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quarta-feira, 14 de março de 2012


Edição 134-Fevereiro/2012
Ele é um exemplo!

Este aí é Marcos Paulo, filho do nosso colaborador Maurício Oliveira. Na foto, ajudando o pai em evento. Voluntário quando o assunto é atuar na preservação da Mata Atlântica, portador do espirito da bondade, da solidariedade e da pro-atividade, fazendo das pequenas atitudes um aprendizado que irá refletir no homem que virá. 

Edição 134-Fevereiro/2012
Projeto Doce Selvagem (inseto)

Por Maurício de Oliveira

Amigo leitor, você sabe o que  é meliponicultura? Meliponicultura é uma das atividades capazes de causar impactos positivos, tanto sociais quanto econômicos, além de contribuir para a manutenção dos ecossistemas existentes em determinada região - as abelhas sem ferrão são os principais agentes polinizadores de várias plantas nativas. Preservar essas abelhas contribui, portanto, para conservar os mais diversos tipos de vegetação.
A cadeia produtiva da meliponicultura propicia a geração de inúmeros postos de trabalho, oferta muitos produtos e subprodutos, fortalecendo o fluxo de renda para o município, principalmente no ambiente da agricultura familiar, sendo, dessa forma, determinante na melhoria da qualidade de vida e fixação do homem no campo. Além de tudo, a atividade da meliponicultura é coerente com as políticas e compromissos que o Brasil assumiu com outras nações de buscar a implantação do desenvolvimento sustentável  e  integrado, em todas as regiões, com incentivo de melhoria técnica e a qualificação profissional, estruturando, replicando tecnologias socioambientais que transformam conhecimento em produtividade.
Assim meliponicultura é a arte de criar abelhas indígenas sem ferrão, aprendizado  sobre  o comportamento, genética, e os cuidados que o meliponicultor deve tomar para ser bem sucedido. Aqui em Brumadinho, o projeto está em fase de estruturação no CVT (Centro Vocacional Tecnológico) e em breve estarão sendo divulgadas as datas de alguns cursos gratuitos para a população, onde  os interessados poderão aprender e entender e participar diretamente da proteção e da manutenção da biodiversidade tão essencial agora e para as futuras gerações. 

Edição 134-Fevereiro/2012
Poucas e Boas

"Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão."

Eça de Queiróz

Edição 134-Fevereiro/2012
Bagunça na rua Rio Piracicaba

Moradores da rua Rio Piracicaba reclamam da situação da rua. No trecho próximo da esquina com a rua Esmeraldas, um grande buraco é ameaça para os moradores, especialmente as crianças. Segundo relato de um morador, um caminhão passou por ali, quebrou uma parte da proteção e um enorme buraco – que funciona como uma boca de lobo – ficou aberto. Próximo do buraco, um monte de entulhos de uma construção recente está amontoado ao invés de ter sido recolhido em caçamba. Um pouco acima, o meio-fio foi coberto pela terra que está descendo da parte de cima da rua e da rua Pres. Vargas.
Uma moradora explica que, quase em frente ao monte de entulhos, e onde estão entrando águas por cima do meio-fio coberto por terra, mora uma senhora que tem uma filha doente, com dificuldades de locomoção, e que está sendo prejudicada pela situação.
Fica aí a dica para a Administração Municipal e a Equipe do PSF – Programa Saúde da Família – tomarem as providências. 

Da redação: nossa reportagem voltou ao local antes do fechamento desta edição e verificou que o entulho foi retirado. Mas o buraco continua lá.

Edição 134-Fevereiro/2012
Preservação da Serra da Moeda pode contar com investimento internacional
Conjunto montanhoso poderá integrar lista mundial de patrimônios em perigo

A preservação da Serra da Moeda poderá contar com recursos internacionais. A área, localizada entre os municípios de Nova Lima e Jeceaba, Região Central de Minas, é cotada para integrar a lista de Monumentos Mundiais em Perigo da World Monumenst Fund (WMF). No Brasil, apenas o Centro Histórico de Salvador foi incluído na lista da entidade, que é organização privada sem fins lucrativos dedicada à preservação da arquitetura histórica e sítios de interesse histórico ao redor do mundo por meio de trabalho de campo, advocacia, doações, educação e treinamento.
Uma organização civil de Minas Gerais indicou a Serra da Moeda para integrar a Lista. Em visita a Belo Horizonte, a diretora de programas do World Monuments Fund (WMF) para América Latina, Espanha e Portugal, Norma Barbacci, informou que o dossiê sobre a Serra da Moeda deixou evidentes a relevância da proteção do conjunto montanhoso e as ameaças que o cercam. Segundo ela, é quase certa a aprovação para ingresso da área na próxima lista de bens mundiais em perigo.
Além de rica fauna e flora, a Serra da Moeda reúne sítios arqueológicos pré--históricos com pinturas rupestres e cerâmicas; dezenas de grutas e cavernas em canga de minério de ferro e ruínas históricas, como o Forte de Brumadinho, a Fábrica de Moedas Falsas de São Caetano e a Fábrica de Ferro Patriótica. O turismo na região conta ainda com o Clube do Voo do Topo do Mundo. O conjunto montanhoso foi descoberto pelos bandeirantes paulistas, no início da constituição de Minas Gerais, que lá encontraram muito ouro.
A exploração mineral na região é a principal ameaça à Serra da Moeda. Marcos Paulo de Souza Miranda, coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, destaca a tentativa de exploração, pela empresa Vale, de minério de ferro na Serra da Calçada, repleta de cavernas, vestígios arqueológicos e área de mananciais. Outra empresa que ameaça a Serra é a Ferrous, que trava uma luta com militantes ecológicos e comunidades reunidas em torno da ONG “Abrace a Serra”.
"Entendemos a importância da mineração na Serra da Moeda (...) mas não podemos admitir a destruição de locais dotados de excepcional valor, como é o caso da Serra da Calçada e do Pico do Engenho. É preciso encontrar um “ponto de equilíbrio” e iremos atuar forte nesse sentido. O interesse internacional pelo problema é um indicativo de que esse patrimônio pertence a todos os habitantes do planeta e não pode ficar sujeito a meros interesses econômicos e políticos locais.", destaca o promotor de Justiça William Garcia.
As informações são do jornal HOJE EM DIA, de 18 de outubro, em matéria assinada por Daniel Silveira.