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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Edição 197 – Abril 2017
Deputados mais votados no Município votam contra Brumadinho
Eles votaram pelo fim da CLT

Entre os deputados federais mineiros que votaram pelo fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estão 13 dos mais votados em Brumadinho. São eles os deputados federais Toninho Pinheiro (PP), Caio Narcio (PSDB), Luzia Ferreira (PPS), Tenente Lúcio (PSB), Marcelo Aro (PHS), Saraiva Felipe (PMDB), Franklin de Lima, Eduardo Barbosa (PSDB), Domingos Sávio (PMDB), Leonardo Quintão (PMDB), Rodrigo de Castro (PSDB), Mauro Lopes (PMDB), e delegado Edson Moreira (PR).    
Se a Reforma Trabalhista, ou seja, o fim da CLT, for aprovada também pelo Senado, prevalecerá “o negociado sobre o legislado”. Agora, com a ajuda importante de desses 13 deputados, o patrão pode obrigar o desempregado que o procurar a abrir mão de seus direitos na hora de assinar sua carteira. Pode, por exemplo, exigir jornada diária de 12 horas com 15 minutos de almoço, como propõe o Presidente da FIESP – Federação das Indústrias de São Paulo. O patrão poderá, também, com a ajuda importante de desses 13 deputados, exigir que o empregado não adoeça, que a gestante não tire licença-maternidade, que não haja hora de café, nem férias de 30 dias, e não precisa mais pagar o transporte e a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço quando demitir o empregado. Se o desempregado, na hora da contratação – momento de desespero de qualquer trabalhador desempregado - assinar documento concordando, não terá mais o 13º salário: tudo isso se chama “negociado sobre o legislado”. Esses são apenas alguns exemplos com os quais contribuíram com eu voto os deputados mais votados em Brumadinho.
O deputado federal Toninho Pinheiro (PP) foi apoiado em Brumadinho pelo então Secretário de Saúde, Zé Paulo (ex-PSDB), pela maioria dos vereadores da época (Ninho, Xodó, Cuecão, Itamar Franco, Ró do Tejuco) e o governo municipal. Obteve 2.828.
Caio Narcio (PSDB) foi apoiado pelo prefeito Nenén da ASA (PV) e sua turma.
Luzia Ferreira (PPS) foi apoiada pela atual presidente da Câmara, Vereadora Alessandra do Brumado (PPS).
Tenente Lúcio (PSB) foi apoiado pelo ex-vereador Carlos Mendes, o Carlinhos do Brumado (PDT).

Veja abaixo a relação completa dos traidores do povo de Brumadinho, seus partidos e os votos que obtiveram aqui:


TONINHO PINHEIRO - PP
2.828
CAIO NARCIO - PSDB
1.628
LUZIA FERREIRA - PPS
526
TENENTE LUCIO DE ALMEIDA - PSB
300
MARCELO ARO - PHS
254
PASTOR FRANKLIN LIMA - PP
131
EDUARDO BARBOSA - PSDB
130
DOMINGOS SAVIO - PMDB
129
LEONARDO QUINTÃO - PMDB
95
RODRIGO DE CASTRO - PSDB
85
MAURO LOPES - PMDB
60
DELEGADO EDSON MOREIRA - PR
59
SARAIVA FELIPE - PMDB
50

Edição 197 – Abril 2017
Deputado mineiros a favor do fim da CLT
Conheça os inimigos mineiros dos trabalhadores brasileiros, entre eles os votados em Brumadinho
O ponto mais nocivo da reforma trabalhista, aprovada pelos deputados federais Caio Narcio (PSDB), Luzia Ferreira (PPS) - apoiada pela Presidente da Câmara, Alessandra do Brumado – PPS -, Marcelo Aro (PHS), Saraiva Felipe (PMDB), Tenente Lúcio (PSB), Toninho Pinheiro (PP) e mais 290 colegas é o alcance do negociado sobre o legislado, que põe fim à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Agora, se for aprovada no Senado, o patrão pode obrigar o desempregado que o procurar a abrir mão de seus direitos na hora de assinar sua carteira.  Pode, por exemplo, exigir jornada diária de 12 horas com 15 minutos de almoço, como propõe o Presidente da FIESP – Federação dos Patrões de São Paulo. O patrão pode, também, exigir que ele não adoeça, que a gestante não tire licença-maternidade, que não haja hora de café, nem férias de 30 dias, e não precisa mais pagar o transporte e a multa de 40% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Se o desempregado assinar na hora da contratação, não terá mais o 13º salário: tudo isso se chama “negociado sobre o legislado”. E esses são apenas alguns exemplos.

