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domingo, 27 de agosto de 2017

Edição 200 – Julho 2017
Editorial

Mais trabalho, nobres vereadores! Menos perseguição!

Recentemente a Presidente da Câmara de Brumadinho, Alessandra do Brumado (PPS), reclamou de um registro feito pelo jornal de fato de que ela “dificuldade de conviver com a imprensa e com qualquer crítica.” A Vereadora chegou mesmo a pedir “direito de resposta” ao jornal, sentindo-se muito ofendida. Em seguida, a Vereadora processou o jornal de fato e a mim, seu Editor.
O processo, entendemos, trata-se de perseguição ao Editor e ao jornal de fato. Entendemos também que esse tipo de atitude por parte da vereadora Alessandra do Brumado (PPS), tem um único objetivo: intimidar-nos! É uma tentativa de nos fazer calar, de nos impedir de noticiar sobre o que os vereadores fazem, de contar à população sobre suas ações, como o aumento do salário dos vereadores em 735 reais, elevando-o a R$ 8.215,62, através da instituição do vale alimentação para quem já ganhava R$ 7.480,62. A vereadora Alessandra do Brumado (PPS), juntamente com o empresário-vereador Toninho da Rifel (PV), é uma das autoras do Projeto de Lei que aumentou o salário dos vereadores para R$ 8.215,62.
E, pelo visto, o jornal estava mesmo correto ao dizer que a vereadora Alessandra do Brumado (PPS) “dificuldade de conviver com a imprensa e com qualquer crítica”: agora a Câmara de Brumadinho – cuja presidência e vice é exercida por ela e pelo empresário Toninho da Rifel - decidiu ir à Polícia Civil, acusando o Editor e pedindo investigação.
A intimidação, digo, intimação chegou depois da última edição do Jornal, em que o de fato relatou sobre Projetos de Lei inconstitucionais aprovados pelos nobres vereadores. E depois que o Editor solicitou informações a Presidente do Legislativo sobre faltas de vereadores a sessões do Plenário no mês de maio.
Já o vereador Vanderlei Rosa de Castro, o Xodó (PRB), decidiu ameaçar a este Editor por causa de matéria que o jornal de fato publicou na última edição, relatando sua renúncia de Comissão Permanente do Legislativo. “Você tem família!”, disse, dentre outras expressões, o Vereador Xodó, o que foi devidamente registrado por nós naquele dia de domingo, 16 de julho, às 14h42min hs, à rua Generoso Pinto, frente ao número 900, em Conceição de Itaguá.
Esse tipo de pressão sobre o Jornal de fato não é novo, e nunca recuamos. Não será desta vez. Se os nobres vereadores não sabem conviver com a democracia, terão que aprender. Se não sabem conviver com a crítica, terão que aprender! Como dissemos ao Vereador Xodó naquele domingo: o Jornal de fato não faz fofoca, não dá a mínima para a vida pessoal de ninguém, não nos interessa o que os po9líticos fazem na vida privada. Mas de vida pública, podemos – e vamos – falar toda vez que o Jornal achar que isso é importante para nosso leitor. Afinal, como lembramos ao Vereador Xodó, é o povo que paga seus salários, o tíquete alimentação de R$ 735,00 que recebem e tudo o mais. É o povo – incluído nós do Jornal de fato – que pagamos aqueles mais de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) que custa aos cofres públicos cada vereador que está exercendo seu cargo no momento.

Reinaldo Fernandes
Editor
Portanto, nobres vereadores, mais trabalho para o povo e menos perseguição a um órgão de imprensa que, gostem vocês ou não, existe há duas décadas. Outros não nos calarão, e não serão vocês que nos calarão!  
Edição 200 – Julho 2017
Editorial 2
Solidariedade sim! Justiça, também.

