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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Edição 203 – Outubro 2017
temer (PMDB) escapa da segunda denúncia de corrupção
Veja como os deputados mineiros que votaram contra a denúncia: 32 votaram contra a continuidade das investigações; 20 votaram a favor; um absteve-se e outro se ausentou; “Vitória” do golpista custou R$ 32 bilhões aos cofres públicos

No último dia 2 de agosto, a Câmara dos Deputados votou o segundo relatório sobre as denúncias contra o golpista michel temer (PMDB). Foi quase uma reprise. Houve esforço da oposição em obstruir a sessão e novas negociatas à luz do dia e em tempo real. Assim, a Câmara barrou a segunda denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot contra temer. O presidente golpista foi acusado de organização criminosa e obstrução de Justiça.
Assim como na votação que barrou a denúncia contra o peemedebista por corrupção passiva, a soma de votos favoráveis a Temer, ausências e abstenções salvaram o peemedebista antes do fim da sessão, o que impede a análise pelo Supremo Tribunal Federal da denúncia e o consequente afastamento do atual presidente. Assim, Temer só poderá se tornar réu pela denúncia após o fim de seu mandato.
A oposição precisava de 342 votos para que ele fosse afastado do cargo para ser processado criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal. No resultado final, foram 251 votos contra o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) – faltaram 91 votos -, 233 votos a favor, 25 ausências e duas abstenções.
As informações deram contas de que o presidente golpista gastou em torno de R$ 32.000.000.000,00 (trinta e dois bilhões de reais!) para barrar a denúncia. Com dinheiro público, ele comprou o apoio dos deputados, como de Toninho Pinheiro (PP) e Caio Narcio (PSDB). É o habitual balcão de negócios do Estado "democrático" dos patrões e políticos corruptos.
A liberação de verbas para emendas parlamentares é um dos mais frequentes e habituais métodos que o executivo utiliza para comprar os deputados corruptos.
Enquanto afirmam não ter dinheiro para saúde, educação, previdência e demais direitos sociais, o dinheiro corre solto no Congresso para garantir tanto a aprovação das reformas que tiram nossos direitos, como a manutenção do golpista no Planalto. Para se ter ideia, temer reduziu o salário mínimo para economizar 3 bilhões, e gasta 32 para comprar deputados e se manter no cargo. Fernando Henrique, o FHC (PSDB) gastou menos de um bilhão para comprar os deputados para permitir sua reeleição: pagou R$ 200.000,00 a cada um. 

Veja como votaram os deputados mineiros em relação à 2ª denúncia contra o presidente temer (PMDB)
Contra a investigação, a favor de temer e da continuidade de reformas contra os trabalhadores

Toninho Pinheiro (PP)
Caio Narcio (PSDB)
Tenente Lúcio (PSB)
Marcelo Aro (PHS)
Franklin (PP)
Domingos Sávio (PSDB)
Leonardo Quintão (PMDB)
Rodrigo de Castro (PSDB)
Mauro Lopes (PMDB)
Delegado Edson Moreira (PR)
Saraiva Felipe (PMDB)
Ademir Camilo (PODE)
Aelton Freitas (PR)
Bilac Pinto (PR)
Brunny (PR)
Carlos Melles (DEM)
Dâmina Pereira (PSL)
Diego Andrade (PSD)
Dimas Fabiano (PP)
Fábio Ramalho (PMDB)
Luis Tibé (PTdoB)
Luiz Fernando Faria (PP)
Marcos Montes (PSD)
Marcus Pestana (PSDB)
Misael Varella (DEM)
Newton Cardoso Jr (PMDB)
Paulo Abi-Ackel (PSDB)
Raquel Muniz (PSD)
Renato Andrade (PP)
Renzo Braz (PP)
Zé Silva (SD)
Bonifácio de Andrada (PSDB) (Relator, disse desde o começo que ia salvar o golpista temer)
(Todos esses livraram temer (PMDB) também na primeira denúncia)

