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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Edição 182 – Janeiro 2016
Editorial
Quaresma é tempo de reflexão: que tipo de prefeito queremos?

“A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte.” Não é um luxo, é direito. Todos temos direito à diversão. E ao carnaval também!
E não houve a carnaval em Brumadinho. Quer dizer, não houve carnaval “oficial”, preparado pela Prefeitura. Já em cidade vizinhas como Moeda e Bonfim, a folia comeu solta! Em Bonfim teve início em 17, depois 24 e 31 de janeiro. E nos outros cinco dias, de sexta a terça-feira. Em Moeda também!
Apesar da Prefeitura, setores da sociedade brumadinense não deixaram o carnaval passar em branco por aqui. Na Av. do Bananal, ali ao lado da Bruma, Alex do Lino, André Gomes e Celton armaram o MotorHome (um ônibus-casa), colocaram som mecânico e quem quis comer um tira-gosto, beber uma cerva e brincar teve sua oportunidade. No bairro Progresso, o bar do Jesinho levou samba, pagode e “pagonejo” três dias ao vivo. Ainda houve folia em pelo menos mais dois locais, no Aurora Clube e em Casa Branca.
Estive na Av. do Bananal na noite do sábado, comendo churrasco com meu filho, sentado no meio-fio. Fiquei observando a reação de pessoas que passavam por ali e não viam a Avenida cheia. Mostravam-se decepcionadas. Um pessoal que veio de Betim, e parou o carro para perguntar, não queria acreditar quando expliquei que não tinha o carnaval dos anos anteriores.
Mas por que não houve carnaval da Prefeitura? Alguns poderiam acreditar na alegação da Administração de que a culpa seria da “crise” econômica. Mas vejamos:
A crise existe para todos, e não apenas para Brumadinho. Nossa cidade teve uma receita – em plena crise - de em torno de 180 milhões em 2016. A previsão feita pela própria Prefeitura para 2016 é de arrecadar próximo aos R$ 183.000.000,00 (cento e oitenta e três milhões de reais). Ora, a receita da vizinha Bonfim (que fez carnaval durante 8 dias!) foi de menos de R$ 12 milhões em 2014, R$ 18 em 2015, o mesmo valor que a Prefeitura de lá pretende arrecadar em 2016. É uma arrecadação 10 (dez!) vezes menor do que a Brumadinho. Outro exemplo é a cidade de Moeda: arrecadação 12 vezes menor do que a de Brumadinho (R$ 14.500.000,00 e R$ 15.236.696,58 para 2015 e 16, respectivamente) e carnaval durante cinco dias.       
Reinaldo Fernandes
Editor
Em 1999, depois da cassação do ex-prefeito Gibiu, a Prefeitura resolveu que não faria o carnaval na Avenida do Bananal. Então, o PT, Partido dos Trabalhadores de Brumadinho, decidiu realizá-lo. Foram cinco dias de Avenida do Bananal enfeitada, dez barracas vendendo, policiamento até às 4 da manhã e som mecânico. E a avenida lotada! E ainda houve um matinê no domingo!
A questão não é falta de dinheiro. A questão é não respeitar o sagrado direito da população de ter seu carnaval. Com um orçamento de mais de R$ 180 milhões – ou com apenas R$ 15 milhões – pode-se fazer um belo carnaval. Mas precisamos ter na Prefeitura um Prefeito compromissado com a população e seus direitos. Precisamos de um prefeito competente, criativo, inteligente. O problema não é a crise econômica, é a falta de compromisso com os brumadinenses, é a incompetência. Para termos certeza disso, estão aí Bonfim e Moeda, para citarmos apenas duas vizinhas.
Mas nem tudo está perdido. As eleições de outubro estão aí! Se quisermos confetes e serpentinas em 2017, vamos ter que fazer a coisa certa em 2016. Ou então, daqui a um ano, vamos ficar apenas “chorando as pitangas”: ao invés de carnaval, apenas quarta-feira de cinzas.   
Edição 182 – Janeiro 2016
Açucena: a rua inacabada

Há anos os moradores da Rua Açucena, no bairro Bela Vista, esperam por uma ação básica da Prefeitura de Brumadinho: acabar de construir a rua. Isso mesmo. A Rua Açucena termina onde começa a Rua Gipson, no mesmo bairro, e, simplesmente, ficou inacabada. Por ali, é impossível passar qualquer veículo: se alguém tentar, ficará dentro de um dos tantos buracos provocados pela chuva e outras intempéries. Os moradores estão cansados de pedir e de esperar. Cansados da administração anterior, esperavam que nesta, do prefeito Brandão (PSDB), o serviço fosse feito. Não foi.

O mais admirável é que se trata de apenas um pequeno trecho de menos de cem metros. Chega a ser ridículo ver aquele trecho, com ruas asfaltadas de um lado e do outro, e ele ali, envergonhando a cidade, mostrando a falta de capacidade administrativa da atual gestão, prejudicando os moradores. “A Prefeitura sabe do problema, o Secretário de Obras e o Prefeito já estiveram no local mas demonstram uma capacidade ímpar de resolver o problema”, diz o Vereador Reinaldo Fernandes (PT). “Não é falta de pedir à Prefeitura, mas, infelizmente, só eles podem resolver o problema”, completa Fernandes.    