Veja os deputados mineiros que votaram a favor dessa monstruosidade que chamaram de “Reforma trabalhista” e seus votos em Brumadinho. 
Edição 197 – Abril 2017
Material escolar é entregue com muito atraso
Capa de cadernos patrocina a manutenção do machismo

A promessa de campanha era entregar o material escolar “na primeira semana de aula”. A promessa foi feita acompanhada da crítica de que o governo anterior demorava demais para fazer a entrega do material escolar. Mas a promessa, mais uma vez, ficou só na promessa mesmo.
Apenas no dia 30 de março, 9 (nove) semanas depois do início das aulas, a equipe da Secretaria de Educação iniciou a entrega dos materiais escolares na Rede de Ensino do município. Como informou a própria Secretaria de Educação, comandada pela irmã do prefeito (outra promessa de campanha descumprida), “os primeiros beneficiados foram os alunos do 6° e 7° ano da Escola Municipal Lidimanha Augusta Maia”. A Secretária de Educação, Sônia Barcelos, percorreu cada uma das turmas, ressaltando que todos os esforços foram voltados para que a entrega fosse feita o mais rápido possível.

Política atrasada em todos os sentidos

Segundo o jornalista Paulo Proença, da Rádio Inconfidência FM, “o nosso maior problema é o machismo”.  O machista acha que há coisas só de mulheres e coisas só de homem. Assim, azul é cor de homem; rosa é de mulher; cuidar da educação dos filhos é de homem; sair para trabalhar fora é de mulher; e assim por diante. O machista não percebe que essas separações são criações culturais, quase sempre patrocinadas pelo próprio homem machista. O machismo mata mulheres todos os dias no Brasil. A cada 20 minutos, uma mulher é agredida por um machista, aqui em Brumadinho e no País. 
A Secretaria de Educação, que deveria patrocinar a luta contra o machismo, faz o contrário: patrocina o machismo. Foi o que fez na distribuição do material escolar. Segundo a aluna P. L. S. F., do 7° ano, a Secretaria de Educação diferenciou “os cadernos de homem e de mulher”. A Secretaria de Educação, talvez por desconhecimento do mal que o machismo faz, perdeu a oportunidade de ensinar aos alunos da Rede Municipal que homens e mulheres são iguais, conforme prevê a Constituição Brasileira.
Mais lamentável é saber que a Secretaria é comandada por uma mulher. E que a maioria das pessoas que “mandam” na Secretaria é mulher. Brumadinho seria uma cidade “melhor para todos” se a Secretaria de Educação colaborasse na luta da sociedade contra o machismo, que mata milhares de mulheres todos os dias. 

Propaganda do prefeito

Já a aluna S. S. Z., também do 7° ano, declarou para a prefeitura que recebeu “o material do Prefeito Nenen e gostei muito”, e acrescentou: “Agradeço ao Prefeito...”. A informação foi publicada no site da Prefeitura (DOM de nº 880, 30/3). Aqui também a Secretaria perde a oportunidade de ensinar à garotada um pouco de cidadania. É claro que o dinheiro do material escolar não é do Prefeito e sim dos próprios alunos, já que eles e suas famílias são os pagadores de impostos que abastecem os cofres municipais. A tarefa acaba ficando para as professoras que precisam ensinar essas coisas para os alunos, sob pena de criar mais pessoas que ficam devendo favores a um administrador que só cumpriu sua obrigação.

Ilegalidade


A fala da aluna S. S. Z. constitui-se, ainda , em ilegalidade. O art. 39 da C. F. garante ao prefeito o direito de informar suas ações. Mas proíbe o prefeito de gastar dinheiro público fazendo propaganda de si próprio. Foi o que aconteceu na matéria publicada no DOM. É óbvio que a aluna, apenas uma adolescente, não sabe dessa ilegalidade. Mas a Secretaria de Educação tem a obrigação de saber. Se infringe a Lei, corre e o risco de ser denunciada e pagar na Justiça pela ilegalidade.    
Edição 197 – Abril 2017
Curtas
Prefeitura disponibiliza telefone para Iluminação Pública

