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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Edição 179 – Outubro 2015
Editorial:
Participação popular: A saída para nossos problemas

Em democracias representativas, como a nossa, em que elegemos legislativos e executivos, a maioria de nossa população acaba acreditando que basta votar “bem” e estaremos com nossa vida resolvida. Eleitos nossos representantes, eles farão o melhor para nós. É uma doce ilusão! É verdade que temos ótimos representantes – são minoria, mas os temos.  Acontece que as grandes questões de uma cidade e do País são resolvidas pela maioria. E é aí que nossa ilusão se desfaz. E, então, o que fazer?  Aquilo que nos ensina Ivan Lins: “Não deu certo uma mudança, você muda de esperança.”
Não existe solução para ser feliz senão a da participação ativa. Não são os políticos que mudam nossa vida e de toda a sociedade para melhor, são as pessoas organizadas, cobrando dos políticos, criticando, propondo, exigindo um outro mundo possível.
Alguns exemplos recentes mostram a importância dessa participação popular para mudar os rumos das coisas e das políticas públicas. Olhando a história de Brumadinho, comecemos por 2012.
Nas eleições de 2012, a população de Brumadinho resolveu mudar a Câmara Municipal, que não vinha agradando. Dos nove vereadores, trocou nada menos do que oito. Trocou também o prefeito, e por consequência, o vice e o secretariado. Não foi o queríamos, é verdade, mas foi o que devia ter sido feito à época. Em 2016, podemos mudar novamente, agora de forma mais acertada.
Outro exemplo foi a recente experiência do Orçamento Participativo. Bastou um grupo de cinco pessoas cobrando dos políticos, criticando, propondo, exigindo um outro encaminhamento para que o OP tomasse outro rumo, muito mais interessante.
O asfaltamento da estrada que liga Casa Branca a Brumadinho e a construção de uma Nova Ponte sobre o rio Paraopeba são outro exemplo de como a participação popular é importante. Uma dezena de brumadinenses, da Sede e de Casa Branca, sustentada por centenas de assinaturas de apoio, com disposição para participar de reuniões na Cidade Administrativa, em BH, em Contagem, na ALMG tem mostrado que é possível conquistar sonhos que, por vezes, parecem tão distantes. 
Reinaldo Fernandes
Editor
Artistas locais, um grupo pequeno mas organizado, também deram mostras do que é possível fazer quando saímos de nossa zona de conforto e nos dispomos a participar da vida política de nossa cidade – e aqui, entendamos: “política” no melhor sentido, a do pensamento do bem comum, aquela proposta que nos atende mas atende também aos nossos irmãos. A participação dos artistas locais fez com que a Câmara de Vereadores aprovasse uma proposta de lei revolucionária; a mobilização mantida obrigou o Prefeito a sancioná-la e transformá-la em lei.
Mais recentemente, foi o caso do abono de R$ 100 pago aos servidores municipais. Se até o início da tarde de quinta-feira, 29/10, a prefeitura mantinha sua posição pela “não concessão do abono” – conforme respondeu ao SindUTE -, mudou de ideia, não por acaso, quando foi marcada uma reunião de professores com vereadores: no momento em que duas dezenas de professoras, saídas de sua zona de conforto, discutiam a questão com alguns vereadores, chegou a notícia de que a Administração mudara de ideia.
E então, a participação popular faz ou não faz diferença?           

Um comentário:

  1. Com certeza Reinaldo, a participação popular faz toda a diferença, já decidi, mudo meu titulo para Brumadinho ainda este ano.
    Vamos que vamos!
    Abraços
    Alexandre Meireles
    Condomínio Residencial Recanto da Serra
    Córrego Ferreira
    https://www.facebook.com/Admiradores-do-Condominio-Recanto-da-Serra-415055098620486/

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