suo, sacio.
Sou sua...
Sua por mim mesma.


A Terceira Mão
Autora: Amélia Luz
Pseudônimo: Nhorinhá

A terceira mão é a da inclusão,
É a mão da vida! Aquela que agarra
A oportunidade na hora preferida!
É a que dá as cartas, bate o curinga
Enfrenta o desafio, supera o fracasso
Arranca o espinho, cumpre o dever
Ao ter a impressão digital
Que identifica o ser ou não ser...
A terceira mão é a mão do perdão,
É a que consola, a que afaga,
A que apaga a dor do amor perdido
Na hora amarga da solidão!
É a que dá de beber, a que estende a esmola,
A que vai embora e a que dá o último adeus...
É aquela que firme, segura as rédeas,
Do cavalo a galope do destino, na noite escura!
É a mão que, sensível, procura o corpo frágil,
Da mulher-amante, e sai de braços dados,
No dia dos namorados
Na passarela dos invisíveis.
É a que fecha as cortinas,
A que despetala em silêncio a rosa do amor
Na hora plena do encontro dos apaixonados...
É a mão benta do menino que escreve o poema
Na luz rara da manhã ensolarada...
É a mão da liberdade que abre a mala dos segredos
E deixa sair o último pássaro prisioneiro,
Em vôo livre, passageiro!

Cantilena
Autora: Lilian Jacqueline da Silva
Pseudônimo: Lian

Curtir-me.
Falar em nós.
Abraçar o mundo
Envolver o céu.
Apertar o passo
Andar caminho errado
Correr trilhas ziguezagueantes.
Parar para te ver,
Parar para me ver,
Neste espelho quebrado.
Oscular-te assim, amuado.
Maliciosamente.
Envolvente...
Pensar na vida.
Divagar sobre trajetos,
Objetos,
Desconexos. Dividida.
Telepatizar sua aura.
Ver-te ao avesso.
Olhar-te travesso.
Notar sua mão.
Sentir emoção.
Desejo seu chão,
Morar em seu coração.

Paz!
Jaz
Submersa,
Imersa,
Ausente,
Doente,
Entranha,
Estranha,
Calada,
Amuada,
Dormente,
Inconsciente.
De repente tudo.
Agora nada.
Reles.
Vil.
Ignóbil.
Doa-te!
Peça!
Procure!
Ama-te.   

E venha
Ali naquela rua...
Onda sonora,
Cérebro angelical.


Divagações
Autora: Vera Regina Melo Biziak
Pseudônimo: Vanessa Rios

Eras como uma gota a
Escorrer entre meus dedos
Tão gelado e tão claro
A esconder os seus segredos

Se vinhas ou se ia
Não se podia precisar
A areia branca da praia
Cegava meus olhos ao luar

Ah! De repente a brisa!
Tão cálida! Tão lancinante!
Perdi-me do tempo!
Já não vivo uma vida errante!

Não me dei conta das horas que estive aqui
Absorta em pensamentos, divagações abstratas
Tão perto, tão longe...
Quem sabe a pensar em nada!

Nesse instante as ondas meus pés vieram beijar
Com uma espuma branca, gelada como meu coração
Dou-me conta de que o mar agora é um tapete negro
Mostrando que as cortinas do firmamento cobrem o chão

Tudo agora é imensidão, profundezas e vazio...
Meu pranto se confunde com as ondas que vão e que vem
Os pensamentos emaranhados
Na beleza de se querer bem

Vejo uma fresta de luz pálida
Um raio de sol cobrindo o oceano
Tenho a certeza que hoje é um novo dia
E talvez fique pra trás todos os meus enganos...


Itinerário
Autora: Valéria das Dôres Moreira
Pseudônimo: Gaia

Inda tento acreditar nessas coisas
que só conhecem gente criada
com os pés no chão
e estrelas no teto.

Vez ou outra
vem na  minha janela
no quinto andar
dessa cidade grande deserta
um beija-flor comedido,
perdido.
Água doce ele bebe
é na janela do vizinho,
mas como sou eu quem vê
a sorte é minha.

Tenho saudade de coisas velhas
como tenho de coisas novas

Buscar água na fonte era obrigação
respingada de prazer.
Jogar finca na terra molhada,
romper a linha, entrar na casa.
Maçã era coisa rara
que a mãe trazia da Capital
quando ia ver a vó.

Chuva não olhava.
Molhava.
Tirava os sapatos,
subia o morro
na enxurrada.

Sombras não eram  monstros ocultos,
eram de roupa branca
voando no varal
e pescaria só de piabas,
com meus irmãos.
Apanhava ramos no mato,
varria o quintal
que ficava com cheiro de erva.

Na jovem guarda
cantava, mas  inda não entendia
essa história
de mandar tudo pro inferno.
Mas lembro bem do sabugueiro,
da coruja que lhe fez de moradia.
Do espinheiro e da casa,
entre a linha de trem e o rio.

Sempre morei nalgum lugar
donde se ouvia o trem de madrugada.
Até hoje não posso dormir
se o escuto passar.
Parece que deixei de ir.