Fica aqui o apelo do jornal de fato para que a Prefeitura termine a rua. É um serviço que não demanda tantos recursos. E os moradores, que pagam em dia seus impostos, agradeceriam. 



    
Edição 182 – Janeiro 2016
Autor de Sob Suspeita é premiado novamente

Reinaldo Fernandes, autor do livro “Sob Suspeita” (Editora Poesias Escolhidas, 2015), acaba de ser premiado em mais um concurso nacional de literatura. Fernandes foi um dos vencedores do 4º Prêmio São Francisco Xavier de Literatura. O Concurso é realizado em São José dos Campos, na região do Vale do Paraíba, SP. Foram 171 contos de vários estados brasileiros e três países (Alemanha, Japão e Portugal). Reinaldo Fernandes foi selecionado para participar de uma antologia, com a crônica “Era muito para o coração de um pobre pai!” (inscrita no Concurso anteriormente à edição do livro “Sob Suspeita”, aparece nele nas páginas 34 a 37)   

A antologia contendo a crônica de Fernandes será lançada durante o Festival da Mantiqueira 2017, previsto para acontecer em abril, em São José dos Campos. Em março o livro deverá ser apresentado à imprensa. A obra terá 18 contos e 15 poesias. Os autores receberão como prêmio, além da publicação do trabalho, 20 exemplares da antologia.   
Os trabalhos selecionados nesta edição são de nove estados brasileiros: São Paulo, com 15 (maior número), seguido de Rio de Janeiro, com sete, e Distrito Federal e Minas Gerais com dois, sendo um deles de Reinaldo Fernandes. O outro mineiro, Israel Quirino, é de Mariana. Os demais estados (RN, PA, MT, RS, SC e AL) tiveram um trabalho selecionado. O concurso ainda selecionou um de Portugal. Do Vale do Paraíba foram escolhidos oito trabalhos de autores de São José (quatro), Taubaté (três) e Jacareí (um).
Fac-símile do blog do Concurso, com o resultado por ordem alfabética

 Premiação em Concurso Nacional de Poesias

Anteriormente, ainda em dezembro de 2015, Reinaldo Fernandes foi premiado no VII Concurso Literário “Cidade de Maringá” (PR). Fernandes foi um dos cinco vencedores do Concurso promovido pela Academia de Letras de Maringá (PR) e União Brasileira de Trovadores – Seção Maringá. Fernandes, que é autor do livro de poesias “Trilhas” (Ed. Por Ora, 1996), venceu na modalidade poema livre, com o tema “leitor”, e o poema "Sequestrador anônimo".

O livro “Sob Suspeita” foi lançado em 19 de dezembro. Mais de cento e vinte pessoas participaram do evento, entre convidados de Brumadinho e outras cidades vizinhas. Interessados em adquirir o livro podem entrar em contato com o autor pelo telefone 99209-9899. Segundo o autor, ele mesmo poderá entregar o livro ou enviá-lo pelos Correios. O livro pode ser adquirido também na Banca de Revistas e no Supermercado Superluna, no centro da cidade. 
Edição 182 – Janeiro 2016
Inhotim abre inscrições para primeiro Curso de Paisagismo
Em parceria com especialista Raul Cânovas, imersão nos jardins do Instituto vai apresentar os fundamentos do paisagismo tropical

Já estão abertas as inscrições para o primeiro Curso de Paisagismo no Inhotim, realizado em parceria com Raul Cânovas, especialista com mais de 50 anos de atuação na área. O evento acontece em 11, 12 e 13 (sexta, sábado e domingo) de março e tem foco no paisagismo tropical e sua flora. Durante os três dias, os participantes visitarão os jardins e realizarão conversas no Teatro do Instituto. O curso tem valor de R$ 660,50 e há descontos para estudantes, maiores de 60 anos, participantes do Programa Amigos do Inhotim e também para quem fizer matrícula até 19 de fevereiro (R$ 548,00). Os valores não incluem transporte até o Inhotim, almoço e hospedagem.
As vagas são limitadas e os interessados devem acessar o link www.jardimcor.com/inhotim para inscrição e mais informações.

Inhotim recebe doação de 17 mil orquídeas
Parceria com a Orchid Brazil traz uma das espécies mais famosas para o Instituto


No último janeiro, funcionários do Inhotim implantam pelo Parque cerca de 17 mil orquídeas de uma das espécies mais cobiçadas pelos colecionadores: a Cattleya walkeriana. Os exemplares foram doados por meio de uma parceria firmada com a Orchid Brazil, empresa especializada em orquídeas raras e melhoradas geneticamente.
As mudas estão sendo implantadas nas palmeiras entre as Galerias Fonte e Cildo Meireles, área que agora passa a se chamar Largo das Orquídeas . Outros exemplares serão colocados no entorno da Recepção e ao redor dos Restaurantes Oiticica e Tamboril. A previsão é que as Walkerianas iniciem sua floração a partir do mês de abril no Inhotim.
Segundo o diretor de Jardim Botânico do Inhotim, Lucas Sigefredo, o recebimento das orquídeas cumpre com alguns objetivos do Instituto. “Além de valorizar o paisagismo do Parque, as orquídeas vão compor a programação educativa que oferecemos aos visitantes. A ação também é importante para incorporar novas espécies ao Jardim Botânico”, explica.