Esta edição do Jornal de fato vai, possivelmente, desagradar a muita gente. Talvez, às famílias daqueles que foram presos em julho, acusados de participarem de um esquema de corrupção envolvendo transporte escolar; talvez desagrade aos seus críticos, aqueles que se sentem perseguidos por eles. Os primeiros podem se sentir chateados com a publicação da matéria a respeito; os segundos podem se sentir chateados por estar esperando do Jornal de fato a espetacularização, a manchete sensacionalista. Nada disso.
A hora não é de tripudiar em cima de ninguém. E nem fingir que tudo é normal. Não é.
Por um lado, é importante a solidariedade às famílias dos presos. É claro que nenhum pai, mãe, esposa, irmão ou irmã, filhos devem pagar pelo erro do parente. É claro que ninguém acha graça em ter um parente preso, sendo-lhe retirado o que há de mais importante nesta vida: a liberdade de ir e vir. Por isso, não devemos comemorar, não é uma festa, é uma tragédia. Até porque a corrupção é uma tragédia.
Por outro lado, não devemos ser ingênuos: num País em que a Justiça ainda é apenas para os três “p”s (“Pobres, Putas e Pretos”), se alguém foi preso preventivamente é porque a Justiça tem fortes razões para isso! Prova disso foi o fato de os presos não terem conseguido a liberdade com o habeas corpus impetrado. Além disso, entre os presos estão os chamados “laranjas”, de quem o povo fala há muitos anos e já concluíam que eram apenas “laranjas”.
O fato é que, se se provar definitivamente a culpa dos acusados, devem ser mantidos presos e devem pagar pelo erro cometido. Não é uma questão de vingança pessoal ou coletiva, é uma questão de Justiça. Afinal, se houve roubo de milhões de reais dos cofres públicos, esse dinheiro foi roubado de toda a população. E o pior: foi roubado, especialmente, da população mais pobre.
O dinheiro roubado é roubado da UPA, é o medicamento ausente na farmácia do SUS, é o dinheiro da merenda das crianças, da Educação; é o calçamento que falta numa rua, é a falta de moradia para quem vive de aluguel, mudando daqui e dali, no sofrimento. O dinheiro roubado significa uma mãe que chora com o filho doente nos braços esperando por uma consulta médica; é dinheiro que poderia ser investido na geração de emprego. Por isso, quem rouba deve ser preso, pagar pelo seu erro, aprender a não destruir a vida dos outros mais pobres.

Por tudo isso, devemos ser solidários às famílias. Mas devemos clamar por Justiça. Pessoas boas também cometem erros. Mas mesmo essas devem pagar pelo erro que cometeram.         
Edição 200 – Julho 2017
Editor do Jornal de fato é publicado pela Revista LiteraLivre
Conto disputou com outros 731 trabalhos inscritos
O Editor do Jornal de fato, Reinaldo Fernandes, teve mais um trabalho publicado em revista. Desta vez trata-se do conto “Foi um Anjo que Passou em minha vida. E seu coração se deixou levar”. O trabalho acaba de ser publicado na 4ª edição da Revista LiteraLivre, Julho de 2017, à página 60. Foram 731 trabalhos inscritos, de mais de 500 escritores. Além de brasileiros de praticamente todos os estados do País, inscreveram-se escritores de diversas partes do mundo, como Itália, Portugal e Angola.

A Revista LiteraLivre é uma publicação brasileira de periodicidade bimestral, com distribuição eletrônica em PDF. Conforme diz a LiteraLivre, sua missão principal “é dar espaço aos escritores e artistas de todos os lugares, amadores ou profissionais, publicados ou não, que desejam divulgar seus escritos e mostrar seu talento de forma independente e livre”.
A revista, editada em Jacareí – SP, circulou em PDF no final de julho. 


Revista Avessa e Revista Philos

Recentemente Fernandes emplacou publicações também na Revista Avessa (edição nº 13), do conto “O Dia Em Que O País Foi Golpeado Na Democracia”; e na Revista Philos de 11 de junho, conto “Maldito Passarinho”.

Folhinha Poética 2017 e 2018

Fernandes foi publicado também na Folhinha Poética, produzida em São Paulo. Nesta, foi publicada o trabalho “O Último Poema”, na página do dia 11 de junho de 2017. A mesma Folhinha Poética já selecionou outros dois poemas a serem publicados no ano de 2018, “Tenho Poemas”, que sairá na página do dia 12 de fevereiro; e “Desencontro” (9 de julho).      

Reinaldo Fernandes foi selecionado ainda no 1º Concurso de Poesia Poeta Adauto Borges (BA). O poema “Tenho Sede” emplacou o 41º lugar dentre 405 poemas escritos por 230 poetas. 

sábado, 26 de agosto de 2017

Edição 200 – Julho 2017
Operação Ptolomeu prende pessoas de Brumadinho, Bicas e Esmeraldas
Ao todo, 11 pessoas foram detidas e outras quatro conduzidas coercitivamente, entre ex-secretários e assessores da prefeitura, vereadores e familiares de parlamentares, e três empresários de Brumadinho

