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segunda-feira, 18 de maio de 2015


Edição 173 – Abril 2015
Editorial

Operação Zelotes e HSBC: melhor fingir que não existem

É bem provável que o caro leitor não tenha ouvido falar da “Operação Zelotes”. Sobre o escândalo do banco HSBC, talvez o leitor tenha ouvido algum ruído, e só isso. Mas o leitor deve estar saturado de tanto ouvir falar da Operação Lava Jato, “corrupção na PETROBRÁS”, doleiro Alberto Yousseff, delator Paulo Roberto Costa.
E por que se ouve tanto sobre PETROBRÁS e nada sobre Zelotes e HSBC?
Os dados iniciais apurados pela polícia Federal na Operação Zelotes levam a crer que parte do dinheiro envolvido pode ser maior do que o que vem sendo apontado na Lava Jato. A Zelotes apura um esquema que causava o sumiço de débitos tributários, uma forma de desfalcar os cofres públicos. Entre os acusados estão empresas como a RBS, maior afiliada da Rede Globo: os investigadores desconfiam que a RBS pagou 15 milhões de reais para que desaparecesse um débito de 150 milhões de reais. Estariam envolvidas também Ford, Mitsubishi, BR Foods, Camargo Corrêa, Light e os bancos Bradesco, Santander, Safra, BankBoston e Pactual. O esquema desbaratado pela Operação Zelotes subtraiu do Erário pelos menos 5,7 bilhões de reais, de acordo com as investigações de uma força-tarefa formada por Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Corregedoria do Ministério da Fazenda.
Reinaldo Fernandes
Editor
 O escândalo do HSBC envolve executivos donos de veículos de comunicação, como Veja, do Grupo Folha (jornal e UOL), Globo, Band, TV Verdes Mares; TV Tribuna; jornais jornal “Gazeta Mercantil”, “Diário do Nordeste”, Rede CBS de rádios, rádios Curitiba e Ouro Verde FM, rádio Tribuna. São herdeiros e jornalistas, todos com contas correntes no banco na Suíça, como Carlos Roberto Ratinho (SBT), Arnaldo Bloch (“O Globo”), José Roberto Guzzo (Editora Abril), Mona Dorf, Reinaldo Azevedo, da Veja; a família Dines (Observatório da Imprensa) etc. Foram US$ 7 bilhões (cerca de R$ 19,5 bilhões) sonegados em impostos.
E por que se ouve tanto sobre PETROBRÁS e nada sobre Zelotes e HSBC?
Porque a PETROBRÁS está sob o comando do PT. Mesmo que a corrupção na estatal tenha começado há dezenas de anos atrás e que, só agora, o Ministério Público e a Polícia Federal tenham tanta liberdade para investigar – e prender – o importante é atacar, falar o tempo todo, repetir o noticiário em todos os jornais, numa tentativa de convencer a população de que a corrupção foi criada pelo PT e não de que o PT combate a corrupção, e, por isso, ela é mais visível. Já no caso Zelotes e HSBC, não envolvem instituições sob o comando do PT, e não há petistas acusados. Daí, a grande imprensa acha que não deve tocar no assunto. Trata-se de um “combate” seletivo à corrupção: só se fala nela quando a intenção é destruir o PT. No caso do HSBC, com tanta gente da grande imprensa envolvida, melhor mesmo é esquecer. 
 


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