A favor da investigação
Adelmo Carneiro Leão (PT)
Leonardo Monteiro (PT)
Margarida Salomão (PT)
Padre João (PT)
Patrus Ananias (PT)
Reginaldo Lopes (PT)
Gabriel Guimarães (PT)
Jô Moraes (PCdoB)
Lincoln Portela (PRB)
Luzia Ferreira (PPS)
George Hilton (PROS)
Júlio Delgado (PSB)
Laudívio Carvalho (SD)
Marcelo Álvaro Antônio (PR)
Stefano Aguiar (PSD)
Eros Biondini (PROS)
Subtenente Gonzaga (PDT)
Weliton Prado (PMB)
Jaime Martins (PSD)
Eduardo Barbosa (PSDB) (ausente na primeira denúncia)

Abstenção
Rodrigo Pacheco (PMDB)

Ausente
Mário Heringer (PDT-MG)



Deputados mais votados no Município votam contra Brumadinho
Eles votaram contra a investigação, a favor de temer e da continuidade de reformas contra a população de Brumadinho

Entre os deputados federais mineiros que votaram, mais uma vez, contra a investigação do presidente golpista, a favor de temer (PMDB) e da continuidade de reformas contra a população de Brumadinho, estão 11 dos mais votados em nosso município. São eles os deputados federais Toninho Pinheiro (PP – 2828 votos), Caio Narcio (PSDB - 1628 votos), Tenente Lúcio (PSB - 300 votos), Marcelo Aro (PHS - 254 votos), Franklin de Lima (PP – 207 votos), Domingos Sávio (PMDB – 129 votos), Leonardo Quintão (PMDB – 95 votos), Rodrigo de Castro (PSDB – 85 votos), Mauro Lopes (PMDB – 60 votos), delegado Edson Moreira (PR – 59 votos) e Saraiva Felipe (PMDB – 50 votos).

Entre os mais votados em Brumadinho e que votaram a favor da investigação estão Laudívio Carvalho (SD – 641 votos), Patrus Ananias (PT – 561 votos), Luzia Ferreira (PPS – 526 votos), Eros Biondini (PROS – 426 votos), Jô Moraes (PCdoB – 229 votos), Lincoln Portela (PRB – 227 votos), Stefano Aguiar (PSD – 225 votos), George Hilton (PROS – 199 votos), Gabriel Guimarães (PT – 136 votos) e Subtenente Gonzaga (PDT – 107 votos)

Quem apoiou quem em Brumadinho

O deputado federal Toninho Pinheiro (PP) foi apoiado em Brumadinho pelo então Secretário de Saúde, Zé Paulo (ex-PSDB), pela maioria dos vereadores da época (Xodó, Ninho, Cuecão, Itamar Franco, Ró do Tejuco) e o governo municipal.
Caio Narcio (PSDB) foi apoiado pelo prefeito Nenen da ASA (PV) e sua turma.

Tenente Lúcio (PSB) foi apoiado pelo ex-vereador Carlos Mendes, o Carlinhos do Brumado (PDT).

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Edição 202 – Setembro 2017
Editorial
Palmas para os vereadores