O dia 17 de julho em Brumadinho, uma segunda feira, amanheceu cheio de policiais civis espalhadas em diversos pontos da cidade, com inúmeras viaturas da Polícia.
A Operação Ptolomeu, que prendeu 11 pessoas de Brumadinho, Bicas e Esmeraldas e foi amplamente divulgada por vários jornais impressos, rádios e TVs. Segundo a Polícia Civil de MG, os crimes envolvem o transporte escolar contratado pela Prefeitura de Esmeraldas, mas envolve também São Joaquim de Bicas, Brumadinho, Mateus Leme e Contagem. A Operação Ptolomeu combate fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva e formação de organização criminosa. A operação é conjunta da Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Presos
 
Entre os presos estavam três empresários de Brumadinho, Emilson Custódio Melo Barcelos, irmão do Prefeito Nenen da ASA (PV) e suposto proprietário da BK Transportes; Ademir Vicente Cândido e seu irmão Jeci Cândido Antunes, suposto proprietário da GM, Materiais de Construção, que fica ali no Canto do Rio, na Rua República da Bolívia, 45. Também foi preso o empresário Joubert Karam Amorim Junior, o Juninho Karam, que seria um laranja do esquema. Ainda foi preso o Secretário Municipal de Obras, Daniel Hilário de Lima Freitas e Frederico Carvalho Ribeiro, o Fred, que também é apontado pelo PCMG como laranja do esquema.
Entre os outros que foram presos e conduzidos coercitivamente estavam o ex-assessor da prefeitura, Vander Marçal; o filho do vereador Marcelo Palhares (PV), Marcelinho Banha; os ex-secretários de obras, Bruno Jardim e Silvio Lúcio; a mulher do ex-prefeito Glacialdo, Michelle Ferreira; os ex-secretários de educação Jane Fátima, Lilian Lessa e Marcelo Palhares; o vereador Marcos Vinicius (PHS).
Foram cumpridos 27 mandatos de busca e apreensão, entre eles, na casa de Raphael Eduardo, o Raphael Boca de Lata, que trabalhou na Construtora Império, e depois criou uma empresa em Nova Lima. Em sua casa a Polícia teria aprendido um carro de luxo dentre4 outros objetos. Foram detidos os ex-prefeitos Luís Flávio Malta Leroy (PSD) e Glacialdo de Souza Ferreira (PT).
Ao todo, participaram da operação 24 delegados, dois promotores, sete oficiais de Justiça e 181 investigadores da PC. Foram apreendidos mais de dez carros de luxo, grande quantia em dinheiro, cofres, computadores, joias, entre outros produtos.


Segundo a Polícia Civil e Ministério Público, os contratos eram superfaturados e não havia fiscalização das condições dos ônibus. Mas o esquema de corrupção envolvendo o transporte escolar em Esmeraldas não lesou apenas os cofres públicos. Ao investigar o superfaturamento nos contratos e o pagamento de propinas a empresários e políticos, a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais atribuíram a morte de um adolescente de 13 anos, em 2015, ao descaso da Prefeitura.
Há dois anos, um estudante caiu do ônibus e morreu ao ser atropelado pelo veículo. O caso ainda está sob investigação mas, para a Polícia Civil e o MP, a causa da morte pode ser creditada à falta de fiscalização sobre as empresas responsáveis pelo serviço e as condições dos veículos.
As investigações apontaram que os políticos faziam parte de um esquema de fraude em licitações e contratos para o transporte escolar no município. 
As irregularidades ocorreram entre 2009 e 2016, período em que um grupo de sete empresas disputava os contratos entre si, orçados geralmente entre R$ 5 e 6 milhões anuais. Algumas delas pertenciam aos mesmos empresários, que usavam nomes de laranjas para mascarar o conluio.
Os contratos vigoravam durante 12 meses e eram renovados anualmente, em um esquema que previa o rateio dos valores, que eram superfaturados.
 “Eles não faziam as licitações e contratavam as empresas em caráter emergencial. Além do sobrepreço nas contratações, os veículos estavam em péssimas condições, tanto que um aluno caiu e morreu”, afirmou Fábio Moraes Werneck Neto, delegado de Esmeraldas.
De acordo com o delegado, o serviço era prestado sem qualquer tipo de fiscalização – embora o pagamento fosse feito por quilômetro rodado. O policial afirmou ainda que há indício de pagamento de propina para políticos, mas ele não revelou os nomes para não atrapalhar as investigações.

Licitação

Durante a operação, foram apreendidos documentos, veículos, celulares, computadores e pen drives. Os envolvidos poderão responder a processos por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção e improbidade administrativa. As sanções envolvem prisão, perda de bens, devolução de dinheiro ao erário e suspensão dos direitos políticos. 

