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quarta-feira, 15 de junho de 2016


Edição 186 – Maio 2016
Roubo de R$ 14 milhões
Braço direito de Nárcio Rodrigues, Odo Adão Filho, é preso em BH
A pedido do Ministério Público de Minas Gerais, a Justiça também prorrogou a prisão do ex-secretário do governo de Antônio Anastasia (PSDB), Nárcio Rodrigues; esquema de corrupção é antigo

A operação Aequalis prendeu no dia 3/6 o advogado Odo Adão Filho, mais conhecido como “Odinho”, braço direito do ex-presidente do PSDB em Minas Gerais Nárcio Rodrigues. Odo Adão Filho é apontado como lobista internacional e operador de Nárcio Rodrigues. "Odinho" era considerado foragido.
Desde 2014, Odo Adão Filho é diretor de relações institucionais do grupo português Yser. O diretor no Brasil da multinacional, Hugo Alexandre Timóteo Murcho, também foi preso na operação do dia 313/5. O presidente da empresa portuguesa, Bernardo Ernesto Simões Moniz da Maia, está foragido.
A investigação apura se o dinheiro desviado teria sido usado em campanhas, como apontou o executivo português Firmino Rocha, em delação premiada. Aos investigadores, Firmino afirmou que Nárcio Rodrigues teria recebido R$ 1,5 milhão em propina, parte destinada a financiamento eleitoral. Na época em que Nárcio comandava o partido, o operador financeiro das campanhas era Eduardo Nogueira, que não foi encontrado para se manifestar sobre a investigação.

Esquema antigo

Não é a primeira vez que Nárcio Rodrigues envolve-se em esquemas de corrupção. A parceria entre Nárcio Rodrigues e Odo Adão Filho é mais antiga. O ex-deputado tucano e o pai de “Odinho”, Odo Adão, criaram juntos o Centro Nacional da Cidadania Negra (Ceneg), em Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Entre 2000 e 2002, governo do PSDB, o Ministério do Turismo repassou ao Ceneg quase R$ 3 milhões em convênios para a realização de projetos destinados à qualificação e promoção da comunidade negra, segundo dados da Controladoria Geral da União (CGU). Em 2009, o Ceneg foi fechado pelo governo federal em função de denúncias de desvio de dinheiro, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF). Odo Adão Filho era presidente da instituição na época.
Em julho de 2009, enquanto estava sendo investigado, um incêndio destruiu parte do prédio que abrigava o centro. Vários documentos e materiais informativos foram destruídos. Na época, o então deputado Nárcio Rodrigues negou irregularidades e culpou o governo federal do então Presidente Lula pelo fechamento do centro.
No final de 2014, o MPF obteve a condenação dos ex-diretores do Ceneg Gilberto Caixeta e Adélio Leocádio da Silva, por crime de estelionato contra a administração pública. Segundo a sentença, ficou demonstrada a prática de diversas irregularidades na execução dos convênios com a União. Constatou-se que foram desviados mais de R$ 700 mil em valores da época.


Legenda da foto de Nárcio de vermelho: A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça do Estado prorrogou por mais cinco dias a prisão do ex-secretário de Antônio Anastasia (PSDB), Nárcio Rodrigues (PSDB) 

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