A Prefeitura, por intermédio da Secretaria Municipal de Obras, está disponibilizando os números 3571-6060 ou 3571-6057 para registro de solicitações relacionadas à iluminação pública. Para reclamar sobre lâmpadas queimadas, o usuário deverá informar o endereço completo com ponto de referência para facilitar o acesso e atendimento.
Edição 197 – Abril 2017
Greve Geral para o País
A maior Greve da história do Brasil levou 40 milhões às ruas


Várias escolas municipais paradas em Brumadinho e até uma escola particular no turno da manhã, Semear, além da escola estadual Paulina Aluotto Ferreira. Parados também a Polícia Civil, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os Correios. Sem nenhuma tradição nesse tipo de greve, até nossa pequena Brumadinho deu o exemplo. Isso por si só dava mostras de que vivíamos um momento histórico: convocada por nove centrais sindicais, diversos movimentos e entidades populares, além de partidos de esquerda, a Greve Geral deste ano já é considerada como a maior mobilização da história do Brasil, segundo afirmou a Frente Brasil Popular.
Professoras de Brumadinho em luta na GREVE GERAL
Não adiantou a grande imprensa, nos dias que antecederam o 28 de abril, tentar esconder que iria ocorrer uma greve geral em todo o País. Estima-se que cerca de 40 milhões de brasileiros deixaram de trabalhar. 
Desde as primeiras horas da manhã desta sexta (28) já era possível sentir o clima em diversas cidades pelo país com as ruas vazias, metrôs e trens parados, além de fábricas fechadas, ônibus na garagem e rodovias trancadas. 
A greve geral teve grande adesão nas mais variadas categorias de trabalhadores, afetando significativamente a mobilidade em São Paulo (SP), no Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Curitiba (PR) e em, praticamente, todas as grandes cidades do país.
O dia amanheceu com garagens de ônibus paralisadas, piquetes nas fábricas, vias bloqueadas, ruas vazias e centenas de categorias de trabalhadores com os braços cruzados por todo o Brasil. Igrejas evangélicas tradicionais aderiram ao movimento O movimento contou ainda com a participação direta da Igreja Católica. Quase 100 bispos católicos fizeram convocação para o ato; católicos foram fotografados Brasil afora empunhando bandeiras. Até o Papa, de forma sutil, apoiou, recusando convite do golpista michel temer (PMDB/PSDB) para visitar o Brasil.
 
A Igreja Católica também entrou de alma e
corpo na Greve
Ruas vazias

O movimento nas capitais e em várias cidades foi até menor do que em feriados. O País parou. Principais ruas, avenidas, empresas, comércios e serviços em geral permaneceram fechados por todo o dia. O sistema de transporte das cidades também cruzou os braços e aderiu à greve. Onde funcionou, foi só em parte. Populares fecharam as vias no início da manhã em inúmeras capitais. No Rio, a ponte Rio-Niterói foi fechada durante as primeiras horas.
Também em Brasília, ônibus e metrô não circularam. Os acessos do Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitscheck foram interditados. Diversos estabelecimentos comerciais foram fechados. Na maior parte do dia, nenhum carro conseguiu trafegar a partir da rodoviária no sentido Congresso Nacional, por meio da Esplanada dos Ministérios.
Em todo o Brasil, a adesão foi enorme. Na maioria das capitais e grandes cidades, além da paralisação, vimos atos de milhares. Isso ocorreu mesmo em cidades onde o transporte público parou. Em São Paulo, o ato reuniu 70 mil pessoas.
Durante a madrugada e início da manhã, movimentos sociais, sindical e estudantil fizeram bloqueios em avenidas de grande circulação e rodovias que dão acesso às maiores cidades. 

150 mil pessoas em Belo Horizonte
 
Em BH, 150 pessoas foram às ruas (fotos: reinaldo fernandes)
De acordo com a Frente Brasil Popular, cerca de 150 mil pessoas participaram do ato em Belo Horizonte, contra as medidas do presidente golpista, michel temer. A mobilização contou com diversos setores da sociedade, como sindicalistas, sem-terra, moradores de ocupações urbanas, indígenas das etnias Xakriabá e Pataxó; e estudantes. Lá estavam dezenas de brumadinenses, professores estaduais e municipais, trabalhadores dos Correios e da COPASA, dentre outros.  

Cerca de 15 mil pessoas, ainda de acordo com a FBP, foram às ruas em Uberlândia. Em Juiz de Fora, a Greve Geral reuniu cerca de 30 mil manifestantes. Também houve fechamento da BR 116, em Itaobim. Em Ribeirão das Neves, manifestantes bloquearam a rodovia BR 040.
A GREVE GERAL em Salvador - BA