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domingo, 7 de maio de 2017

Edição 196 – Março 2017
Editorial

A Reforma da Previdência não passa!

Os recuos do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB/PSDB) no que diz respeito à Reforma da Previdência têm muito a nos ensinar. O Governo, que já tinha aprovado a PEC da Morte, a Reforma do Ensino Médio, visto o relator da Lava Jato, Teori Zavascki, “morrer” e ter eleito seus aliados para as presidências do Senado e Câmara, achava que ia ser fácil. Já tinha até marcado data: 28 de março. Não deu!
Mas não foi porque o Governo mudou de ideia: não, sua ideia é destruir todos os direitos conquistados pela luta dos trabalhadores desde 1943, com a CLT, e os direitos advindos dos governos de Lula e Dilma.
Reinaldo Fernandes
Editor
O que fez o governo recuar foi a luta. A luta de milhões de brasileiros: nas ruas, nas escolas, nos locais de trabalho, nas redes sociais. Foi a Greve Nacional da Educação, foram as manifestações gigantescas dos dias 8, 15 e 31 de março. Milhares e milhares de pessoas nas ruas deste país, dizendo não às reformas de Temer e do Congresso mais reacionário das últimas décadas. Aqui, destaque para o Sind-UTE de Brumadinho: enquanto o Sindicato dos Servidores, curiosamente se cala diante dos ataques aos servidores públicos municipais, profissionais de outras escolas estaduais vergonhosamente se acovardam, as professoras da Paulina Aluotto vão à luta, acompanhadas de perto da juventude do grêmio.
É verdade que a Câmara aprovou a terceirização, mas essa luta também ainda não terminou. A Reforma da Previdência patina, o Governo não tem os votos, a população pressiona os deputados que querem reeleição em 2018. A hora é de intensificar a pressão: apoiar os trabalhadores em greve; participar das manifestações e da Greve Geral de 28 de abril; sair com um adesivo no peito, contra a Reforma; conversar com os amigos, os vizinhos e parentes, com os alunos também; visitar o gabinete do deputado em Belo Horizonte; enviar uma mensagem pelo e-mail, direto do PC ou do celular.
A única coisa que não podemos é não fazer nada. Ou convencemos os deputados a reprovarem essa reforma em seu conjunto ou teremos, nós e nossos filhos, netos etc, que trabalhar 49 anos sem deixar de contribuir um dia sequer e se aposentar a partir de 66 anos, dentre outros prejuízos. Como isso não é possível no Brasil, é o fim das aposentadorias no País.
Todos à luta! Todos à greve geral de 28 de abril!



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