É certo “que os partidos políticos brasileiros não estão em seu melhor momento na apreciação da sociedade. Em 2016, segundo a Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, somente 6% dos brasileiros confiavam nos partidos”. Não é pra menos! O jeito de agir da maioria arrasadora dos políticos é de dar nojo! No Congresso Nacional, a coisa chegou a patamares inimagináveis, com aprovação de reformas como a Trabalhista e a tentativa de aprovar a da Previdência, a Terceirização, a PEC da contenção de gastos, a entrega do pré-sal e o agora o “Fundo Partidário” bilionário. Além disso, trabalham (contra o povo, via de regra) de terça à quinta feira e têm salários altíssimos, dezenas de assessores, inúmeras regalias.
Em Brumadinho não é muito diferente. Salário de R$ 7.480,62 sem exigência de ir à Câmara, a não ser duas vezes por mês; diária de 160 reais se saírem do Município; pagamento no dia 25 do mês (ou 24 ou 23 se o dia 25 “cair” no sábado, domingo ou feriado); recebem verba de gabinete de aproximadamente R$ 500,00; possuem cantina com café, leite, chá e pão à vontade, a menos de 10 metros do gabinete, mas, mesmo assim, ainda recebem um frigobar; cópias de Xerox à vontade; e podem contratar para seus gabinetes assessores que custam em torno de mais R$ 10.000,00 por mês sem NENHUM controle de presença no trabalho feito pela Câmara, o que quer dizer que podem ficar sem nunca ir lá e, mesmo assim, receber ao final, digo, no dia 25 de cada mês; recesso de 30 dias em janeiro, 15 em julho, mais de 10 a 20 em dezembro e mais uns 20 durante o ano (Semana Santa, Carnaval e outros dias de “ponto facultativo”). E um vergonhoso aumento salarial dado neste ano por eles mesmos, no valor de R$ 735,00, elevando o salário de R$ 7.480,62 para R$ 8.215,62.  
No entanto, no meio disso tudo, alguma atitude merece nosso respeito e nossos aplausos. É o caso dos vereadores Hideraldo Santana (PSC), Caio César (PTB) e Maxiliano Maciel, o Barrão (PP). Esses vereadores, segundo informou ao Jornal de fato o Setor de Recursos Humanos da Câmara, “não recebem os valores referentes ao cartão alimentação”.  Palmas para eles!
Enquanto isso, os demais vereadores agiram como se não tivessem nenhuma preocupação com seus eleitores e a população em geral. No momento em que boa parte dessa população está desempregada e passando por dificuldades, nossos vereadores Alessandra do Brumado (PPS), Toninho da Rifel (PV), Vanderlei Xodó (PRB), Henerson Rodrigues, o Ninho (PP); Zé Raimundo (PTC), Juca Dornas (PV), Geada (PR); Ivam do Aranha (PR); Flávio Flecha (PTC) e Bruno Fernandes decidiram aumentar o próprio salário em R$ 735,00 (setecentos e trinta e cinco reais). Não quiseram nem mesmo dar tempo a si próprios para refletirem: correram para colocar o projeto em pauta, na surdina, às vésperas do Carnaval, para se darem um aumento de 735 reais; sem publicar o PL no site da Câmara, e sem contar para nós, população, quem votou a favor e quem votou contra. Quem sempre combateu a falta de transparência agora faz o mesmo: Alessandra escreveu no DOM: “Confira a votação completa no site www.cmbrumadinho.mg.gov.br.” Mas no site não havia uma linha sequer sobre quem aprovou esse aumento! E o cinismo continuou: “A próxima reunião está agendada para o dia 6 de abril, às 19h. A sua participação é muito importante!” (Jornal de fato nº 195, Fev/2017)
Já os vereadores Hideraldo Santana (PSC), Caio César (PTB) e Maxiliano Maciel, o Barrão (PP) votaram contra.
O Projeto de Alessandra do Brumado e Toninho da Rifel elevou o salário dos vereadores de R$ 7.480,62 para R$ 8.215,62. Ao final do mandato, cada vereador receberá em torno de R$ 37.000,00, o que significarão quase R$ 500.000,00 (meio milhão de reais) a mais de gastos da Câmara de Brumadinho. Esse dinheiro poderia, por exemplo, comprar remédios para a população de São José do Paraopeba.
O aumento proposto por Alessandra do Brumado e Toninho da Rifel é vergonhoso! Aumentar o próprio salário, já tendo tantas regalias, é uma atitude que deveria deixar os vereadores com vergonha de andar nas ruas da cidade e de encarar seus eleitores e aos brumadinenses em geral. Daí o fato de que, nesse quesito específico, merecerem os aplausos os vereadores Hideraldo, Caio César e Barrão.
Ao se recusarem a receber os R$ 735,00, agiram, no nosso entender, de forma correta, honesta e corajosa. Creio que, se não agissem assim, recusando-se a receber mais esse privilégio, passariam à população a ideia de que foram piores do que os outros: votaram contra apenas porque sabiam que o aumento seria aprovado mesmo, que já havia votos necessários (sete) para ser aprovado. Votar contra e depois usufruir do privilégio os tornaria, nessa questão, piores do que Alessandra do Brumado, Toninho da Rifel e os demais. Não foi o que fizeram! 
O que os outros vereadores fizeram é completamente indefensável! Quando a notícia do projeto de autoria de Alessandra e Toninho da Rifel caiu na rede social houve uma reação imediata das pessoas, posicionando-se contrariamente a esse absurdo. Os vereadores ficaram sabendo dessa reação, é claro. Esperava-se, então, que refletissem em sua atitude, percebessem que era errado o que queriam fazer, além de ser ilegal, e voltassem atrás. Não foi o que fizeram: votaram um projeto de lei imoral.
Alguns desses vereadores, que eles me perdoem a franqueza, jogam a própria história na lata de lixo, enquanto Caio, Hideraldo e Barrão contribuem para melhorar a política e os políticos. Aqueles contribuem para que a população desacredite nos políticos e os coloquem todos no mesmo saco, corroborando o dado que apresentamos acima (“em 2016 somente 6% dos brasileiros confiavam nos partidos”). Caio, Hideraldo e Barrão nos dão esperança de que é possível ter políticos melhores.