Investigação em Brumadinho

Polícia Civil e Ministério Público de Minas Gerais garantem que agora serão investigados também contratos firmados pelas empresas com prefeituras de mais três cidades. Além de Contagem e Mateus Leme, contratos com a Prefeitura de Brumadinho também serão investigados.

Presos não conseguem sair do presídio
Juiz alega delitos são graves e que os fatos tiveram grande repercussão

Os presos impetraram um “habeas corpus criminal”, recurso legal que poderia retirá-los do presídio para responderem em liberdade ao processo. O habeas corpus, impetrado na 1ª Câmara Criminal da Comarca de Esmeraldas, foi coletivo, em nome de Emilson Custódio Melo Barcelos, Ademir Vicente Cândido, Daniel Hilário de Lima Freitas, Frederico Carvalho Ribeiro, Joubert Karam Amorim Junior e Jeci Cândido Antunes. E ainda em nome de Vander Marçal Rezende, Alessandro Stefano Ribeiro de Alcântara, Bruno Jardim de Miranda Zoffoli, Glacial de Souza Ferreira, Luiz Flávio Malta Leroy, Marcelo Francisco Moreira Palhares Vieira, Michelle Gomes Alves Ferreira e Silvio Lúcio dos Santos.
A Justiça negou a soltura e manteve os acusados no presídio. Segundo o Desembargador Flávio Batista Leite, Relator, “A precariedade de informações, em que pese a inicial ter descrito a ilegalidade e ter vindo acompanhada de documentos, não autoriza desde logo a conclusão de que o magistrado agiu arbitrária e ilegalmente. É certo que a liminar, que nem sequer tem previsão legal, só poderia ser deferida se o paciente demonstrasse a coação desmedida por parte da autoridade impetrada de forma plena e induvidosa.”.
Nesse ponto ressalto que, inegavelmente, as questões de direito suscitadas pelo impetrante possuem grande relevância. No entanto, por se tratar de fatos de grande repercussão, que envolvem a prática, em tese, de delitos graves, supostamente perpetrados por agentes públicos, a prudência recomenda sejam colhidas informações do juízo a quo para que melhor se apure o feito e, então, se decida sobre a existência de constrangimento ilegal que deva ser sanado na presente via”, continuou o Desembargador do Tribunal de Justiça de MG, concluindo pelo indeferimento.
A decisão foi de 25 de julho de 2017.

Jornal de fato denunciou superfaturamento em Transporte Escolar de Brumadinho há 10 anos atrás, em 2007
E foi rebatido pelo agora prisioneiro Ademir Vicente Cândido

Em sua edição de nº 82, de outubro de 2007, o jornal de fato publicou matéria intitulada “Empresa Tradição Brasil Turismo: 9 milhões suspeitos da Prefeitura”. A matéria teve grande repercussão, quando diversos leitores “elogiaram a publicação, lembrando-se da importância da transparência nos gastos do dinheiro público” (ver de fato nº 83, Nov/2007).
A matéria tratava de irregularidades relacionadas à contratação da empresa para prestação de serviços de transporte escolar pela Prefeitura de Brumadinho.” (Ed. 83, Nov/2007)
São pelo menos 33 irregularidades, conforme o Relatório 0079/2007, da Divisão de Apoio Técnico à Fiscalização – Controle Externo da Câmara Municipal de Brumadinho: aditivos ilegais sem nenhuma justificativa; um ônibus, de placa GLF 4042, que teria rodado, em um único dia, 1.167 km dentro de Brumadinho (a distância equivale a mais do que ida e volta à cidade de São Paulo); ônibus muito velhos: dois ônibus de 22 anos, quando deveriam ter no máximo 15 para prestar o serviço; pagamento de milhares de reais a mais do que estava previsto em contrato; documentos sem assinatura de testemunha ou até mesmo do representante legal da empresa; uma quilometragem em um mês de aulas e outra muito superior no outro mês; aditamentos ilegais, em mais de 150% do que a lei permite (até apenas 25%). Inflação de 2,54% e contrato aditivado em 10%; óleo diesel reajustado em 0,77% e contrato em 10, um aumento de 12 vezes mais.
Essas são apenas algumas das irregularidades e ilegalidades relativas ao processo licitatório para a contratação de empresa para o transporte escolar do Município de Brumadinho nos anos de 2003 a 2007. A empresa está sendo contratada, sem licitação, desde 2004 a 2007. De 2003 até hoje, A Administração Municipal do prefeito Antônio do Carmo Neto, o Tunico da Bruma (PMDB) entregou à empresa R$ 8.882.478,69 (oito milhões, oitocentos e oitenta e dois mil, quatrocentos e setenta e oito reais e sessenta e nove centavos). Desses, de acordo com o Relatório, R$ 7889357, quase 8 milhões, seriam de contratos ilegais. E mesmo os restantes R$ 993.121,69 teriam problemas na sua contratação”, registrou a edição de nº 83 do Jornal de fato.”
A partir do Relatório produzido pela Câmara, a empresa Tradição Brasil Turismo foi denunciada em diversos órgãos de fiscalização. Um deles foi o Tribunal de Contas da União, já que se trata de dinheiro de transporte escolar, boa parte repassado pelo Governo Federal. A empresa Tradição Brasil Turismo foi denunciada também em duas instâncias do Ministério Público, na Federal e na Estadual, aqui em Brumadinho. Cópia do Relatório encontra-se na Câmara Municipal, que o produziu.
Atualmente, uma das acusações que pesa sobre os presos, entre eles o Sr. Ademir Vicente Cândido, é a de usar veículos muito velhos, o que teria causado a morte de um adolescente que andou menos de cinco minutos no ônibus. 
Além do problema com o transporte escolar, o Sr. Ademir Vicente Cândido é réu em sete processos na Justiça. Em cinco deles, o Sr. Ademir Vicente Cândido está sendo executado (cobrança de dívida) pelo Banco do Brasil. Ele ainda responde a mais dois processos e está sendo executado por duas outras pessoas.