Cattleya walkeriana

A espécie foi descoberta no século 19. Na capital mineira, durante a exposição nacional de orquídeas, há uma mostra específica dessa flor. Típica dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, está se adaptando facilmente a outras regiões e, assim, tem sido cultivada em todo o País. Segundo André Cavasini, a espécie é uma das mais procuradas pelos orquidófilos e possui alto valor no mercado. “Além de ser uma planta cultivável em todas as regiões, alguns exemplares possuem flores simétricas, o que contribui para valorizar uma orquídea”.

As informações são da Assessoria de Imprensa do Instituto. 
Edição 182 – Janeiro 2016
Juristas ingleses dizem que Lava Jato afronta Estado de Direito
O uso generalizado de prisões anteriores a um julgamento afronta os princípios mais básicos do Estado Democrático de Direito. Por isso, a forma com que a operação “Lava Jato” vem sendo conduzida pela Justiça Federal “levanta sérios problemas relacionados ao uso de prisões processuais, o direito ao silêncio e à presunção de inocência”.
A conclusão é de um parecer escrito por advogados da banca britânica Blackstone Chambers, sob encomenda dos escritórios que patrocinam a defesa dos executivos da Odebrecht na “Lava Jato”. Eles foram chamados a analisar as prisões processuais “no contexto da “Lava Jato” [ou Car Wash, como traduziram]” e confrontá-las com os tratados internacionais e com as tradições do Direito Comparado. Para os advogados ingleses, a condução da operação tem violado os princípios da presunção de inocência e o direito a um “julgamento justo em prazo razoável”.
Entre os problemas que encontraram na condução da “Lava Jato”, apontam o “uso impróprio da intenção criminosa para demonstrar a gravidade dos crimes investigados”; “assertivas genéricas para basear o risco de novo cometimento de crimes para justificar a prisão”; “a referência a acordos de delação [plea bargains, em inglês] como justificativa para detenções”; “demora na concessão de Habeas Corpus, muito por causa de múltiplas e sequenciais ordens de prisão”; e a “cobertura adversa e desregulamentada das investigações pela imprensa”.

“Lava Jato”

Segundo balanço do Ministério Público Federal, até 18 de dezembro do ano passado, 119 mandados de prisão foram expedidos, dos quais 62 foram de prisões preventivas, e 57, de temporárias. Outro balanço, também do MPF, diz que são 140 os denunciados e 119 os que tiveram a denúncia aceita pela Justiça, tornando-se réus. Outros 80 já foram condenados.
“Nessas circunstâncias, há preocupações reais de que houve falha na adequação do significado fundamental e histórico do direito à liberdade e à natureza expedita do remédio que representa o Habeas Corpus”, conclui o parecer da Blackstone. O texto é assinado pelos barristers Timothy Otty, Sir Jeffrey Jowell e Naina Patel.

Blackstone Chambers

Cabe uma explicação: a Blackstone não é um escritório nos moldes brasileiros. No Reino Unido, a advocacia se divide em duas carreiras, os solicitors e os barristers. Solicitors são os que representam os clientes em juízo.
Barristers são os profissionais responsáveis pelas sustentações orais, elaboração de pareceres e redação de petições e peças processuais mais importantes. Eles não se organizam em bancas de advocacia hierarquizadas, mas se juntam de maneira independente sob um mesmo “chapéu”, que chamam de chamber. A Blackstone é uma dessas organizações de barristers.


Edição 182 – Janeiro 2016
Nacional
Lula disponibiliza documentos e desmonta farsa do tríplex

Por meio do Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acaba de publicar um dossiê completo em que disponibiliza todos os documentos referentes ao famoso "triplex" do Guarujá. Lula publica seus contratos com a Bancoop, sua declaração de Imposto de Renda, a declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral e os contratos que compravam a desistência da ex-primeira-dama Marisa Letícia em continuar com o imóvel; "A mesquinhez dessa 'denúncia', que restará sepultada nos autos e perante a História, é o final inglório da maior campanha de perseguição que já se fez a um líder político neste País", diz a nota do Instituto Lula. "Sem ideias, sem propostas, sem rumo, a oposição acabou no Guarujá. Na mesma praia se expõem ao ridículo uma imprensa facciosa e seus agentes públicos partidarizados", diz a nota do Instituto.
Edição 182 – Janeiro 2016
Opinião
 O “iate” do Lula e o jornalismo “sem noção”
Fernando Brito

