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terça-feira, 6 de junho de 2017

Edição 198 – Maio 2017
"Ocupe Brasília" exige Diretas Já e sinaliza nova Greve Geral
 
(fotos: reinaldo fernandes)


No dia 24 de maio, o povo trabalhador e a juventude protagonizaram mais um grande dia. Cento e cinquenta mil pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios em uma manifestação nacional, organizada pelas centrais sindicais e movimentos sociais. Na pauta, a luta pela derrubada de Temer e suas reformas e por ELEIÇÕES DIRETAS JÁ.
Mais uma vez, a manifestação foi violentamente reprimida, tanto pela PM como pela Força Nacional de Segurança, que não permitiram que os manifestantes chegassem, de forma pacífica, na frente do Congresso Nacional. Dezenas de manifestantes feridos, alguns gravemente. Carlos Geovane Cirilo, mineiro de Belo Horizonte, trabalhador aposentado, de 61 anos, pai e avô, recebeu um tiro no pescoço, e até o fechamento desta edição, permanecia na UTI, recuperando-se. É um guerreiro que está lutando. A bala segue no seu maxilar. Ele foi ferido com arma de fogo, atitude gravíssima das forças de repressão.
Porém, apesar de toda a repressão violenta, foi impossível abafar a força deste movimento. A manifestação repercutiu até dentro do Palácio do Planalto, onde fontes do próprio governo admitem que o número de manifestantes foi acima do esperado.



Pausa nas reformas, eleições gerais e diretas já

No Congresso Nacional, a força das ruas ajudou os parlamentares da oposição a impedirem, pelo menos até o momento, a votação das reformas reacionárias e de projetos de interesse do governo. A dita normalidade no funcionamento parlamentar foi, mais uma vez, “pelo ralo”.
Os acontecimentos de na capital do país são mais uma demonstração de que o governo ilegítimo de temer (PMDB/PSDB) não tem mais como continuar. O envolvimento direto do presidente em mais um escândalo de corrupção, especialmente a partir da delação de executivos da JBS, e a sua agenda de reformas reacionárias, que quer jogar todo o peso da crise sobre os ombros do povo trabalhador colocam na ordem do dia a necessidade de derrubá-lo nas ruas.
A manifestação nacional do dia 24 foi mais um passo importante desta luta. Caso temer caia, não se pode aceitar eleição indireta para presidente. Esse Congresso Nacional formado por uma maioria corrupta e reacionária não tem nenhuma legitimidade para escolher um novo presidente.
Para que o Brasil saia da crise, a única saída é a saída imediata do presidente ilegítimo e a convocação e novas eleições diretas, tanto para presidente da república, quanto para o Congresso Nacional.



Temer decreta uso das Forças Armadas contra manifestantes

Enquanto uma multidão de trabalhadores e estudantes ocupava pacificamente o Eixo Monumental, o presidente ilegítimo assinou decreto autorizando o “emprego das Forças Armadas para garantia da Lei e da ordem no Distrito Federal”.
O Ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), convocou a grande imprensa para uma coletiva, onde afirmou que, atendendo a um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente Temer estava autorizando o uso das Forças Armadas contra as manifestações. Essa medida foi apelidada de “AI-1 de Temer”, em referência aos Atos Institucionais da ditadura militar, faz lembrar o pior dos “anos de chumbo” em nosso país. A Ditadura Militar perseguiu, prendeu, torturou e assassinou, inclusive gente de Brumadinho.
Trata-se de mais um ataque brutal às garantias e liberdades democráticas do povo brasileiro. Não se pode aceitá-la de forma nenhuma. Sua adoção só pode ser explicada pela escalada antidemocrática que vem acontecendo depois do golpe parlamentar de estado, chamado de impeachment.

“Diretas Já” em Belo Horizonte

Minas Gerais tem se mostrado o estado em que há maior resistência às reformas de temer (PSDB/PMDB). Agora, o estado tem demonstrado que quer também ser protagonista na luta pelas Diretas Já! Até o fechamento desta edição, pelos menos três grandes atos já aconteceram na capital mineira desde a divulgação do áudio da JBS. No áudio, ficou demonstrado o envolvimento do presidente ilegítimo com a corrupção. 
A primeira manifestação aconteceu no dia seguinte à divulgação do áudio, 11 de maio. Milhares de manifestantes se reuniram na Praça Sete, centro da capital, para pedir a saída de temer e eleições diretas já!
A segunda manifestação foi no domingo, 14 de maio. Movimentos sindical e populares, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, partidos de esquerda, estudantes e todo sorte de pessoas engasgadas com o governo de temer (PMDB/PSDB) reuniram-se na Praça da Liberdade e saíram em passeada até a Praça Sete de Setembro, no coração de Belo Horizonte. Segundo a CUT – Central Única dos Trabalhadores -, trinta mil pessoas estiveram nas ruas neste dia. A Frente Brasil Popular calculou 50.000 manifestantes.

Também no dia 24, dia do Ocupa Brasília, milhares de pessoas participaram do Ocupa BH.    


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