Ademir Vicente Cândido atacou violentamente o Jornal de fato

Na época, o Sr. Ademir Vicente Cândido, agora preso em presídio estadual, assinou violento artigo no Jornal CIRCUITO NOTÍCIAS, em que atacou violentamente o Jornal de fato e ao seu Editor. Em nome da empresa Tradição Brasil Turismo, o artigo assinado por Ademir Vicente Cândido chamou ao Editor de adjetivos nada amistosos: perseguidor, mentiroso, arrogante, pseudoeditor, muito agressivo, maldoso, covarde, não digno de credibilidade, testa de ferro de algum político ou grupo e carregador de dinheiro sujo na cueca e nos bolsos. Acusou ao Editor de não gerar empregos na cidade. Ao Jornal de fato se referiu tratando-o por “folhetim”, além de acusá-lo de “ineficiente”.
As ofensas de Ademir Vicente Cândido eram tão caluniosas e difamatórias que ele foi processado pelo Editor do Jornal de fato. Ironicamente, Ademir chamou ao Editor de “testa de ferro”. No entanto, desconfiava-se na época que Ademir Vicente Cândido fosse apenas um “laranja”, um “testa de ferro” assinando no CIRCUITO NOTÍCIAS o texto escrito por outra pessoa. Mas, como era ele oficialmente o autor do texto assinado no jornal CIRCUITO NOTÍCIAS, a justiça em Brumadinho determinou que Ademir Vicente Cândido deveria pagar em torno de R$ 10.000,00 ao Editor por “crimes contra a honra”.


Edição 200 – Julho 2017
Moradores reclamam de poeira intensa no Grajaú


Moradores do bairro Grajaú procuraram a redação do Jornal de fato para fazerem uma reclamação. Eles reclamam da poeira intensa no Grajaú por causa de obras da Prefeitura. A Prefeitura está abrindo as laterais da estrada que leva à Conceição de Itaguá para refazer o asfaltamento.
Moradores reclamam que há poeira demais e que a Prefeitura molha de menos. Segundo eles, a Prefeitura costuma molhar duas vezes ao dia, de manhã e à tarde, o que não é suficiente. “Nossas casas estão ficando imundas, tem que limpar o tempo todo, passar pano molhado e mesmo assim não resolve. Poeira causa doença, a gente tem que manter tudo fechado o tempo todo e isso facilita coisa como a gripe”, diz um morador.
Fica aqui o pedido do Jornal para que a Prefeitura fique mais Atena e exija da empresa que executa a obra que aja corretamente, apagando a poeira mais vezes no dia. Aliás, fazer isso é agir com inteligência, já que evitará que moradores tenham doenças respiratórias, por exemplo. 