A Folha hoje se supera. Apresenta como “prova” da ligação de Lula com o sítio que ele nunca negou frequentar, em Atibaia, um barco comprado por D. Mariza, sua mulher e mandado entregar lá.
A “embarcação”, como se vê no próprio jornal, é um bote de lata comprado por R$ 4.100.
Presta para navegar num laguinho, com a mulher, dois amigos e o isopor, se ninguém fizer muita gracinha de se ficar em pé, fazendo graça.
É o “iate do Lula”, quase igual ao Lady Laura do Roberto Carlos e só um pouco mais modesto do que as dúzias de lanchas que você vê em qualquer destes iate clubes que existem em qualquer cidade praiana.
A pergunta, obvia, é: e daí que o Lula frequente o sítio? E daí que sua mulher tenha comprado um bote, sequer a motor, para pescar umas tilápias, agora que já não podem, como nos velhos tempos, fazer isso na represa Billings?
Qual é a prova de que a reforma do sítio foi paga pela Odebrechet (segundo a Folha) ou pela OAS (segundo a Veja)?
E se o Lula frequentasse a mansão de um banqueiro? E se vivesse nos iates – os de verdade – da elite rica do país?
O que o barquinho mixuruca prova a não ser a absoluta modéstia do sujeito que, quatro anos atrás, escandalizava essa gente carregando um isopor para a praia?
Os jornais, a meganhagem e a turma do judiciário – que já não se separam nisso – estão dedicados a destruir o “perigo lulista”.
Esqueçam o barquinho: o que eles querem é ter de novo o leme do transatlântico.
Perderam até a noção do ridículo, convencidos de que já não há resistência a ele nas mentes lavadas do país.
E acabam revelando que, em suas mentes, o grande pecado de Lula, que ganha em palestras pagas o suficiente para comprar uma “porquera” daquelas por minuto que passe falando, ou para alugar uma cobertura na Côte D’Azur do Guarujá é continuar pensando como pobre: querendo comprar apartamento em pombal e barquinho de lata para ficar de caniço, dando banho em minhoca.
É que ter nascido pobre é um crime que até se perdoa, imperdoável mesmo é continuar se identificando com eles.

Fernando Brito, jornalista, é Editor do Blog Tijolaço. Texto publicado em 30/01/2016

O “Escândalo do Barco” é o episódio mais ridículo da história da mídia.

Paulo Nogueira

Há uma cena particularmente engraçada no filme Butch Cassidy. No final, Butch e seu companheiro Sundance Kid estão encurralados num canto na Bolívia. A polícia local pede reforços para o exército nacional. Vão chegando soldados às dezenas, centenas. O comandante da tropa pergunta num certo momento ao chefe da polícia. “Quantos são?”
A resposta vem seca: “Dois.”
O comandante faz uma careta de espanto. Imaginava um número considerável de bandidos.
“Dois???”
“Dois.”
Lembrei desta cena com o episódio do barco de Lula. Imagino dois leitores da Folha, que deu o furo como se fosse um novo Watergate, num diálogo assim.

Leitor 1: “Viu essa? Descobriram um barco do Molusco. Pegaram até a nota fiscal. Não tem como negar e dizer que não é dele.”
Leitor 2: “Esse Molusco tinha mesmo que se ferrar. Nove Dedos. Brahma. Deve custar uma fortuna o barco.”
O Leitor 2 mentaliza um iate igual ao de Roman Abramovic, o dono do Chelsea. O nome é Eclypse, e é conhecido como o Iate de 1,5 bilhão de dólares.
Leitor 2: “Quanto custa o barco do Brahma?”
O Leitor 1 mostra quatro dedos.
Leitor 2: “4 milhões de dólares?”
Ele ficou até decepcionado. Que são 4 milhões de dólares diante de 1,5 bilhão?
Leitor 1: “Não. 4 mil reais.”
Leitor 2: “O que??? 4 mil reais???”
Ele estaria menos inconformado se o preço fosse pelo menos em dólar. Numa rápida conta, ele percebeu que poderia comprar uma frota de barcos como os do Brahma.
Leitor 2: “Você tem certeza de que não errou? Não são 4 milhões de dólares? Dá uma conferida no site da Folha.”
O Leitor 1 começa a desconfiar da sua informação. Pensa que deve ter visto errado. O Moro não faria estardalhaço por uma ninharia. Começa a se condenar por passar adiante uma quantia sem sentido. Seu interlocutor vai achar que ele é uma besta, um cara capaz de falar num homem de 8 metros. Pega seu celular e vai checar.
4 mil reais.
Leitor 1: “Tou com um problema de conexão. Não tá dando pra checar. O importante, aliás, não é o preço. É o barco em si. Molusco ladrão!”
E assim se despedem os dois leitores da Folha, rumo ao planeta paralelo em que vivem sob o noticiário do jornal.
Penso neles e penso na mídia. Os jornais já tinham perdido o pudor em relação ao jornalismo tão desiquilibrado e parcial que praticam. Agora perderam também o senso do ridículo.
Em minha carreira de 35 anos, vi muitas coisas cômicas, ou tragicômicas, em jornais e revistas. Estava na Veja, por exemplo, quando saiu o “Boimate”, a combinação de boi com tomate, piada de uma publicação científica americana que a revista levou a sério.
Vi a Folha publicar, depois de uma decisão de Fórmula 1 no horário brasileiro da madrugada, um texto com a vitória de Senna e outro com a vitória de Prost, tudo isso numa só página para o leitor ler como lhe conviesse.
Mas nada, rigorosamente nada, se compara em estupidez à tentativa de transformar um barquinho mixuruca num escândalo nacional.