Reinaldo Fernandes
Editor
Não poderíamos deixar de registrar que o Vereador Maxiliano Maciel, o Barrão, tem tido mais coragem. Na 15ª Reunião Ordinária no Plenário votou contra 2 (dois) projetos de lei sobre o Calendário de Eventos do Município, que já tem em torno de 150 festas no ano! “Eu fui contra, pois acredito que inflar o Calendário de Eventos não é o foco do papel de um Vereador. Mais uma vez votei contra TODOS estes projetos por entender que nosso Calendário Turístico, Cultural e Religioso já contém muitas datas comemorativas e a maioria delas NÃO são celebradas e até mesmo esquecidas pelo Executivo, e também porque a maioria das proposituras já são Leis Estaduais e Federais, inexistindo a necessidade de inflar o calendário, criando “novas” Leis Municipais”, disse o Vereador. Mostra coragem ao ter coragem de posicionar-se francamente contra projetos de leis que nada, ou quase nada, acrescentam à melhoria de vida da população. Ou que já existem e só servem para que o autor divulgue que apresentou um Projeto de Lei Aprovado. Lado outro, Barrão tem sido firme na fiscalização do Executivo, o que demonstra que ele entendeu o verdadeiro papel de um vereador que se preze! Mais palmas para ele! 
Edição 202 – Setembro 2017
Editorial 2
Vamos refletir, tranquilamente, sem preconceitos, sobre os Sem Terra?