A reportagem do Jornal de fato esteve no local mas não foi possível descobrir a empresa que executa a obra. A placa que deveria ter sido colocada, mostrando o valor da obra e o tempo de duração não foi colocada, o que demonstra falta de transparência do Governo Nenen da ASA (PV), além de ser um ato ilegal.   
Edição 200 – Julho 2017
Servidores públicos têm reajuste zero
Já os vereadores tiveram quase 10% a mais nos salários

Os servidores públicos municipais continuam sem seu reajuste anual nos salários. A data-base (dia em que o reajuste deve ser aplicado anualmente) dos servidores é 1º de maio.  No entanto o governo de Nenen da ASA (PV) não quis saber de reajuste, nem de 1% que fosse.
Enquanto isso, na Câmara, os vereadores se deram um reajuste de 9,83% ao criar um cartão alimentação no valor de R$ 735,00 mensais. Assim, enquanto os servidores ficaram com seus salários sem reajuste, os vereadores passaram a ter um salário de R$ 8.215,62. Quem propôs o projeto de lei que elevou o salário dos vereadores para R$ 8.215,62 (oito mil, duzentos e quinze reais e sessenta e dois centavos) foram os vereadores Alessandra do Brumado (PPS) e Toninho da Rifel (PV).

Já os vereadores Hideraldo Santana (PSC), Caio César (PTB) e Maxiliano Maciel, o Barrão (PP) votaram contra e, segundo informou ao Jornal de fato o Setor de Recursos Humanos da Câmara, “não recebem os valores referentes ao cartão alimentação”.  
Edição 200 – Julho 2017
Dicas Para Viver Mais e Melhor
Não aceite o assédio moral. Processe! Denuncie!

Não aceite o assédio moral da sua diretora de escola, de seu gerente, chefe etc. Denuncie aos superiores desta (e) criminosa (o), denuncie aos jornais de Brumadinho, processe na Justiça.
Assédio moral é crime! É que se pode chamar de "violência perversa no cotidiano”. É a exposição das e trabalhadoras e trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras,  durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. O assédio moral acontece especialmente em relações hierárquicas autoritárias, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de uma diretora de escola, chefe, gerente, dirigida a uma professora, subordinado, trabalhador, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho.
Caracteriza-se ainda pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas da diretora da escola ou chefes em relação às suas professoras ou subordinados, constituindo prejuízos emocionais para o trabalhador e a escola ou empresa.
A vítima escolhida passa a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, desacreditada diante dos colegas. A vítima escolhida passa a ser culpabilizada até por suas opções políticas, e até por seus problemas de saúde.
Trata-se de atitude desumana por parte da Diretora, supervisora de área, encarregado, secretário municipal de governo. E precisa ser combatida.
Se você, cara leitora, aceita o assédio moral, a criminosa vai aumentando a dose, até destruir você, levá-la à depressão e a outros problemas sérios d saúde, além de colocar o grupo da escola ou de outro lugar em que você trabalha contra você. Fique esperta! Fique esperto! Denuncie aos jornais! Denuncie aos superiores desta criminosa! Leve este criminoso à Justiça para que responda e aprenda que não pode usar sua posiçãozinha – temporária - de m... para maltratar e adoecer as pessoas.

É isso.     
Edição 200 – Julho 2017
Deputados mais votados no Município votam contra Brumadinho
Eles votaram contra a investigação, a favor de temer e da continuidade de reformas contra a população de Brumadinho

Caio Narcio (PSDB)< apoiado pelo prefeito Nenem da AS (PV)
Entre os deputados federais mineiros que votaram contra a investigação, a favor de temer e da continuidade de reformas contra a população de Brumadinho, estão 11 dos mais votados em Brumadinho. São eles os deputados federais Toninho Pinheiro (PP – 2828 votos), Caio Narcio (PSDB - 1628 votos), Tenente Lúcio (PSB - 300 votos), Marcelo Aro (PHS - 254 votos), Franklin de Lima (PP – 207 votos), Domingos Sávio (PMDB – 129 votos), Leonardo Quintão (PMDB – 95 votos), Rodrigo de Castro (PSDB – 85 votos), Mauro Lopes (PMDB – 60 votos), delegado Edson Moreira (PR – 59 votos) e Saraiva Felipe (PMDB – 50 votos). O deputado Eduardo Barbosa (PSDB – 130 votos em Brumadinho) omitiu-se, ficando a favor de temer.
Lincoln Portela
Leonardo Quintão, PMDB
Marcelo Aro, PHS
Ten. Lúcio, PDT 
Entre os mais votados em Brumadinho e que votaram a favor da investigação estão Laudívio Carvalho (SD – 641 votos), Patrus Ananias (PT – 561 votos), Luzia Ferreira (PPS – 526 votos), Eros Biondini (PROS – 426 votos), Jô Moraes (PCdoB – 229 votos), Lincoln Portela (PRB – 227 votos), Stefano Aguiar (PSD – 225 votos), George Hilton (PROS – 199 votos), Gabriel Guimarães (PT – 136 votos) e Subtenente Gonzaga (PDT – 107 votos)