Paulo Nogueira é jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo

Educação financeira: o que fazer para arrumar dinheiro com urgência?
Lélio Braga Calhau

Comentar com outras pessoas sobre o aperto financeiro não é uma experiência agradável. Dói compartilhar as angústias de ter contas chegando e não haver dinheiro em caixa para quitá-las. Quem conhece o “trauma” de ter um cheque devolvido por falta de fundos? A sensação de tristeza nos avassala nessas situações.
É um sentimento de impotência, uma frustração enorme e dolorosa com o resultado de decisões financeiras anteriores precipitadas ou feitas, em alguns casos, com indicações de pessoas mal intencionadas e que se revelaram, após meses ou anos, desastrosas. Isso pode afetar a todos nós.
Basta uma compra mal avaliada, como um financiamento de veículo, ou um comportamento compulsivo de compras a médio prazo, para se instalar uma pandemônio na vida do devedor e de toda sua família. Temos, então, que nos “policiar” sempre para que nosso equilíbrio financeiro seja mantido. E se temos família para tomar conta, esse cuidado não deve ser só redobrado; deve ser muito mais intenso.
Eu sempre ouvia pessoas próximas comentando casos assim. Todos nós conhecemos alguns, ou que ocorreram em nossas vidas, ou com amigos e familiares. Ultimamente está acontecendo algo mais doloroso comigo. Pelo fato do nosso trabalho de divulgar a educação financeira e os direitos dos consumidores estar ficando mais conhecido, tenho sido abordado por pessoas na minha cidade, nos fóruns e em eventos do meio jurídico, que se encontram muito endividadas.
Há gente endividada com todo o tipo de renda. Para muitos, a queda surgiu por conta do elevado padrão de consumo, para outros, com nomes mais diversos e motivos mais confusos, a ostentação, a “curtição”, o compromisso único com o presente em detrimento do futuro. Esses são apenas alguns dos exemplos.
Lancho numa pequena padaria perto da minha casa. É um “pastel de vento” de queijo e um refrigerante. Sei que a combinação não é saudável, mas é simples e remete à minha infância. Eu estou ali sentado e quase sempre é do mesmo jeito. As pessoas se aproximam e pedem conselhos financeiros. Vejo nos olhos deles a frustração e a dor de terem colocado a família em uma situação de grave endividamento. É triste ver isso nos olhos das pessoas.
Alguns estão marejados, outros escondem a dor e a vergonha de estarem com dívidas não honradas. Ao contrário do que se ventila, há muita gente honrada neste mundo e há pessoas em desespero por conta de estarem quase “quebradas”. Como promotor de justiça posso fazer muito pouco, já que o Ministério Público não atua judicialmente nesses casos, mas como ser humano, ouço e recomendo que as pessoas procurem advogados, contadores (ajudam muito a calcular novas possibilidades) ou defensores públicos.
Pense muito antes de fazer um gasto fora da sua realidade. Juventude passa, dinheiro voa e os “amigos” somem. Muita gente que ostentava há 20 ano, ou até menos, está hoje na rua da amargura. Sozinho.
Se você foi colhido nessa situação de forte endividamento, não se entregue. Levante a cabeça. Vai dar trabalho, mas procure especialistas e renegocie. Troque dívidas por outros empréstimos mais baratos. Analise as taxas de juros e opte sempre pelas mais baixas. Quite ou amortize as dívidas.
Como? De várias formas. Uma delas é vender coisas que já não lhe são mais úteis. Tenho certeza que você tem roupas, um celular, computador ou até uma TV que já não usa mais. Que tal vender esses itens e levantar um dinheiro com o que você já não precisa mais? Há famílias que organizam bazares na garagem para se livrarem do que não usam. Ganham dinheiro e mais espaço em casa.
Outra sugestão é fazer bicos. Encontrar uma atividade paralela fora do horário de trabalho pode dar aquela folga no orçamento. Possibilidades existem milhares. Você pode ser ajudante de pedreiro, de pintor, diarista ou até mesmo fazer artesanatos ou chocolates para complementar a renda. O mais importante é não se abater, nem desanimar diante das dificuldades.
Os chineses dizem que crise abre portas para oportunidades. Toda crise em que me envolvi na vida, de algum modo me serviu para crescimento e amadurecimento. Saí muito mais forte depois de eventos financeiros negativos do passado. Não desanime e respeite o ditado popular de que “o dinheiro não aceita desaforo”. Sua família vai lhe agradecer sempre!
Lélio Braga Calhau é Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ, palestrante e Coordenador do site e do Podcast "Educação Financeira para Todos".