Tenho acompanhado o posicionamento político de algumas autoridades de Brumadinho sobre a ocupação dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Acho importante colocar alguns pontos de reflexão. 
Comecemos pela divisão da terra em nosso país. Quem prestou um pouco de atenção nas aulas de História na escola deve se lembrar. Os índios estavam aqui, desde sempre, e eram, obviamente, os donos da terra. Aí chegaram os portugueses – a turma do Rei de Portugal e da Igreja Católica – e invadiram a terra. E porque dizemos invasão, e não ocupação? Porque os índios já estavam aqui, utilizavam a terra para caçar e plantar, para sobreviver: não era nem para acumular, nem para especular. Aí os índios foram escravizados, assassinados, infectados pelas doenças dos brancos e desrespeitados em sua cultura, enfim, dizimados, em todos os sentidos, sobrando poucos hoje: de seis milhões restaram em torno de 250 mil!
Aí veio a história das Capitanias Hereditárias, se lembram da sétima série? O Rei chamou os amigos – eram 13 – e dividiu com eles o nosso país, coisa pouca de mais ou menos 4.000.000 km² (quatro milhões de quilômetros quadrados), depois 8.516.000 km² (equivalente a quase 100 Portugal!). Cada uma das 13 famílias ficou com em torno de 308.000 km² (equivalente a 3 Portugal! Ou mais da metade de Minas Gerais!). E, por causa disso, ainda hoje, 2017, milhões de brasileiros – inclusive alguns que me leem – não possuem um lote sequer para assentar sua casa, ou para plantar e alimentar a si e à sua família. Enquanto isso, gente, bandido, diga-se de passagem, como Eike Batista, tem milhares e milhares de km² de terra, hectares mais hectares!    
Bom, depois, trouxeram os negros, se lembram? Os escravizaram, marcaram a ferro e fogo, tratando-os como animais-mercadorias. Depois das pressões, especialmente da Inglaterra, que via que, na Revolução Industrial, era muito mais econômico ter assalariados do que escravos, o Brasil aboliu a escravatura.
Os donos das terras – aqueles que a herdaram dos donos das Capitanias Hereditárias – chegaram para os negros e disseram:
“Vocês estão livres!”
Aí os negros perguntaram:
“E para onde vamos, se não temos bem algum, se não temos roupas, nem terra para plantar, nem casa para morar, nem emprego para sustentar nossas famílias?”
E o senhor das terras respondeu:
“Ah, então tá! Vocês ficam aqui, trabalham para mim desde o nascer ao pôr do sol, e eu dou comida e teto enquanto estiverem aqui. Vocês topam?”
E os negros perguntaram:
“Temos outra saída?”
E o senhor das terras disse:
“Não!”
E os negros ficaram. Ficaram sem terra, e até hoje, a grande maioria de sua descendência continua sem terra. Entenderam? Assim como ficaram sem terra os pobres, desde a Colônia. Até hoje, já que o Brasil é o ÚNICO país da América Latina onde ainda não aconteceu uma Reforma Agrária de verdade. 
Muitos anos se passaram e veio a chamada Constituição Cidadã, de 1988. Então disse o art. 5º, em seu caput:
TODOS são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do DIREITO À VIDA, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.”
Sabiamente, a CF colocou, antes do direito “à propriedade”, o “direito à vida”. A propriedade, entre os “Os Direitos e Garantias Fundamentais” aparece em último lugar no caput do art. 5º. Portanto, para quem sabe ler – e o MST sabe! – o direito à vida, ao local para morar e plantar é ANTERIOR ao direito à propriedade. Ou seja, a TERRA TEM FUNÇÃO SOCIAL! Ela deve ser usada pela sociedade, TODA a sociedade, par produzir!
Outro aspecto a ser observado, especialmente pelos que acreditam na Bíblia Sagrada, é aquela passagem em que Deus (Javé) vai entregar Os 10 Mandamentos a Moisés (Ex 20, 1-17). A primeira coisa que Deus falou a Moisés foi: Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa.” (Êxodo 3, 4-5). A terra não é um bem particular, não pertence aos homens, pertence a Deus!
Em seguida, Javé faz é lembrar a Moisés que seu povo era escravo, SEM TERRAS do Egito: “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”.
Mais tarde, Jesus simplificou os 10 mandamentos num só: “Eu dou a vocês um mandamento novo: amem-se uns aos outros. Assim como eu amei vocês, vocês devem se amar uns aos outros.” (Jo 13,34).
A terceira premissa vem do estudo da Física (que a gente aprende lá no Ensino Médio). É uma das Leis de Newton, a que trata do Princípio da Impenetrabilidade, que ensina que "dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo". Não se pode ocupar uma terra ocupada, por óbvio.
Dessas três premissas – uma legal; outra mística; e a terceira, científica – nascem as ocupações do Movimento dos Sem Terra, um dos mais importantes e organizados do Mundo!
Portanto, precisamos fazer um esforço para entender que, ante de mais nada, não se diz “invasão”, se diz “ocupação”. Invasão seria chegar, expulsar quem estivesse na terra e dela se apossar. Ora, exatamente por causa dessa premissa científica, da Física, que os Sem Terra não invadem, eles OCUPAM: por uma razão científica, só se ocupa o que está DESOCUPADO: "dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo".
A segunda premissa é mística: foi Deus quem disse a Moisés: Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa.” Porque a terra pertence a Deus; e se pertence a Deus, pertence a TODOS os filhos de Deus, e não apenas a alguns!
A terceira premissa é legal, no sentido de que está NA LEI, na Carta Magna, na MAIOR lei brasileira: “TODOS são iguais perante a lei, sem distinção de QUALQUER NATUREZA, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do DIREITO À VIDA, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.”
Diante dessas três premissas, precisamos fazer um esforço, um movimento dentro de nossos corações, um movimento amoroso, cientifico e legal para entendermos a posição dos Sem Terra de São Joaquim de Bicas (“Mário Campos”).
Mesmo que a terra a qual ocuparam fosse de outro proprietário qualquer, seria uma ocupação legítima, já que a terra tem função SOCIAL, e não de mercado, e não de especulação. Em outras palavras, a terra existe para que nela sejam produzidos alimentos, que sirva para abrigar as famílias, nossos irmãos, mulheres, crianças, jovens e homens. Ocupações devem ser apoiadas, para que se respeite as leis, as da terra (CF), as da natureza (Física) e as de Deus (Bíblia).
Além de tudo, as terras são de Eike Batista, que já foi o homem mais rico do Brasil, o 8º do mundo!; um ladrão, um criminoso, preso preventivamente desde janeiro deste ano, acusado de pagamento de 52 milhões em propina, lavagem de dinheiro e corrupção. Neste caso, o que Deus ou a sociedade espera de nós: que fiquemos ao lado dos pobres ou do bilionário bandido?
No acampamento há oportunistas? Pode ser que sim, mas onde não há? Na Câmara Municipal de Brumadinho ou de Bicas? Na Prefeitura? Oportunistas sempre há, em qualquer lugar. Isso quer dizer que a maioria dos Sem Terra são oportunistas? Não! Quem tiver dúvidas, sugiro que vá lá, entre no acampamento, veja a situação das barracas, olhe o rosto das pessoas, tire suas próprias conclusões.
Por fim, é preciso refletir sobre o argumento que se usa de que os Sem Terra não causarão problemas porque Brumadinho terá que lhes ofertar serviços, especialmente de Saúde e Educação. Ora, o SUS, para quem ainda não sabe, é UNIVERSAL, por isso Sistema ÚNICO de Saúde. Isso quer dizer que TODOS nós podemos utilizar seus serviços EM QUALQUER LUGAR DO PAÍS, e os trabalhadores do SUS ou o prefeito não podem se recusar a isso, ou estariam cometendo crime. Além disso, tanto Saúde como EDUCAÇÃO são custeadas, em grande parte, pelo Estado e pela União (FUNDEB, no caso da Educação): então o dinheiro que custeia é DE TODOS, incluídos dos Sem Terra.
E então, vamos pensar um pouco sobre isso? Vamos fazer um esforço para ver os Sem Terra com outros olhos? Você topa fazer esse movimento?