Quem apoiou quem em Brumadinho

O deputado federal Toninho Pinheiro (PP) foi apoiado em Brumadinho pelo então Secretário de Saúde, Zé Paulo (ex-PSDB), pela maioria dos vereadores da época (Xodó, Ninho, Cuecão, Itamar Franco, Ró do Tejuco) e o governo municipal.
Caio Narcio (PSDB) foi apoiado pelo prefeito Nenen da ASA (PV) e sua turma.
Tenente Lúcio (PSB) foi apoiado pelo ex-vereador Carlos Mendes, o Carlinhos do Brumado (PDT).

Toninho Pinheiro (PP), deputado mais votado em Brumadinho, continua votando contra seus eleitores e nossa população
Toninho Pinheiro teria se vendido por R$ 4 milhões para votar a favor de temer (PMDB/PSDB) e para mantê-lo no poder


Toninho Pinheiro (PP) foi o deputado federal mais bem votado em Brumadinho em 2014. Ele foi apoiado pelo então Secretário de Saúde, Zé Paulo (PSDB), pela maioria dos vereadores da época (Xodó, Ninho, Cuecão, Itamar Franco, Ró do Tejuco) e o governo municipal. Obteve 2.828.
Segundo o próprio deputado, só de dinheiro lícito (excluído o Caixa 2) ele gastou R$ 4.300.000,00 (quatro milhões e trezentos mil reais) em sua campanha, dos quais R$ 1.300.000,00 recebidos dos Supermercados BH (que recentemente se instalou em Brumadinho e em Ibirité, curral eleitoral do deputado).
Eleito, Toninho Pinheiro nunca fez nada para Brumadinho, nem sequer fez como outros deputados que arrumam recursos ou mesmo ambulâncias para o Município.

Votos contra brumadinenses

Por outro lado, o deputado tem votado sistematicamente contra os brumadinenses, se configurando como verdadeiro inimigo de nosso povo. Ele votou a favor do Golpe de Estado dado contra a Presidenta Dilma (PT). O Golpe permitiu que temer (PMDB/PSDB) assumisse o Governo e iniciasse a destruição dos direitos dos trabalhadores e dos mais pobres.
Toninho Pinheiro (PP) tem sido parceiro de Temer na destruição do Brasil. Toninho Pinheiro votou na PEC 241, a “PEC da Morte”, que congelou por 20 anos gastos com Saúde, Educação, Assistência Social e todos os demais gastos primários de governo.
Toninho Pinheiro (PP) votou a favor da PEC do Ensino Médio, que destrói esse nível de ensino, retirando do currículo as matérias História, Geografia, Filosofia e Sociologia;
Toninho Pinheiro (PP) votou a favor da PEC 395, para cobrar por curso de pós-graduação em Universidades Públicas (não aprovada por 4 votos), ou seja, novamente contra os mais pobres.
Toninho Pinheiro (PP) votou na terceirização, Lei que permitirá aos Supermercados BH e demais patrões explorar quase à escravidão os trabalhadores de Brumadinho e do Brasil.
Agora, Toninho Pinheiro (PP) votou a favor de manter o golpista temer no poder, o que significa a continuidade das reformas contra população do Brasil e a destruição do País.

Reforma da Previdência

Mais uma vez o deputado Toninho Pinheiro (PP) trai seus eleitores de Brumadinho, de Ibirité e de Minas Gerais. Ele não assume que vai votar contra a reforma da Previdência. Ele quer que os brumadinenses e seus filhos fiquem sem aposentar e que nossos pobres se tornem mais pobres. Segundo o Estadão (http://infograficos.estadao.com.br/especiais/placar/votacao/economia/?id=GLwN7vXR3W), Toninho Pinheiro (PP) está indeciso se ficava do lado de Temer e dos patrões (como os supermercados BH) ou se fica do lado dos trabalhadores de Brumadinho e do Brasil.

 Deputado também foi comprado por R$ 10,3 milhões

A liberação de verbas para emendas parlamentares foi o principal recurso de temer (PMDB) para escapar ao seu processo de cassação. Com dinheiro público, ele comprou o apoio dos deputados. Toninho Pinheiro (PP) foi um dos deputados “mais caros”. Pinheiro (PP) recebeu mais de 10 milhões. Ao todo, temer (PMDB) gastou 156 milhões para comprar deputados.
Desses recursos, nem um tostão virá para Brumadinho, onde ele obteve 2828 com a ajuda de Zé Paulo (PSDB), pela maioria dos vereadores da época (Xodó, Ninho, Cuecão, Itamar Franco, Ró do Tejuco) e o governo municipal.