Privatizar Valor e Socializar Crimes Ambientais

A noção de valor compartilhado diz respeito à mudança de compreensão sobre o papel das empresas junto à sociedade. Ela busca demonstrar que a responsabilidade social empresarial vai além da geração de bens e serviços úteis a sociedade, criação de empregos, pagamento de salários, distribuição de lucros, respeito à legislação vigente e pagamento de impostos. Além dessas formas tradicionais de geração de valor, que geralmente são avaliadas através de métricas econômicas, a ideia de valor compartilhado traz para o ambiente empresarial a perspectiva de incorporação e tratamento das questões sociais, ambientais e culturais em igualdade com a importância da rentabilidade econômica.
Considera-se como valor compartilhado o valor que as empresas, ao realizarem suas atividades e interagirem com as comunidades, geram também em termos sociais e ambientais, ou em outros termos, para a sustentabilidade dos municípios nas quais atuam.
Trata-se de uma tendência importante de gestão empresarial que tem se difundido entre diferentes empresas de diferentes portes ao redor do mundo e também no Brasil. Pelas oportunidades de criação de valor compartilhado presentes no nosso ambiente empresarial e a criatividade que muitas dessas soluções de sustentabilidade desenvolvidas em nosso país apresentam, o Brasil é visto mundialmente como celeiro de boas práticas de valor compartilhado.
Há alguns bons exemplos brasileiros de empresas que estão alterando suas estratégias de negócios em direção à geração de valor compartilhado. Mas, infelizmente, essas ainda são práticas isoladas e pouco difundidas no nosso contexto empresarial. O principal fator para essa baixa difusão está ligado a pouca sensibilidade das diretorias das empresas para promoverem mudanças consistentes em direção à geração de valor compartilhado. Várias dessas empresas desenvolvem boas práticas de responsabilidade social empresarial, porém as fazem a partir da crença de que são o centro das inovações sociais, desprezando o potencial de geração de valor advindo de parceiros das comunidades; melhoram processos produtivos em direção a eco eficiência (operações já existentes realizadas com melhor desempenho ambiental e social), porém enfrentam grande dificuldade de pensar em inovações mais radicais em suas atividades,  de forma a promover a eco efetividade (novas formas de operação muito mais úteis e relevantes para a sustentabilidade); não conseguem desenvolver ferramentas gerenciais capazes de administrar seus negócios a partir da efetiva valoração de ativos e passivos sociais, culturais e ambientais.
Na contramão de todo esse processo, os crimes cometidos pela Samarco permanecem sem punição e sem que efetivamente nenhum dos responsáveis esteja atrás das grades ainda. Isso sem falar no pagamento das multas, outro aspecto que serve para desnudar para toda a sociedade que não só a Samarco, mas também a Vale e a BHP nada têm de compromisso com a geração de valor compartilhado.
Brumadinho não pode esperar outro crime ambiental para se posicionar com pro atividade, de forma a barrar futuros crimes baseados em privatização de lucros e socialização de crimes ambientais como os praticados pela Samarco. A pergunta que fica é se membros do poder público e da sociedade civil de Brumadinho, cooptados pelas grandes empresas mineradoras, que lucram exageradamente a partir de nossa terra e distribuem pífios benefícios sociais para projetos sociais e ambientais questionáveis, terão coragem de agir de forma cidadã e voltada aos interesses efetivos dessa nossa cidade tão maltratada historicamente pela mineração.

Armindo dos Santos de Sousa Teodósio (Téo)
Professor do Programa de Pós-Graduação em Administração da PUC Minas


Edição 182 – Janeiro 2016
Sindijori é recebido no Governo de Minas
Diretoria do Sindicato esteve com o novo Secretário Estadual de Comunicação

O presidente do Sindicato dos Proprietários de Jornais, Revistas e Similares do Estado de Minas Gerais - Sindijori, Alexandre Wagner da Silva, juntamente com o diretor sindical Rodrigo Silva Fernandes e o deputado estadual João Alberto Paixão Lages (PMDB), foram recebidos no último dia 27 na Cidade Administrativa pelo Secretário Estadual de Comunicação do Governo de Minas, Marcus Gimenez.
A visita marcou a retomada das negociações do Sindijori com o governo do Estado na defesa da mídia do interior. O secretário destacou o desejo do Governo de Minas em ser parceiro do Sindijori e promover a divulgação das ações da administração estadual nos jornais de Minas, contudo, destacando as dificuldades financeiras destes primeiros anos. Marcus Gimenez se comprometeu a sanear o quanto antes as dívidas do Estado junto aos jornais e revistas associados ao Sindijori, dentro das limitações financeiras do governo. Este foi um dos pedidos feitos ao secretário pelo presidente Alexandre Wagner da Silva, além de retomar o projeto, em parceria com o Governo Estadual, para a realização de encontros de jornais no interior de Minas, uma promessa realizada pelo governo e compromisso de campanha.
O secretário Marcus Gimenez diz ver com bons olhos a realização dos encontros regionais do Sindijori e acredita que o projeto é uma oportunidade para maior aproximação dos jornais e revistas do interior de Minas com o governo estadual. O presidente do Sindijori, Alexandre Wagner da Silva também destacou ao secretário que a atualização dos valores pagos por centímetro de coluna aos jornais, bem como a regionalização e melhor distribuição da verba estadual para publicidade é uma preocupação dos jornais do interior de Minas. Wagner disse ainda que o Sindijori está aberto para a discussão com o objetivo de encontrar soluções para estes temas com o Governo do Estado. O Secretário de Comunicação mostrou sensibilidade aos temas abordados e disse querer ampliar as conversas com o Sindicato e manter sintonia e proximidade com a mídia imprensa de Minas. A direção do sindicato terá novos encontros com autoridades do governo estadual para firmar parcerias na realização dos encontros regionais da mídia do interior. Tais encontros foram um compromisso assumido por esse Governo Estadual no ano passado, quando da realização do Congresso Mineiro de Jornais e Revistas, promovido em Belo Horizonte pelo Sindijori.