Aula era de manhã.
Casaco de flanela xadrez e
cachecol  feito em casa
pra enfrentar a bruma e a matemática.

Bonecas eram de louça
e viviam surdas-mudas
na porta do armário
que tinha vidro
e cortina de voil.
Um dia cheguei em casa
e elas estavam crucificadas
Pregos, pedaços de louça
e os restos imortais no chão.

A lua aqui, ainda é amarela.
Vive atrás das montanhas
atravessa o céu
em cima da gente,
dentro da gente,
em todo lugar
e escorre pelos rios,
pelas ruas
nos amores,
nas saudades.

Mudamos de casa
mais de uma vez
e também no jardim de agora
tem  alecrins, rosas e jasmins.
Não posso viver sem isso.


Lágrima
Autor: Gilberto Mendes Gomes
Pseudônimo: Fiorella

Acho-me incerta,
E com toda razão
Abandono seus olhos
Incontida vazão
Entre cantos espremidos
Prantos gemidos
Vazo, esvazio um vaso
No fundo no fundo dois rasos
Cego, seco por acaso
De cada nina uma mina
O sono e a noite, atravesso
A fronha o travesseiro
Feita do riso o oposto
Feito rio percorro seu rosto
E mostro como mar
Todo meu gosto.

                                                          
Partidas à parte
Autor: Ary de Magalhães Viotti Neto 
Pseudônimo: Matheus Marinho

Prece à lua

Autora: Nídia Maria de Jesus
Pseudônimo: Amor Perfeito

Lua,
Clareia aquela alma,
Põe luz e vê se acalma
Quem não sente paixão
E amor no coração.
Desperta algum desejo,
Mesmo sendo lampejo
Que se troca por beijo,
Abraço e até por queijo...

Lua,
Invada o seu recanto,
Resplenda todo encanto,
Reflete com sua luz,
Nos versos que compus
Pra “ele”, e estão guardados
Num canto, sufocados
Com a dor da solidão,
Pedindo compaixão...

Lua,
Desfolha as margaridas
Que estão já constrangidas
Com tanto desamor
Regado pela dor
Por não serem colhidas,
Não serem oferecidas
Num belo ramalhete
E ornar o meu banquete...
Oh lua!
Desperta o grande amor
Naquele “Meu senhor”
E o faz amar a vida,
Que é bela e colorida.
Faz ele esquecer
Da dor, do mau querer,
Buscando-me depressa
Pra amarmos sem a pressa.


Mundo maravilhoso? Depende!
Autor: Marcos Henrique Andrade Inácio
Pseudônimo: Três Pontinhos


Vida
Autora: Marília de Lourdes Carvalho
Pseudônimo: Megh Liláh

Vida que um dia foi vida,
vida que trazia alegria.
Menina que fingia,
que nada percebia
e mesmo em completa nostalgia,
sorria, corria, pulava,
brincava, amava...
Enquanto pensava.
Menina que vivia aquela vida
subia no pé de goiaba,
subia no pé de manga e lá do alto,
achava que o céu ficava mais perto
mais perto do que era belo
mais perto do azul
e de tudo que para ela
era  muito mais singelo.
Vida que foi mudando aos poucos
crescia e nem percebia,
a mudança em seu corpo
pequeno e frágil,
e que não entendia
nada do que estava acontecendo.
E foi aí que começou...
foi ai que tropeçou primeiro,
que levantou sozinha,
derramou lágrimas sem que vissem
e por testemunha alguém invisível,
que cuidava dela e a protegia
até mesmo quando o coração doía.
Caminhou por ruas sentindo sob os pés,
pedras pontiagudas de uma cidade antiga;
Procurava as mais afiadas
que lhe faziam doer,
aqueles mesmos pés que um dia,
pulavam amarelinha,
corriam  na pracinha
e achava que na vida tudo seria fácil,
tudo seria bom
e que a morte nunca viria.
Vida que a levou para outra cidade,
onde achou que não existia a maldade
que teria muitos amigos verdadeiros
que nunca se decepcionaria,
e ali se apaixonaria
e nunca abandonaria
aquele amor, aquele amigo
aquele abraço
que jamais terminaria.
Menina que logo que desabrochou
murchou,
se decepcionou, se enganou e perdoou
aqueles que amara,
que lhes foram caros.
Que buscou e nada encontrou,
que correu e nada conseguiu
que suou, mas foi em vão,
subiu mas não alcançou o topo,
não achou saída
não achou entrada
nem mesmo um caminho
que desse para qualquer estrada.
Menina que cresceu
e não mereceu
o destino que recebeu.
A água que lhe fugia das mãos,
a flor que não colheu,
o abrigo que não recebeu,
e o coração novamente lhe doeu
como em doença.
Mulher que tenta levar a vida
Compreendendo e amando
Mas que ainda lhe falta maldade
Para perceber muita coisa
Pois o que mais tem no mundo
Neste mundo que precisa mudar
E não dá para esperar
E tem que ser urgente
Pois o que falta a tanta gente
É amar seu semelhante...
É amar seu semelhante...