Edição 202 – Setembro 2017
Revista LiteraLivre publica conto de brumadinense


A Revista LiteraLivre, publicação brasileira de periodicidade bimestral, publicou um conto de um brumadinense em sua edição de nº 5, setembro de 2017. Trata-se do conto “Promessa”. O autor é o Professor Reinaldo Fernandes, que é também editor do Jornal de fato. Segundo informou a Revista, foram centenas de trabalhos inscritos, de 552 escritores, de várias partes do Brasil e do mundo, como da Romênia, de Angola e da França. Fernandes é autor de dois livros, Trilhas (1996, Ed. Por Ora), de poesias; e Sob Suspeita (2015, Editora Poesias Reunidas), este de contos e crônicas.

A Revista LiteraLivre tem distribuição eletrônica em PDF. Conforme diz a LiteraLivre, sua missão principal “é dar espaço aos escritores e artistas de todos os lugares, amadores ou profissionais, publicados ou não, que desejam divulgar seus escritos e mostrar seu talento de forma independente e livre”.

Autor recebe homenagem da Câmara Municipal de Leopoldina – MG

A Câmara Municipal de Leopoldina – MG, cidade localizada a sudeste da capital do estado, na Zona da Mata Mineira, prestou homenagem ao autor Reinaldo Fernandes, que é também Editor do Jornal de fato. Na sessão do Plenário do dia 18 de setembro, foram aprovadas duas Moções de Congratulações em homenagem a Fernandes. As duas Moções de Congratulações foram propostas pelo vereador Elvécio de Souza Barbosa e subscritas por mais sete vereadores: Hélio Batista Braga de Castro, Rogério Campos Machado, Dr. José Ferraz Rodrigues, José Augusto Cabral Gonçalves, Valdilúcio Malaquias, Ivan Martins Nogueira e Waldair Barbosa Costa.
O comunicado foi feito a Reinaldo Fernandes pelo Pr. Darci José Portella, Presidente da Câmara Municipal de Leopoldina. Através dos Ofícios nºs 964 e 971/2017, datado de 26 de setembro, Portella parabeniza Fernandes pela premiação alcançada. 


Reinaldo Fernandes venceu o IV Concurso Literário da ALLA - Academia Leopoldinense de Letras e Artes, em duas categorias. O Editor teve seus trabalhos classificados em todas as categorias a que concorreram. Quatro trabalhos de sua autoria disputaram a Finalíssima do Concurso.
Na Modalidade ENSINO SUPERIOR E PÚBLICO, na Categoria CONTO (5 finalistas), foi classificado o trabalho intitulado “O último ponto”; na Categoria POESIA (10 finalistas), o poema “Sede e Fome”; e, na Categoria CRÔNICA (5 finalistas), foram para a Finalíssima os trabalhos “Maldito Passarinho” e “Interrogatório”.
Dos quatro trabalhos que disputaram a final, dois deles venceram o 2º lugar.  Na Categoria Conto, “O Último Ponto” saiu vencedor; na Categoria Crônica, o vencedor foi “Interrogatório”.
A Cerimônia de Premiação aconteceu no dia 25 de agosto e foi realizada no Auditório do CEFET Campus III, em Leopoldina.
  