Edição 182 – Janeiro 2016

Vamos lá: minha irmã tem uma casa na praia. Nunca tive vontade - nem dinheiro - para ter uma casa na praia. Vou lá de vez em quando. Um engenheiro e construtor amigo da família fez a administração da obra lá e não cobrou (é fato). O resto minha irmã pagou e declarou no IR. Como sempre. Se eu tivesse comprado uma canoa de lata (é este o "barco" de dona Marisa Lula da Silva) e mandado entregar lá, eu - que sou uma figura pública - poderia ser acusado de alguma coisa? Tenham dó! Arranjem para o Lula ou algum de seus filhos uma "maracutaia" que preste, algo grande, como aquilo que enriqueceu a filha de José Serra (nada contra ele, fique claro, nunca se provou nada contra Serra). Ao contrário do que alguns imaginam, não sou petista nem tenho intimidade com Lula. Mas acho um absurdo, querem matá-lo para não ser candidato em 2018.
Escritor Luiz Fernando Emediato, dono da Geração Editorial, em texto intitulado “Dona Marisa Lula e a canoa de lata”, referindo-se à acusação de que a esposa de Lula teria comprado um “barco”


Edição 182 – Janeiro 2016

Guerra total ao mosquito!
Não bastasse o mosquito da dengue causar a dengue, agora ele ainda causa a chikungunya e a Zika. Se ele já era perigoso, imagina agora!  É claro que a Prefeitura tem que agir e cuidar da cidade. Mas outra coisa também é certa: se você não ajudar, não tem jeito! Taí uma doença que depende, especialmente, da população. Ou todo mundo ajuda, ou estamos todos lascados! Dia menos dia, ele vai picar alguém da nossa família!
Retire dez minutos por semana para cuidar de sua casa: dentro, fora, no telhado. São só dez minutos de uma semana que tem 10.080 minutos! Olhe cuidadosamente tudo que possa ser foco do mosquito. Converse também com seu vizinho, peça para ele fazer o mesmo. Assim, você vai ajudar a acabar com o mosquito da dengue, da chikungunya e da Zika. Depois, seja feliz!

É isso!   
Edição 182 – Janeiro 2016
DEU NO DOM:
R$ 1,2 milhão para Liarth
PREFEITURA DE BRUMADINHO/MG. Torna público o contrato n° 001/2016, cujo objeto é a prestação de serviços de coleta e transporte dos resíduos sólidos domiciliares e urbanos até o aterro sanitário de Brumadinho/Mg. Empresa: Liarth Ltda- Epp. Valor: R$ 1.218.000,00. Antônio Brandão/Prefeito Municipal

Haja Combustível
FUNDO MUNICIPAL DE SAUDE BRUMADINHO/MG Ext. Ata RP 010/15 PP42/15–Obj: RP Aq. de Gasolina comum e óleo diesel S10. Detentora: Ipiranga Produtos de Petróleo Ltda. ITEM PRODUTO QUANTIDADE VALOR UNIT. R$ VALOR TOTAL R$ 1 Gasolina comum 500.000 3,3800 1.690.000,00 2 Óleo Diesel S10 610.000 2,8300 1.726.300,00 Total 3.416.300,00 Vl. global: R$ 3.416.300,00 – Vig: 11/01/16 a 10/01/17. Brumadinho, 13 de janeiro de 2016. José Paulo S. Ataíde – Gestor do Fundo Municipal de Saúde

Convênios com entidades da sociedade civil
Prefeitura Municipal de Brumadinho/MG – 2° Termo Aditivo ao Convênio 008/2015. Convenentes: Município de Brumadinho e a Liga Municipal de Desportos de Brumadinho. Assinatura: 21/12/2015. Objeto: Prorrogação da vigência até 15 de fevereiro de 2016.
Prefeitura Municipal de Brumadinho/MG – 3° Termo Aditivo ao Convênio 011/2014. Convenentes: Município de Brumadinho e a De Peito Aberto Incentivo ao Esporte Cultura e Lazer. Assinatura: 21/12/2015. Objeto: Prorrogação da vigência até 31 de março de 2016.

Prefeitura Municipal de Brumadinho/MG – 4° Termo Aditivo ao Convênio 020/2014. Convenentes: Município de Brumadinho e a Associação Comunitária do Conjunto Dona Maria Ana de Souza. Assinatura: 21/12/2015. Objeto: Prorrogação da vigência até 30 de junho 2016.
Edição 182 – Janeiro 2016
Curtas
Eleições 2016: partidos se movimentam
As eleições 2016 já provocam as primeiras reuniões no ano de 2016. No último 3 de fevereiro, onze partidos reuniram-se no Restaurante Nossa Fazendinha para tratar do assunto. Entre os partidos, vários que participam e apoiam o atual governo, inclusive o vice-prefeito. Presentes também pessoas que foram e pessoas que ainda são filiadas ao Partido Verde. Eram mais de quarenta pessoas, entre presidentes de partidos e outras lideranças políticas do Município. Pensando que tinha sido convidado para participar da discussão com apenas o partido que o convidou, o PR, o PT também participou do encontro.
O PT se reúne no próximo dia 14 de fevereiro para também discutir internamente sobre as eleições de 2016.     