Edição 200 – Julho 2017
Veja como os deputados mineiros votaram a denúncia contra Temer (PMDB)
33 votaram contra a continuidade das investigações; 18 votaram a favor; um absteve-se e outro se ausentou


No último dia 2 de agosto, a Câmara dos Deputados votou o relatório sobre as denúncias contra o golpista michel temer (PMDB). O golpista é acusado de corrupção passiva. Ele pediu dinheiro ao empresário Joesley Batista (JBS) para pagar ao deputado-prisioneiro Eduardo Cunha (PMDB) 500 mil reais por semana para que Cunha não fizesse delação contra ele, temer. Temer conseguiu um parecer a seu favor na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e a oposição precisava de 342 votos para que ele fosse afastado do cargo para ser processado criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal.
De acordo com levantamento da ONG Contas Abertas, o temer empenhou R$ 4,1 bilhões para  emendas parlamentares em 2017. Desse montante, R$ 2,1 bilhões foram liberados somente no mês de julho, quando a CCJ votaria o relatório que pedia seu afastamento. 
A liberação de verbas para emendas parlamentares foi o principal recurso de temer (PMDB) para escapar ao seu processo de cassação. Com dinheiro público, ele comprou o apoio dos deputados. De R$ 102 milhões entre janeiro e maio, o governo passou a liberar R$ 2 bilhões em junho e R$ 2,1 bilhões em julho somente até o dia 19. É o habitual balcão de negócios do Estado "democrático" dos patrões e políticos corruptos.
A liberação de verbas para emendas parlamentares é um dos mais frequentes e habituais métodos que o executivo utiliza para comprar apoio dos deputados.
Por isso que após a acusação de Temer passar a representar um perigo para seu mandato, o volume de recursos liberados pelo presidente cresceu em 40 vezes quando comparado aos cinco primeiros meses do ano. Enquanto afirmam não ter dinheiro para saúde, educação, previdência e demais direitos sociais, o dinheiro corre solto no Congresso para garantir tanto a aprovação das reformas que tiram nossos direitos, como a manutenção do golpista no Planalto.

Veja como votaram os deputados mineiros em relação à denúncia contra o presidente Temer:
Contra a investigação, a favor de temer e da continuidade de reformas contra os trabalhadores

Toninho Pinheiro (PP)
Caio Narcio (PSDB)
Tenente Lúcio (PSB)
Marcelo Aro (PHS)
Franklin (PP)
Domingos Sávio (PSDB)
Leonardo Quintão (PMDB)
Rodrigo de Castro (PSDB)
Mauro Lopes (PMDB)
Delegado Edson Moreira (PR)
Saraiva Felipe (PMDB)
Ademir Camilo (PODE)
Aelton Freitas (PR)
Bilac Pinto (PR)
Bonifácio de Andrada (PSDB)
Brunny (PR)
Carlos Melles (DEM)
Dâmina Pereira (PSL)
Diego Andrade (PSD)
Dimas Fabiano (PP)
Fábio Ramalho (PMDB)
Jaime Martins (PSD)
Luis Tibé (PTdoB)
Luiz Fernando Faria (PP)
Marcos Montes (PSD)
Marcus Pestana (PSDB)
Misael Varella (DEM)
Newton Cardoso Jr (PMDB)
Paulo Abi-Ackel (PSDB)
Raquel Muniz (PSD)
Renato Andrade (PP)
Renzo Braz (PP)
Zé Silva (SD)


A favor da investigação
Adelmo Carneiro Leão (PT)
Leonardo Monteiro (PT)
Margarida Salomão (PT)
Padre João (PT)
Patrus Ananias (PT)
Reginaldo Lopes (PT)
Gabriel Guimarães (PT)
Jô Moraes (PCdoB)
Lincoln Portela (PRB)
Luzia Ferreira (PPS)
George Hilton (PROS)
Júlio Delgado (PSB)
Laudívio Carvalho (SD)
Marcelo Álvaro Antônio (PR)
Stefano Aguiar (PSD)
Eros Biondini (PROS)
Subtenente Gonzaga (PDT)
Weliton Prado (PMB)

Abstenção
Rodrigo Pacheco (PMDB)


Ausente
Eduardo Barbosa (PSDB)