A cidade

Leopoldina é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais. Pertence à Zona da Mata Mineira, localiza-se a sudeste da capital do estado, distando desta 322 quilômetros[. Sua população estimada em julho de 2015 era de 53 145 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ocupa uma área de 943 km².
Leopoldina conta com atrativos culturais, naturais e arquitetônicos, como a Catedral de São Sebastião, o Museu Espaço dos Anjos, o Museu da Eletricidade, o reservatório da Usina Maurício, o Morro do Cruzeiro. Alguns dos principais eventos que acontecem no município são a Exposição Agropecuária e Industrial, a Feira da Paz e o tradicional Festival de Viola e Gastronomia de Piacatuba.

Conto “Último Ponto” ganha livro


O conto “Último Ponto”, que venceu o 2º lugar do IV Concurso Literário da ALLA - Academia Leopoldinense de Letras e Artes, acaba de ganhar um livro. Este prêmio foi recebido da Editora Costelas Felinas.
Trata-se do Prêmio Miau de Literatura, Ano 1 / 2017. A Costelas Felinas se propôs a editar 1 exemplar gratuito para todo poeta/escritor que enviasse sua obra para o concurso.
Ao todo foram 328 títulos entre poesia e prosa.

Autores de todo o Brasil, além de Moçambique, Angola, Itália, México e Portugal enviaram seus títulos para  o Prêmio.

Edição 202 – Setembro 2017
Parabéns, professoras e professores!
“Professores, Seres que surgem em nossas vidas como magia.
Quando ainda pequenos, encantam-nos o mostrar a beleza dos símbolos, pequenos desenhos que nos podem levar a descobertas incríveis. Olhamos para esses Seres como quase deuses que sabem coisas que nem imaginávamos.
Ao longo de nossos caminhos, novas descobertas descortinam-se e nossas mentes ficam maravilhadas por tanto conhecimento a se apresentarem a nós. São horizontes que se mostram, de início sem sentido… mas vêm esses Seres, como que magos, mostram-nos as senhas, quebram os códigos, por vezes criptografados, e nossas mentes começam a compreender o sentido que as imagens, por vezes indecifráveis, vão surgindo.
Esses Seres, quando mais conscientes do seu papel e sensíveis à nossa ansiosa busca pelo aprender nesse caminho mágico que é a vida, percebem que não só devem derramar as informações, que são tantas e tantas a ponto de fazer girar nossas cabeças. Eles percebem que devem fazer das informações links para as questões da própria vida, proporcionando o fazer sentido tudo, não são só conhecimento vazio a ser absorvido.
O professor, como mago do conhecimento, é aquele que convida o seu pupilo a entrar no seu mundo mágico e compreender o quanto pode transformar o seu próprio mundo também em algo encantado. É o aprender com alegria.
A beleza do aprender está na alegria de compreender que o mundo mágico do conhecimento não é estático, é dinâmico. É como olhar para o horizonte, caminhar em sua direção, perceber que, apesar de as imagens se aproximarem pouco a pouco, há ainda um caminho com muitas belezas a serem descobertas e o professor, que é consciente e sensível, proporcionará a seus alunos a curiosidade, aguçará suas mentes a quererem ir em frente, em busca do horizonte mágico, cada vez mais amplo e cada vez mais mágico.
Quando aprendemos a beleza de tudo isso, também iremos querer ser magos do conhecimento e certamente iremos compartilhar tudo isso com nossos próprios discípulos, sejam eles alunos, filhos, netos, sobrinhos, amigos. Não importa, pois descobrimos a beleza e a alegria da vida, mesmo quando por vezes se mostra indecifrável.
Um Ser mágico, um dia, mostrou-nos como quebrar as senhas e decifrar os códigos.”

(em http://www.eldaevelina.com/?p=6553)
Parabéns a todas as professoras e professores de Brumadinho! Que um dia vocês possam receber mais do que presentes em seu dia. Que possam receber respeito, valorização, condições de trabalho dignas e salário decente!