Alça do São Conrado será concluída no dia 15
A obra de acesso ao bairro São Conrado será concluída no dia 15 de março deste ano. Com atraso de mais de ano, a obra finalmente será entregue à população. É o que prevê o “2º Termo Aditivo ao contrato de prestação de serviços nº 91/2015, celebrado entre o município de Brumadinho e a construtora Mestra”. O termo foi publicado no DOM – Diário Oficial do Município – de 21 de dezembro de 2015.  

O último prazo de entrega era 15 de dezembro. A “Cláusula segunda - Da vigência” do 2º Termo Aditivo prorrogou o prazo por mais 90 (noventa) dias. 
Edição 182 – Janeiro 2016
Só Rindo

Wireless
Durante escavações nos EUA arqueólogos descobriram, a 100 m de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam do ano 1000. Os americanos concluíram que seus antepassados já dispunham de uma rede telefônica naquela época.
Os ingleses, para não ficarem para trás, escavaram também seu subsolo, encontrando restos de fibras ópticas a 200 m de profundidade. Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham 2.000 anos de idade. Os ingleses concluíram, triunfantes, que seus antepassados já dispunham de uma rede digital a base de fibra óptica quando Jesus nasceu!
Uma semana depois, o jornal de fato publicou a seguinte notícia:
“Após escavações arqueológicas no subsolo de Contagem, Brumadinho, Betim, Formiga, Juiz de Fora, Varginha, Poços de Caldas, Itajubá e diversas outras cidades mineiras, até uma profundidade de 500 metros, os cientistas mineiros não encontraram absolutamente nada. Assim se conclui que os antigos mineiros já dispunham há 5.000 anos de uma rede de comunicações sem fio: wireless.”

Notícias do Celso
- Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre um paciente. Queria saber se certa pessoa está melhor ou piorou...
- Qual e o nome do paciente?
- Chama-se Celso e está no quarto 302.
- Um momentinho, vou transferir a ligação para o setor de enfermagem...
- Bom dia, sou a enfermeira Lourdes. O que deseja?
- Gostaria de saber as condições clínicas do paciente Celso, do quarto 302, por favor!
- Um minuto, vou localizar o médico de plantão.
- Aqui é o Dr. Carlos, plantonista. Em que posso ajudar?
- Olá, doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre a saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.
- Ok, meu senhor, vou consultar o prontuário do paciente... Um instante só! Hum! Aqui está: ele se alimentou bem hoje, a pressão arterial e pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará alta em três dias.
- Ah, graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria!
- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?
- Não, sou o próprio Celso telefonando aqui do 302!
É que todo mundo entra e sai desta merda deste quarto e ninguém me diz porra nenhuma.

Eu só queria saber como estou...
Edição 182 – Janeiro 2016
Social
Casamento
Registramos o casamento de Gilmar Paraguai e Renata Souza. O casal teve seu enlace matrimonial no dia 12 de dezembro de 2015. Os noivos foram prestigiados por parentes e amigos em uma linda celebração. Parabéns aos noivos!
Gilmar Paraguai, foi produtor executivo da TV CULTURA, supervisor de produções da REDE MINAS. Fez no último dia 12 de dezembro, o que seria uma Super Produção de seu casamento, um verdadeiro casamento de novela, realizado em Conceição de Itaguá. Os convidados puderam contemplar com a entrada do noivo a cavalo e a da noiva em um Chevrolet 1941. Todo o evento foi registrado por cinco câmeras operadas por cinegrafistas amigos do noivo e colegas de televisão.


Nivers

Non dia 13 quem vai apagar velinhas de 18 anos é Débora Mendes (bairro São Bento) (foto abaixo)


18- Maria Raquel Barros (foto abaixo)

19- Nilza Murari e Regina Esméria de Morais (foto abaixo)


20 Marcello Jabah.
22 Aline Maciel, Andreia Campos
23 –Jackeline Parreiras Moreira Mendes , Marcos (da Padaria Machado), Marcos Luiz Aguiar (SEMA)
25, Júlio César da Silva e Milton Boaventura (foto abaixo)

26, Jane Fernandes
27- Marcos Paulo Costa, Lecilda Oliveira, Adriana Rodrigues Machado
28 Marinalva Alves  
   


Nivers de 
MARÇO:

1- Ilza Márcia Ribeiro, Eliane Martins Coelho
2-Luciana de Souza Assis
3- Gleidson Alves, Ronaldo Adriano (foto abaixo)

4- Gibran Dias e Luana Rezende (foto abaixo)

5- Custódio Passos, o Toddy, Álvaro Batista, Denilson (pagodeiro da melhor qualidade), Camila Amorim, Soninha Maia, Eudes José